POLITÍCA NACIONAL
Motta recebe presidente do Equador e defende colaboração no combate ao crime organizado
POLITÍCA NACIONAL
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), recebeu nesta segunda-feira (18) o presidente do Equador, Daniel Noboa, que está em visita oficial ao Brasil. Motta destacou as relações de amizade entre os dois países e os investimentos do Brasil no Equador. Em seu discurso, Motta também defendeu o combate ao crime organizado e transnacional e cobrou parceria entre os países latino-americanos neste tema.
“A Câmara quer reforçar a capacidade do Estado brasileiro de enfrentar a criminalidade. Vejo neste tema uma ampla oportunidade para que os países possam colaborar com resultados positivos para a vida cotidiana”, reforçou Motta. Segundo ele, os países latino-americanos precisam estar juntos nessa pauta e fazer esse enfrentamento.
Motta também lembrou a realização da COP 30, em novembro, no Pará. Segundo o presidente da Câmara, será uma importante ocasião para que países como Brasil e Equador possam mostram seu empenho na conciliação do crescimento econômico com a proteção do meio ambiente.
Criminalidade
Daniel Noboa afirmou que busca resolver os problemas de seu país sem extremismo, com pragmatismo e consciência social. Ele reforçou o combate ao narcotráfico no País e afirmou que o Parlamento equatoriano apoia sua política de segurança pública. “Estamos focados para devolver a dignidade ao povo equatoriano”, disse.
“Além das pautas de segurança e meio ambiente, temos a questão do comércio: temos 80% de déficit e temos espaço para crescer nesse sentido”, acrescentou Noboa.
Na Câmara, existe o Grupo Parlamentar Brasil-Equador, formado por integrantes do Parlamento de cada um dos países e cujo objetivo é estreitar as relações entre os órgãos legislativos por meio do intercâmbio de experiências.
Exportações
Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e Equador somou 1,1 bilhão de dólares, com exportações brasileiras da ordem de 970 milhões de dólares. Os principais itens exportados para o país vizinho são veículos, máquinas, medicamentos e produtos das indústrias de papel e celulose.
Cooperação técnica
Mais cedo, Noboa foi recebido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a visita oficial, foram assinados atos nas áreas de segurança alimentar, inteligência artificial e agricultura familiar.
O primeiro deles sobre cooperação técnica para a luta contra a fome e a pobreza, por meio da troca de experiências, estudos e conhecimentos entre os dois países. Foi assinado ainda um memorando de entendimento para cooperação na área de inteligência artificial.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Com informações da Agência Brasil
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Projeto que cria Dia de Conscientização sobre Paralisia Cerebral vai à Câmara
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto de lei que cria o Dia Nacional da Conscientização sobre a Paralisia Cerebral, a ser celebrado em 6 de outubro.
Como o projeto (PL 1.988/2025) foi aprovado pela comissão em decisão terminativa, o texto não terá de passar por votação no Plenário do Senado (a não ser que seja apresentado recurso para isso) e poderá seguir diretamente para a análise da Câmara dos Deputados.
A paralisia cerebral é uma condição neurológica crônica e não progressiva, que compromete o controle motor, a postura e o equilíbrio. A gravidade e as manifestações variam de pessoa para pessoa, podendo estar associadas a outras condições — como epilepsia e dificuldades cognitivas, visuais e auditivas.
O autor da proposta é o senador Flávio Arns (PSB-PR). Ele afirmou que a paralisia cerebral no Brasil está associada principalmente a lesões no cérebro em desenvolvimento (antes, durante ou logo após o nascimento).
Segundo Arns, a maioria dos casos tem origens multifatoriais, sendo frequentemente provocada pela prematuridade, baixo peso ao nascer e falta de oxigenação no momento do parto.
Para ele, um dia nacional de conscientização seria uma importante ferramenta de prevenção.
— A discussão tem de acontecer o ano todo, mas um dia com os holofotes voltados para a área será importante para que todos nós nos sensibilizemos e nos conscientizemos a favor dessa área — declarou Arns.
O projeto contou com o parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Ela disse que a paralisia cerebral é a principal causa de deficiência na infância, com uma incidência de sete casos por mil nascidos vivos.
Para Damares, o projeto contribui para o fortalecimento das políticas de saúde e o enfrentamento das barreiras que limitam a plena participação desse público nos espaços sociais, educacionais e laborais.
— O desconhecimento sobre as potencialidades das pessoas com paralisia cerebral e a insuficiência de políticas de acessibilidade e apoio especializado ainda comprometem sua qualidade de vida e podem repercutir negativamente na saúde mental de toda a família — ressaltou ela.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado


