POLITÍCA NACIONAL
Soraya comemora aprovação de projeto que restringe publicidade de bets
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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), em pronunciamento nesta quinta-feira (29), destacou a aprovação do projeto que restringe a propaganda de apostas esportivas de quotas fixas, conhecidas como bets. O texto proíbe anúncios com atletas, artistas, influenciadores, comunicadores e autoridades. O PL 2.985/2023 segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Soraya afirmou que o projeto busca combater a lavagem de dinheiro, a evasão de divisas e os impactos sociais das apostas. Ela elogiou a condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na análise da proposta e pediu que a Câmara também avance no tema.
— O presidente [Davi Alcolumbre] teve uma coragem louvável; sofreu pressão, mas se manteve firme. Aprovamos o regime de urgência e ontem conseguimos limitar [a propaganda] ao máximo, e tomara que consigamos um dia limitar totalmente. Mas só o fato de não permitirmos mais pessoas divulgando as bets já foi um grande avanço. Eu espero que a Câmara tenha a mesma altivez desta Casa, que a Câmara tenha a mesma coragem de enfrentar um gigante que, infelizmente, tem por trás a atuação do crime organizado — disse.
A senadora também comentou a operação da Polícia Federal que investiga um grupo suspeito de vender serviços de espionagem e assassinatos por encomenda, com alvos como parlamentares e ministros de tribunais superiores. Ela manifestou preocupação com a segurança de autoridades e servidores.
— Não podemos, de forma alguma, achar que é só alguma retórica ou que é mentira, ou diminuir a gravidade disso. Todos aqui dentro e os que andam conosco estão também correndo risco. Quando temos um ataque às instituições, quando pessoas invadem as sedes dos três Poderes, como é que os outros países, como é que o mundo nos enxerga? Um país frágil, um país vulnerável, um país que é inseguro, um país cuja democracia ainda é instável, ainda não foi solidificada. É assim que os outros nos enxergam — afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Comissão aprova pena específica para expulsão de moradores por facções criminosas
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5333/25, do deputado Capitão Alden (PL-BA), que cria um crime específico para punir a expulsão de moradores de suas casas por meio de violência, grave ameaça ou intimidação praticada por facções criminosas. A pena prevista é de reclusão de 8 a 12 anos e multa.
O projeto enquadra no mesmo crime quem:
- pichar ou sinalizar imóvel com ordens de desocupação impostas por facções;
- participar de ordens de expulsão;
- destruir, depredar ou invadir imóveis para coagir moradores a sair;
- obrigar pessoas, sob ameaça ou violência, a praticar atos ilícitos em prol de organizações criminosas;
- exigir o pagamento de taxas de moradores ou comerciantes como condição para permanecer em determinada área; e
- instalar ou operar, de forma clandestina, sistemas de vigilância eletrônica, câmeras ou drones para monitorar moradores ou ações policiais em benefício de facções.
A pena poderá ser aumentada de um terço até a metade se a vítima for pessoa idosa, criança, pessoa com deficiência ou mulher chefe de família; houver uso de armas de fogo; ou a conduta resultar em perda definitiva do imóvel.
Também agravam a pena a cobrança reiterada de valores de moradores ou comerciantes — caracterizada como tributação criminosa —, pichações com ameaças em delegacias ou unidades militares, e o uso de monitoramento eletrônico ilegal para vigiar ações policiais.
Assistência às vítimas
O texto determina que o Poder Público ofereça às vítimas acolhimento temporário em abrigo seguro, inclusão em programas habitacionais ou auxílio-moradia emergencial, atendimento psicológico e social, e prioridade em programas de transferência de renda.
Para integrantes das forças de segurança e das Forças Armadas obrigados a abandonar suas residências, o Estado deverá garantir auxílio-moradia temporário, manutenção da lotação em área compatível com sua proteção e prioridade em programas de aquisição de imóveis funcionais.
O custeio dessas medidas poderá ser feito com recursos de fundos de segurança pública e com valores confiscados de facções criminosas, revertidos obrigatoriamente em favor das vítimas.
Pichações criminosas
O projeto também altera a Lei de Crimes Ambientais para agravar a punição de pichações que transmitam mensagens relacionadas à violação da lei, apologia ao crime, exaltação de organizações criminosas, racismo, preconceito ou incitação ao consumo de drogas.
Nesses casos, a pena passa a ser de 12 meses a 2 anos de detenção e multa.
A proposta foi aprovada por recomendação do relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ). Para ele, o projeto corrige lacuna na legislação, adota penas proporcionais às condutas, protege grupos vulneráveis com maior rigor e complementa o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.
Próximos passos
A proposta ainda será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Rachel librelon
Fonte: Câmara dos Deputados


