POLITÍCA NACIONAL
Senado tem reuniões pré-COP 30 na terça
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A subcomissão temporária de preparativos para a COP 30 lançará na terça-feira (14), a partir de 10h, a Carta das Presidentes das Subcomissões para COP 30 do Congresso Nacional, para reforçar a importância do Legislativo na preparação e nas discussões do evento internacional e garantir participação e voz aos parlamentares.
Participarão a presidente da subcomissão do Senado para a COP 30, senadora Leila Barros (PDT-DF), e a presidente da subcomissão da Câmara para o evento, deputada Duda Salabert (PDT-MG). Também foi convidada a coordenadora de Mobilização da Presidência da COP 30, Luciana Abade.
O colegiado tem ao todo quatro reuniões seguidas. Após o lançamento da carta, a subcomissão fará um debate com o tema Oportunidades de Engajamento Parlamentar na COP 30, destinada ao compartilhamento de informações para facilitar a participação de parlamentares na COP 30.
Já confirmaram presença no debate a diretora-executiva da Plataforma Cipó, Maiara Folly; a diretora-executiva do Clima de Política, Beatriz Pagy; e a oficial de Gestão de Programas da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Gabriela Oliveira.
As outras duas reuniões serão sobre os seis eixos da agenda de ação para a COP 30, uma com comentários da sociedade civil e outra com comentários de parlamentares. Vão participar diversos deputados e representantes do Observatório do Clima, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), do Imaflora, do Centro Brasil no Clima (CBC), do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Instituto Talanoa.
O objetivo é debater os eixos de ação e promover o diálogo entre parlamentares, sociedade civil, especialistas e organismos internacionais no processo preparatório rumo à COP 30. A subcomissão da COP 30 do Senado funciona no âmbito da Comissão de Meio Ambiente (CMA), cujo presidente é o senador Fabiano Contarato (PT-ES).
A COP 30 é a 30ª edição da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, evento global para discutir ações de combate às mudanças climáticas. Será realizada em Belém, entre 10 e 21 de novembro.
O evento reunirá líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para buscar soluções para o aquecimento global, como o desenvolvimento de energias renováveis e a preservação da biodiversidade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão aprova projeto com programa de emprego e formação para jovens indígenas
A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria programa de emprego e formação para jovens indígenas.
O programa prevê incentivos à contratação, qualificação profissional e acesso a políticas públicas de desenvolvimento socioeconômico para indígenas entre 18 e 29 anos.
A identificação dos beneficiários será feita por autodeclaração e reconhecimento pela própria comunidade, respeitando o princípio da autodeterminação dos povos indígenas.
Objetivos principais
O programa tem quatro objetivos centrais:
- estimular a contratação de jovens indígenas por órgãos públicos federais e empresas privadas;
- fomentar a qualificação técnica e profissional por meio de cursos gratuitos em parceria com entidades públicas e serviços sociais autônomos;
- contribuir para a autonomia econômica das comunidades indígenas, com respeito à identidade cultural; e
- ampliar o acesso a políticas de empregabilidade em regiões com alta concentração de população indígena.
Incentivos às empresas
As empresas privadas que aderirem ao programa e comprovarem a contratação de jovens indígenas terão direito a:
- redução de 50% da contribuição patronal à Previdência Social sobre o salário do jovem contratado, por até 36 meses;
- prioridade na participação em programas e editais federais de inovação e desenvolvimento regional;
- preferência de contratação em licitações públicas, como critério de desempate (quando as propostas forem iguais ou até 10% superiores à mais bem classificada);
- isenção de taxas federais para registro e regularização trabalhista do jovem contratado.
O benefício fiscal de redução da contribuição patronal depende de prévia estimativa de impacto orçamentário e de medidas de compensação, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os editais de licitação para contratação de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra também poderão prever o emprego de jovens indígenas.
Inclusão produtiva
O texto aprovado é um substitutivo da Comissão de Trabalho ao Projeto de Lei 3940/25, do deputado Defensor Stélio Dener (União-RR).
A relatora, deputada Dandara (PT-MG), afirmou que o Censo 2022 apontou uma sub-representação da população indígena ocupada e com rendimentos do trabalho. Além disso, o rendimento médio dos indígenas ocupados é menor que os demais grupos étnico-raciais. “O projeto reconhece a situação dos jovens indígenas e propõe instrumentos concretos de inclusão produtiva, sem desconsiderar a diversidade cultural e os modos próprios de vida dessas comunidades”, disse.
Parcerias e regulamentação
A execução do programa contará com parcerias com institutos federais, universidades públicas, serviços sociais autônomos, organizações indígenas registradas e órgãos estaduais e municipais de emprego e desenvolvimento.
O Poder Executivo será responsável por regulamentar o programa, definindo critérios de adesão das empresas, parâmetros de comprovação da identidade indígena e metas regionais conforme a concentração populacional e a taxa de desemprego entre jovens indígenas.
O texto aprovado determina que o tratamento de dados pessoais dos beneficiários – incluindo informações sensíveis sobre origem étnica e cultural – seguirá as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD, Lei 13.709/18).
Acesso à informação
O projeto também garante aos trabalhadores indígenas o acesso a informações claras sobre seus direitos trabalhistas, respeitando suas especificidades culturais e linguísticas.
Sempre que possível, as ações de orientação serão feitas em cooperação com lideranças e organizações indígenas, com uso de materiais bilíngues adaptados às realidades locais.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli
Fonte: Câmara dos Deputados

