POLITÍCA NACIONAL
Sergio Moro apresenta proposta que pune coação criminosa
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O senador Sérgio Moro (União-PR) usou a tribuna do Plenário nesta terça-feira (1º) para alertar sobre o avanço da criminalidade no país e criticar o governo federal pela ausência de uma política nacional de segurança pública. Citando casos recentes de violência no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná, o parlamentar defendeu a adoção de medidas mais rigorosas contra o crime organizado, além de reformas legislativas que assegurem punições mais eficazes.
— Nós não conseguiremos acabar com essas taxas elevadíssimas de assassinatos se não conseguirmos frear o crime organizado, que tem se mostrado cada vez mais ousado — afirmou.
Para Moro, além de penas mais duras, é necessário garantir a certeza da punição, com mais agilidade na Justiça criminal. O senador destacou o Projeto de Lei (PL) 1.285/2025, de sua autoria, que cria um novo tipo penal, a coação criminosa no tráfico de drogas, para assassinatos vinculados ao tráfico de drogas com fins de domínio de mercado ou impunidade. O objetivo, segundo Moro, é retirar esse tipo de crime da competência do tribunal do júri, permitindo que seja julgado por juízes togados, com maior segurança.
— O objetivo desse tipo penal, além de trazer um tratamento extremamente rigoroso — a pena que nós propomos aqui é de 20 a 30 anos de prisão, a mesma que a do latrocínio —, é permitir que esses casos sejam julgados por juízes profissionais, permitir que, no julgamento desses casos, nós não coloquemos em risco a vida do cidadão comum, do jurado que seja eventualmente chamado para julgar um crime dessa espécie — explicou.
O senador defendeu ainda que, diante da ausência de propostas efetivas do Executivo, o Congresso deve assumir a responsabilidade de modernizar o sistema penal e processual para conter a criminalidade. Segundo ele, segurança pública e políticas sociais não são excludentes, mas devem caminhar juntas para garantir a proteção da sociedade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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João Azevedo e Veneziano são eleitos senadores pela Paraíba
A Paraíba elegeu para o Senado João Azevedo (PSB) e reelegeu Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para a Casa Com 99,08% dos votos apurados, João Azevedo tinha 1.379.663 votos e Veneziano, 963.515 votos.
Os mandatos de ambos — com duração de oito anos — começam em 1º de fevereiro de 2027 e terminam em 31 de janeiro de 2035.
João Azevedo
Aos 73 anos, João Azevedo é natural de João Pessoa. Ele é engenheiro civil e professor aposentado. Na gestão pública, passou por várias secretarias municipal e estadual, relacionadas a infraestrutura, recursos hídricos, meio ambiente, ciência e tecnologia. Foi eleito governador da Paraíba em 2018 e em 2022, quando desenvolveu projetos voltados à ampliação de obras rodoviárias, adutoras e infraestrutura hídrica; expansão de escolas, hospitais e equipamentos públicos; políticas de desenvolvimento regional e atração de investimentos.
Seu primeiro suplente é Chico Mendes; o segundo suplente é Roberto Franca (ambos são do PSB).
Veneziano Vital do Rêgo
Natural de Campina Grande, Veneziano tem 56 anos. Formado em direito, ele foi vereador e prefeito de Campina Grande, além de deputado federal pela Paraíba. Foi eleito senador pela primeira vez em 2018. No Senado, ocupa atualmente a função de vice-presidente da Casa. Nas comissões e no Plenário do Senado defendeu pautas relacionada ao desenvolvimento regional; à infraestrutura e à mobilidade; ao fortalecimento dos municípios; à educação; à saúde e à proteção ao trabalhador.
Veneziano tem como primeiro suplente Janine Lucena (PSD) e, como segundo suplente, Paulo Rebello (MDB).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



