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Senado presta homenagem à UFPB e a Hospital Universitário Lauro Wanderley

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O Senado realizou nesta quinta-feira (6) sessão especial em comemoração dos 70 anos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e aos 45 anos do Hospital Universitário Lauro Wanderley, em João Pessoa.

Autor do requerimento da sessão, o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) expressou orgulho pela universidade e disse que “a UFPB ilumina a população paraibana” a partir da produção de conhecimento e geração de oportunidades. Ele sublinhou que a UFPB é a segunda universidade brasileira em depósito de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

— A Paraíba é um estado diminuto em sua extensão, mas pródigo em vultos da ciência, letras, políticas e outros domínios, que se devem em larga medida à própria existência da universidade. […] A maioria dos paraibanos tem uma experiência edificante junto à instituição. É raro encontrar uma família que não tenha sido beneficiada direta ou indiretamente pela UFPB — afirmou.

Veneziano Vital do Rêgo disse que a UFPB desempenha papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico da Paraíba, tendo nascido da fusão de 11 escolas de ensino superior. De acordo com o senador, a instituição, que conta com quatro campi, é marcada por busca de excelência em mais de 130 cursos da graduação, 39 mil estudantes, sendo que 85% dos cursos com conceito 4 e 5 na avaliação do Ministério da Educação.

Em relação ao Hospital Universitário Lauro Wanderley, o senador destacou que a instituição é um órgão complementar da UFPB, que se consolidou nos campos da saúde pública e pesquisa cientifica. Sua importância alcança toda a rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), servindo a quatro milhões de paraibanos e regiões vizinhas, afirmou. O hospital oferece serviço em 17 áreas de atendimento. Em 2024, foram realizadas mais de 180 mil consultas, 320 mil procedimentos e 3.500 cirurgias, com equipe de mais de 2.200 funcionários, ressaltou.

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“Centro de estadistas”

Formado pela UFPB, o senador Efraim Filho (União-PB) disse que a instituição não é simplesmente uma escola, mas um verdadeiro “centro de formação de estadistas”, que obtiveram na universidade a sua formação.

— A universidade traz o sentimento de um patrimônio do povo paraibano, porque tem a vocação, moldou a história da Paraíba. Ao mesmo tempo em que abraça a elite intelectual do estado, é uma casa aberta aos filhos do povo, mola propulsora do desenvolvimento da capacidade intelectual e profissional de cada um dos seus alunos — declarou.

Ao destacar que a UFPB vive hoje “desafios imensos”, Efraim Filho defendeu mais recursos orçamentários para a instituição, que classificou como o maior patrimônio educacional da Paraíba.

“Sonho coletivo”

Após exibição de vídeo institucional da UFPB, a reitora Terezinha Domiciano Dantas Martins agradeceu pela realização da sessão especial. A professora afirmou que a instituição “nasceu do sonho coletivo de uma sociedade que ousou acreditar na forma transformadora do conhecimento, construído por mentes comprometidas pelo saber, conhecimento, futuro e conservação do seu legado”.

De acordo com a reitora, ao longo de sete décadas, “a UFPB vem semeando ideias, promovendo ciência e inovação, cultivando a arte e irradiando esperanças e ações concretas não apenas para a Paraíba, mas para o Brasil”.

Terezinha Martins disse ainda que a UFPB reúne três mil pessoas com deficiência e 4.500 alunos em situação de vulnerabilidade extrema, o que demanda mais recursos financeiros para garantir a permanência desses alunos na instituição.

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Democracia e pluralidade

Representante do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Alexandre Medeiros de Figueiredo destacou que na UFPB “prevalece o saber, a pluralidade, a democracia, a inovação e a inclusão”. O professor disse que “a universidade e o hospital fazem parte de um mesmo sonho”, consolidado em momentos diferentes. O hospital demorou 12 anos para ser construído e, ao longo de 45 anos, tornou-se referência de excelência regional, especialmente para o estado da Paraíba, afirmou.

Desenvolvimento econômico

Diretor da Rede de Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação, Jucelino Pereira Silva disse que a UFPB desempenha um papel crucial para o desenvolvimento da região nordestina e para a formação acadêmica de pessoas em vulnerabilidade econômica.

Formação profissional

Representante do Conselho Nacional dos Dirigentes das Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades, Maria Soraya Pereira Franco Adriano disse que a UFPB, através da educação profissional, está presente em mais de 71% dos municípios brasileiros. Segundo ela, a instituição representa uma trajetória de desenvolvimento, formação e oportunidades profissionais para milhares de pessoas.

