POLITÍCA NACIONAL
Trabalho de qualidade da AACD é celebrado em sessão especial
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O trabalho social de qualidade da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) foi celebrado, nesta terça-feira (30), em sessão especial do Senado. O requerimento para homenagear os 75 anos da AACD (RQS 533/2025) foi apresentado pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), que dirigiu a sessão.
A senadora lembrou que a AACD foi fundada em 3 de agosto de 1950. Segundo Mara, a associação nasceu do desejo do médico ortopedista Renato da Costa Bomfim de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência física no Brasil. Na época, o país enfrentava a poliomielite, que deixou sequelas motoras em centenas de pessoas, principalmente nas crianças.
— Como cidadã com deficiência que utiliza a AACD, me orgulha fazer parte dos 20% da população que é atendida ou via convênio ou de forma particular. Essa é uma das formas com que nós, usuários da AACD, podemos ajudar a gerar receita para a instituição. É assim que ajudamos a custear os 80% dos atendimentos realizados via SUS — registrou a senadora.
Mara disse sentir orgulho do trabalho da AACD e de poder ver pessoas com deficiência incluídas na sociedade, “estudando, trabalhando, porque tiveram oportunidades e, mais ainda, porque tiveram acesso a um serviço de excelência, onde todo mundo, independentemente da condição financeira, é tratado com carinho, com respeito e com muito amor”.
— Parabéns para a AACD, por realizar com maestria o desenvolvimento de potencialidades, talentos e habilidades das pessoas com deficiência. A contribuição de todos da AACD para a conquista da autonomia, independência e inclusão social das brasileiras e dos brasileiros com deficiência merece nosso aplauso e nosso reconhecimento —ressaltou.
Na opinião da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a AACD é digna de admiração, além de inspirar outras instituições. Damares parabenizou a todos que “entregam a sua vida, no trabalho, no dia a dia a essa instituição”. Ela afirmou que a AACD não seria a mesma sem a dedicação do seu corpo técnico.
— Que venham mais 75 anos! Que venham mais cem anos de entregas, de carinho, de dedicação ao Brasil. Que Deus abençoe a família AACD! — disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos.
Qualidade
O superintendente-geral da AACD, Valdesir Galvan, disse que hoje o atendimento da associação não se limita apenas à deficiência física, mas alcança qualquer paciente com desafio de mobilidade, de todas as idades. Segundo Galvan, em 75 anos, a AACD realizou mais de 70 milhões de atendimentos. Ele reconheceu que o custeio de toda a estrutura é um desafio, mas ressaltou o compromisso da entidade com a qualidade do atendimento.
— O nosso propósito é inegociável: é levar o atendimento de primeira linha, com qualidade e humanização, a quem mais precisa e não tem condições de arcar com os custos de um atendimento de saúde. Por isso que os nossos atendimentos, mais de 80% deles são realizados via SUS, reafirmando o nosso compromisso com a saúde pública e sem nenhum custo para os pacientes — afirmou Galvan.
Para a superintendente de Práticas Assistenciais, Alice Rosa Ramos, as mudanças das demandas são desafios que a instituição tem de enfrentar ao longo dos tempos. Ela lembrou que a história da AACD começou com o enfrentamento da poliomielite. No entanto, destacou Alice Ramos, a associação ampliou seu alcance, passando a atender crianças e adultos com outras limitações, desde paralisia cerebral até sequelas de AVC.
— Nós continuamos nossa luta pelo acesso dos pacientes ao tratamento necessário que os leve à sua máxima capacidade de evolução motora, visando a inclusão escolar, social e profissional. Como diz nosso slogan, vida é movimento e é assim que nós vamos continuar, em prol das pessoas com deficiência, nos movimentando para oferecer o que há de melhor e mais moderno para a reabilitação das pessoas — declarou.
A solenidade contou com a presença de outros representantes da AACD, como a superintendente de Marketing e Relações Institucionais, Silvia Alves Paz; o diretor Administrativo de Unidades, Cleo Danilo Jaques; e o coordenador médico, Marcelo de Jesus Justino Ares.
Um paciente chamado Diogo Alves falou por meio de um vídeo, contando sua experiência e agradecendo o trabalho da AACD. Representantes de entidades ligadas à pessoa com deficiência (PcD) e o deputado federal Gilberto Nascimento (PSD-SP) também acompanharam a homenagem.
— A AACD não é só a mobilidade, mas é também o apoio psicológico. Então, nós só temos a agradecer a Deus por cada vida da AACD. Tanto daqueles que abençoam, como daqueles que são abençoados — ressaltou o deputado.
Números
A AACD tem hospitais em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Em 2024, foram realizados mais de 858 mil atendimentos em todas as unidades, além de 56 mil consultas médicas e 35 mil exames. Cerca de sete mil cirurgias foram feitas no Hospital Ortopédico AACD, em São Paulo. Mais de 62 mil produtos ortopédicos foram entregues em oficinas ortopédicas pelo Brasil. Dois terços dos atendimentos foram direcionados a menores de idade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição
Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.
O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.
— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.
Entidades maçônicas
Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.
O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.
— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.
Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.
Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.
O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



