POLITÍCA NACIONAL
Sancionado o Dia do Conselheiro Comunitário de Segurança
POLITÍCA NACIONAL
A data de 30 de agosto é agora o Dia Nacional do Conselheiro Comunitário de Segurança. A Presidência da República sancionou a Lei 15.162 nesta sexta-feira (4) para instituir a celebração.
A homenagem refere-se aos integrantes dos Conselhos Comunitários de Segurança, que são cidadãos eleitos pela população para auxiliar as administrações estaduais nas políticas de segurança. Os conselhos propõem iniciativas e acompanham as políticas públicas, por exemplo.
A norma veio do projeto de lei (PL) 3.466/2021, relatado na Casa pelo senador Marcio Bittar (União-AC). Segundo ele, a data celebrativa é uma forma de incentivar a sociedade a participar mais das questões que envolvem a segurança pública.
“Permitirá que a população tenha maior conhecimento sobre como essas entidades operam […] Trata-se de atuação que vai desde a iluminação pública até a prevenção da violência, demonstrando, assim, sua função estratégica na construção de municípios mais seguros”, explica Bittar no seu relatório.
A ex-deputada Paula Belmonte (DF) cita, na apresentação do projeto, que há cerca de 2,5 mil grupos do tipo no Brasil atualmente.
Data
Os parlamentares escolheram o dia 30 de agosto em referência à data de conclusão da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), em 2009. O documento final apresentado no evento inclui os conselhos comunitários entre as diretrizes da política nacional de segurança pública.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLITÍCA NACIONAL
Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.
O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.
A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).
Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.
“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.
Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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