O requerimento de realização da sessão foi assinado também pelos senadores Paulo Paim (PT-RS), Izalci Lucas (PL-DF), Beto Faro (PT-PA), Weverton (PDT-MA), Sergio Moro (União-PR), Humberto Costa (PT-PE), Lucas Barreto (PSD-AP), Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Chico Rodrigues (PSB-RR), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Em debate na Câmara, especialistas apontam desafios ambientais e econômicos da transição energética

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Em seminário promovido por três comissões da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (9), especialistas apresentaram sugestões ambientais e econômicas para a gradual substituição dos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão e gás natural, diretamente ligados ao aquecimento do planeta. De forma geral, defenderam uma transição energética com metas anuais, prazos vinculantes e fundos para garantir justiça climática.

No aspecto político, a coordenadora de projetos do Instituto ClimaInfo, Carolina Marçal, destacou que o Brasil precisa superar contradições na condução do tema.

“Ao mesmo tempo em que o Brasil tem se colocado como um líder climático global e tem de fato exercido um papel importante nesse sentido, a gente vê uma expansão da indústria fóssil e de frentes de exploração inclusive em lugares emblemáticos, como na Margem Equatorial e em outras regiões”, salientou.

Analista do WWF Brasil, Ricardo Fuji mostrou impactos da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, com elevado custo social e risco de emissão de 446 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera. Segundo ele, o quadro seria bem diferente se o investimento fosse direcionado à produção de eletricidade limpa e biocombustíveis.

“Com aquele mesmo investimento de R$ 32 milhões na Foz do Amazonas, daria para instalar um parque e linhas de transmissão para gerar eletricidade renovável”, exemplificou.

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Derivados do petróleo
Os especialistas também discutiram o cenário geopolítico que impacta no preço internacional dos derivados de petróleo. Só nos primeiros 50 dias da atual guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a indústria petrolífera lucrou 150 bilhões de dólares, segundo a 350.org Brasil, organização global pelo fim dos combustíveis fósseis.

Outro dado revela que 2/3 da população mundial vivem em países que importam petróleo e, obviamente, tiveram aumento no custo de vida durante essa guerra.

O diretor da organização 350.org no Brasil, João Cerqueira, lembrou que o setor é altamente subsidiado no mundo inteiro. Ele pediu aos parlamentares a aprovação do Projeto de Lei 219/25, que proíbe novos subsídios ao carvão, além da rejeição de outra proposta (PL 1371/25) que mantém esses subsídios até 2050 no Brasil.

Um dos organizadores do debate, o deputado Fernando Mineiro (PT-RN) defendeu a atual estratégia do governo federal no enfrentamento da crise. “Quero ressaltar o papel do governo brasileiro diante dessa crise em curso. Foi a ação política, e não a ação de mercado, que posicionou o Brasil em um lugar melhor do que o de outras nações. Ou seja: não é o livre mercado que vai dar o tom de como nós vamos alcançar e fazer essa travessia para uma transição justa sobre a questão energética.”

Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Custo de vida e dependência dos Combustíveis Fósseis: Caminhos para reduzir a vulnerabilidade econômica. Especialista em Transição Energética e Minerais Críticos do Instituto E+, Bruna Targino.
Bruna Targino defendeu estratégia industrial de longo prazo

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Conta de luz
Também houve debates em torno dos impactos da política energética na conta de luz. Representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Moreira citou esforços para redução do peso dos subsídios custeados pela tarifa energética. Um deles é o projeto da Lei de Responsabilidade Tarifária (PLP 100/26), em análise na Câmara.

Bruna Targino, do Instituto E+ Transição Energética, sugeriu foco do país em planejamento, financiamento e estratégia industrial de longo prazo, sobretudo diante das novas opções de exploração mineral e energética.

“Nós não podemos sair da dependência fóssil para uma nova dependência tecnológica e material. Por isso, agendas como a de minerais críticos estratégicos precisam ser tratadas como agendas industriais, com agregação de valor e considerando rastreabilidade, circularidade e salvaguardando padrões socioambientais robustos”, defendeu Bruna Targino.

O seminário na Câmara foi promovido pelas Comissões de Meio Ambiente, da Amazônia e de Defesa do Consumidor.

Reportagem –  José Carlos Oliveira
Edição –  Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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