SAÚDE
Como a rede pública de saúde mudou a vida de profissionais e pacientes
SAÚDE
Em seus 35 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) garantiu tratamento e acolhimento a milhões de brasileiros. Essa rede de atendimento é formada por profissionais que se dedicam diariamente ao cuidado integral da população.
A enfermeira Gislaine de Albuquerque (41) é um desses exemplos. Ela sai de casa cedo para o trabalho em um hospital de Brasília e, mais tarde, retorna para o plantão na Central Nacional de Transplantes (CNT). Lá, integra a equipe que capta, organiza e distribui os órgãos que vão salvar pessoas por todo o Brasil. “Para um transplante acontecer, tem que ter uma coordenação alinhada. O SUS funciona perfeitamente nessa ponta”, se orgulha.
Gislaine ingressou na área em 2011, logo após a formatura, e se especializou ao longo dos anos. Hoje, é uma das milhares de mãos que fazem do Brasil o país com o maior sistema público de transplantes do mundo. Em 2024, foram mais de 30 mil transplantes realizados no SUS, um recorde na série histórica.
As histórias de superação dos pacientes atendidos, muitas das vezes, são o que movem os profissionais. A trajetória do médico Cláudio Azevedo (58) se mistura com a do SUS. Nos anos 90, ele já estava em ação, cuidando das pessoas. “Meu trabalho vai muito além do salário. É uma missão sublime”, afirma. Antes de se tornar médico do Serviço de Atendimento Móvel e de Urgência (SAMU 192), Cláudio atuou no Programa SOS Fortaleza, serviço de atendimento pré-hospitalar fundado em 1992, antes da criação do SAMU.
Depois da tragédia na região serrana do Rio de Janeiro, em 2011, o Ministério da Saúde apostou em uma equipe para emergências em saúde pública. Cláudio foi um dos convidados e, há 14 anos é voluntário da Força Nacional do SUS (FN-SUS). “Nunca ganhei nada com isso, e nem quero. Quando ajudo uma pessoa em desespero, o olhar de gratidão é o que me reconforta”.
O médico Ivan Paiva Filho (60) já era formado antes da criação do SUS. Fez sua residência em um hospital privado, a única vez em que trabalhou fora do serviço público. Especialista em incidentes com múltiplas vítimas, o cirurgião acumula experiências no SUS. Com a criação do SAMU 192, em 2003, assumiu a coordenação do serviço em Salvador. “Um dos grandes marcos foi reorganizar a rede de atendimento. O SAMU mostrou para a gente um país que não víamos, chegando nas áreas mais remotas para cuidar das pessoas”.
Cuidado integral a quem precisa
Aos 60 anos, Maria de Fátima de Jesus utiliza o SUS para tratamentos contínuos há três décadas. Ela vive no Rio de Janeiro desde 2009 e garante que foi por conta do trabalho de pessoas como Gislaine, Cláudio e Ivan que vive tão bem ao lado dos filhos e netos que tanto ama. “Falo do SUS com o maior prazer. Faço tratamento cardíaco, de hipertensão e de trombose na rede pública. Eu tenho orgulho do sistema único de saúde. Ele salvou a minha vida e vai continuar salvando, se Deus quiser, porque ele tem ficado bem melhor a cada dia”, reforça.
Olavo David
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.
Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.
“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.
A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.
A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.
Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.
Tratamento no SUS
O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.
“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba
-
Gourmet2 anos atrás
Beijinho

