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“Com a Unidade Móvel Odontológica, o atendimento vai ser mais rápido, perto de casa e sem tantos gastos”, afirma moradora de Capão Bonito (SP)

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As 400 Unidades Odontológicas Móveis (UOM), entregues nesta quinta-feira (21), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante cerimônia em Sorocaba (SP), chegarão aos 400 municípios contemplados pelo Novo PAC Saúde. Os veículos vão garantir atendimento em saúde bucal a quem vive longe dos grandes centros. Capão Bonito, município localizado a 230 km de São Paulo, receberá uma das unidades.

Cada unidade odontológica móvel conta com um consultório completo: cadeira odontológica, raio-x, equipamentos para procedimentos de atenção básica e equipe formada por dentista e auxiliares. O objetivo é oferecer cuidado integral em saúde bucal, reduzindo tempo de espera e aproximando o Sistema Único de Saúde (SUS) da população que mais precisa.

Com aproximadamente 48 mil habitantes, Capão Bonito tem uma das maiores extensões territoriais do estado de São Paulo, com bairros localizados a até 50 minutos da área urbana. Muitas pessoas enfrentam dificuldade em acessar os serviços de saúde bucal, o que reforça a importância da nova estrutura.

Para a secretária de Saúde de Capão Bonito, Andrea Cristiane dos Santos, “a unidade garantirá desde o tratamento até a reabilitação estética do sorriso, fortalecendo a autoestima da população e prevenindo doenças”. O município já conta com ações do Brasil Sorridente, mas a secretária reforça que a chegada da UOM vai ampliar o acesso, principalmente para a população da zona rural e comunidades sem equipamentos odontológicos fixos.

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Moradora do bairro Proença, em Capão Bonito, Maria Eunice de Abreu, percorria cerca de 30 quilômetros até conseguir atendimento odontológico. “É uma viagem longa e cara. Muitas vezes, a gente depende de carona ou de ônibus. Com a unidade indo até os bairros, vai ser muito mais fácil, principalmente para as crianças e idosos”. 

Foto: Igor Evangelista/MS
Foto: Igor Evangelista/MS

A agente comunitária de saúde Lucimara Proença, moradora do bairro Formigas, conta que muitos pacientes precisam gastar até R$ 180 de táxi para conseguir uma consulta. “Com a unidade móvel, esse problema acaba. Vai facilitar muito para quem não tem transporte e não pode faltar ao trabalho. As crianças não vão precisar perder um dia inteiro de aula para passar no dentista”.

Foto: Igor Evangelista/MS
Foto: Igor Evangelista/MS

Mais dignidade e cuidado

“Quando a gente vem para a cidade, precisa gastar com transporte, alimentação e ainda enfrentar demora para conseguir consulta. Com a unidade móvel, isso muda: o atendimento vai ser mais rápido, perto de casa e sem tantos gastos. Para as famílias simples, com crianças pequenas, essa chegada vai facilitar muito a nossa vida.”
Kaethilyn Souto Costa, dona de casa, mãe de uma menina de 2 anos e de um bebê de 1 mês, moradora do bairro Mato Pavão

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Foto: Igor Evangelista/MS
Foto: Igor Evangelista/MS

“Somos o quinto maior município em extensão territorial do estado de São Paulo. Com a unidade odontológica móvel, poderemos levar atendimento a regiões afastadas, garantindo procedimentos básicos como consultas, raio-x e tratamentos odontológicos completos. É uma grande conquista para a nossa população.”
Fabrício Narciso Olivati, cirurgião-dentista da Estratégia Saúde da Família

Foto: Igor Evangelista/MS
Foto: Igor Evangelista/MS

“Muitas pessoas não têm transporte para vir até a cidade. Agora, nós vamos até elas, fazendo busca ativa e oferecendo tratamento mais próximo de casa. Isso muda muito a qualidade da saúde bucal da população.”
Fabiana Mendes da Costa, auxiliar de saúde bucal

Foto: Igor Evangelista/MS
Foto: Igor Evangelista/MS

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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