CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

SAÚDE

Com investimento de R$ 4 milhões do Ministério da Saúde, ambulatório de Botucatu (SP) vai atender 5 mil pacientes por ano

Publicados

SAÚDE

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visita, nesta terça-feira (9), as novas instalações do Ambulatório de Especialidades II, da Unesp. Com os investimentos do Ministério da Saúde, na ordem de R$ 4 milhões, foi possível ampliar o acesso à atenção especializada na cidade. A unidade tem capacidade de atender 5 mil pessoas por ano com oferta de exames e consultas, incluindo o atendimento de pacientes com problemas renais e que precisam realizar um transplante.

As entregas integram o Programa Agora Tem Especialistas, iniciativa estratégica do Governo Federal voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do fortalecimento da rede assistencial e da ampliação da capacidade instalada dos serviços.

“Nossa presença aqui reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a ampliação do acesso ao atendimento especializado. As parcerias com a Unesp fortalecem a estrutura de cuidado, especialmente em áreas estratégicas como a atenção às pessoas com doença renal, desde o acompanhamento pré até o pós-transplante. Também estamos acompanhando melhorias importantes na rede, como a modernização do Hemocentro, que qualificam ainda mais a assistência prestada à população”, ressaltou o ministro Padilha.

O Ambulatório de Especialidades II foi projetado para ampliar a capacidade de atendimento especializado no hospital. O espaço conta com 32 consultórios e duas salas de procedimentos. Inicialmente, a estrutura abrigará o Ambulatório de Transplante Renal, com início das atividades previsto para janeiro de 2026, contribuindo para a organização do cuidado e a redução das filas na rede pública.

Já o Hemocentro do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), que recebeu investimento de R$ 997 mil do Ministério da Saúde, passou por obra de ampliação e modernização que resultou em melhorias internas e externas, incluindo a renovação da sala de doação de sangue e a qualificação de ambientes assistenciais. As mudanças reforçam a humanização do atendimento e garantem melhores condições tanto para doadores quanto para pacientes que dependem dos hemocomponentes.

Leia Também:  Para reforçar importância da vacinação, Ministério da Saúde busca apoio de todas as religiões

Referência técnica em hemoterapia, o Hemocentro é responsável pela manutenção dos estoques de sangue e derivados para a região, beneficiando aproximadamente 1 milhão de pessoas em sua área de abrangência. O fortalecimento da unidade amplia a segurança transfusional e a capacidade de resposta do SUS em atendimentos de média e alta complexidade.

Infraestrutura e inovação fortalecem a produção nacional em saúde

Ainda em Botucatu, o ministro visitou o Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP/Unesp), que concentra investimentos estratégicos do Governo Federal em infraestrutura produtiva e inovação tecnológica em saúde. As ações integram o Novo PAC Saúde e o Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (Pdil), com foco na ampliação da produção nacional de biofármacos, na redução da dependência externa e no fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

“Temos investido como Ministério da Saúde quase R$ 90 milhões para estruturação, equipamento e tecnologia para produção e o desenvolvimento do soro para picada de abelha e do produto terapêutico para as úlceras crônicas, para trazer ao SUS inovação e tecnologia desenvolvidas aqui no Brasil”, afirmou Padilha.

Pelo Novo PAC Saúde, o Ministério da Saúde investe R$ 60,2 milhões na operacionalização do Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas (CNPBB), projeto estruturante iniciado em 2024 que permitirá a transformação do CEVAP em uma fábrica de referência nacional, com atuação como a primeira CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do Brasil. A iniciativa inclui a aquisição e qualificação de equipamentos com tecnologia single-use, que oferecem maior flexibilidade e agilidade na produção de lotes piloto de diferentes biofármacos. A infraestrutura contempla áreas de produção com níveis de biossegurança BSL 1 e 2, além de área estéril de envase e liofilização e sistemas completos de utilidades já instalados, como ar, água, gases e tratamento de efluentes. O investimento amplia significativamente a capacidade produtiva e tecnológica do centro, criando bases sólidas para o desenvolvimento de medicamentos estratégicos para o SUS.

Leia Também:  Ministro da Saúde garante R$ 41,3 milhões para custear 150 novos leitos em hospital de alta complexidade no Maranhão

Além da estrutura produtiva, o centro coordena dois projetos apoiados pelo Pdil, atualmente em fase inicial. O primeiro, desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan e o Instituto Vital Brazil, prevê investimento de R$ 19,2 milhões para a conclusão do ensaio clínico de fase III do Soro Antiapílico, biofármaco brasileiro com potencial para se tornar o único tratamento específico no mundo para os efeitos sistêmicos do veneno de abelhas.

O segundo projeto conta com investimento de R$ 7,7 milhões e é voltado ao ensaio clínico de fase II do Selante Heterólogo de Fibrina Liofilizado, indicado para o tratamento de úlceras venosas crônicas no SUS. Desenvolvido com tecnologia nacional, o produto amplia as alternativas terapêuticas no sistema público, reduz custos e fortalece a autonomia do país na produção de insumos estratégicos em saúde.

Julianna Valença e Vicente Ramos
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida paraibanos a compartilhar os desafios de parar de fumar

Publicados

em

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população da Paraíba a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo. 

As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.

 Estado teve redução no número de fumantes

Leia Também:  Ministério da Saúde inclui indicadores sobre a população quilombola no Painel da Saúde da População Negra

Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

Na Paraíba, os dados de João Pessoa mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital paraibana, o percentual de adultos fumantes caiu de 14,4%, em 2006, para 8,6%, em 2023, uma redução de 5,8 pontos percentuais.

 Busca por apoio no SUS aumentou 59%

Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou na Paraíba, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

 No estado, foram 26.723 atendimentos realizados em 2025, contra 16.776 em 2022 – um aumento de cerca de 59%, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

Leia Também:  Encontros regionais discutem preparação do SUS para impactos do El Niño em 2026

 O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.

 Combate ao tabagismo no Brasil

 O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

 O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros. 

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA