POLITÍCA NACIONAL
Mecias destaca descoberta de terras raras em Roraima e cobra prioridade
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O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (3), destacou os resultados de pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de Roraima no Complexo Minerário Barreira, em Caracaraí (RR). Segundo ele, os estudos indicam que uma área com mais de 100 mil hectares pode abrigar a maior concentração de terras raras já identificada no mundo e, acrescentou o senador, colocar o Brasil no centro da disputa global por minerais estratégicos.
— As terras raras são conhecidas como o ouro do século 21. São formadas por 17 elementos químicos diferentes, que são essenciais para a tecnologia moderna, passando por smartphones, televisores, turbinas eólicas, painéis solares e até mesmo pelos complexos sistemas de defesa militar. O Brasil ingressa no seleto grupo capaz de gerir com independência uma política de extração e gerenciamento de seus recursos voltada para a consolidação do desenvolvimento tecnológico — declarou.
Para Mecias, o governo federal deve tratar a descoberta como prioridade de Estado, garantindo legislação adequada, fiscalização rigorosa e planejamento de longo prazo para que o potencial mineral se converta em avanços tecnológicos, econômicos e sociais para todo o país. O parlamentar destacou que o local pesquisado pela Universidade Federal de Roraima está distante de terras indígenas e de áreas de preservação ambiental.
— O local da descoberta está distante mais de 60 quilômetros de áreas indígenas e mais de 50 quilômetros de áreas de preservação ambiental, minimizando assim os riscos socioambientais. Estamos preparados e munidos de conhecimento, tecnologia e comprometimento social e ambiental. Mas, para alcançar esse objetivo, será necessário que o governo federal entenda que a questão das terras raras precisa ser tratada como uma prioridade estratégica para o nosso povo, e não pode ser negociada como uma simples mercadoria primária — salientou ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



