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Plínio cobra explicações sobre desestatização de hidrovias da Amazônia

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou o decreto presidencial que incluiu as hidrovias dos Rios Madeira, Tapajós e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida, que abre caminho para os leilões de concessão planejados pelo governo federal desde 2023, integra o plano de melhoria das hidrovias do chamado Arco Norte, destinado ao escoamento da produção do agronegócio.

O parlamentar cobrou dos Ministérios dos Transportes, de Portos e Aeroportos e da Defesa explicações sobre os impactos da medida, especialmente para populações ribeirinhas que dependem exclusivamente da navegação para o deslocamento diário. Ele também questionou se a concessão poderá transferir o controle de áreas estratégicas para empresas estrangeiras.

— Não serão empresas de fundo de quintal que participarão desse processo, mas grupos de grande porte. E haverá, é claro, a possibilidade de que sejam impérios nacionais, como a JBS, mas poderão também ser gigantes estrangeiros, entre eles os chineses. Tudo isso representa muito mais do que uma simples troca de propriedade, é algo que mexe com a vida das pessoas. Nós não trafegamos, a gente navega. Nós não temos estradas, e só os mais aquinhoados, evidentemente, podem se locomover de avião. Por isso, qualquer medida que mexa com os nossos rios atinge toda a nossa população — afirmou.

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O senador também relatou denúncias, segundo ele recebidas da Defensoria Pública do Amazonas, sobre supostos abusos cometidos em uma operação da Polícia Federal em comunidades da região de Manicoré e Humaitá. Plínio disse que as ações resultaram na destruição de moradias flutuantes e equipamentos de garimpo, afetando diretamente comunidades ribeirinhas. O parlamentar destacou que a medida causou impactos ambientais, como a fuga de peixes, atingindo famílias de baixa renda.

— Quem iniciou essa operação foi o Greenpeace. O Greenpeace mantém um equipamento chamado Alfa Papa, que monitora a Amazônia em tempo real. Você não muda uma cultura com bombas, você não muda uma cultura com ameaças, você não muda uma cultura com truculência, você muda com educação, com alternativa, com soluções e com tempo. Por isso que a gente vai apresentar o projeto para regularizar, regular e tornar legal a atividade dessa gente — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova regras gerais para o diagnóstico precoce de câncer de pulmão no SUS

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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece diretrizes nacionais para o rastreamento e diagnóstico precoce do câncer de pulmão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta tem como objetivo reduzir as taxas de mortalidade e aumentar a sobrevida dos pacientes por meio da detecção antecipada da doença, que é a principal causa de morte por câncer no Brasil.

Para a autora do projeto, deputada Flávia Morais, a medida é urgente devido ao impacto econômico e social do diagnóstico tardio, que eleva custos assistenciais e causa perdas significativas de produtividade.

Texto aprovado
Foi aprovada a versão do relator, deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que ajustou a proposta original – Projeto de Lei 2550/24, da deputada Flávia Morais (PDT-GO) – para adaptar o texto à legislação já existente.

O substitutivo estabelece como diretrizes o desenvolvimento de ações educativas, a capacitação permanente de profissionais de saúde, o uso de estratégias de saúde digital e o estímulo à busca ativa de grupos de alto risco na atenção primária.

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A principal mudança em relação à proposta original é a flexibilização dos critérios técnicos no texto da lei. Enquanto o projeto recomendava especificamente a realização anual de tomografia computadorizada de baixa dose para indivíduos de alto risco entre 50 e 80 anos, o substitutivo aprovado removeu esse detalhamento operacional.

A intenção, segundo o relator, é evitar o “engessamento” da prática médica e permitir que as ações a serem adotadas simplesmente sigam protocolos clínicos e processos de incorporação de tecnologias em saúde do Ministério da Saúde.

O texto também prevê a integração das ações de identificação precoce com programas de cessação do tabagismo, em consonância com a Política Nacional de Controle do Tabaco.

Próximas etapas
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para se tornar lei, o texto precisa da aprovação da Câmara e do Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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