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Conheça histórias de usuários do SUS que emocionam e reforçam a importância da saúde pública

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Reconhecido mundialmente, o SUS garante atendimento universal e gratuito, sem distinção de gênero, raça, classe social ou nacionalidade. Mais do que hospitais, consultas e medicamentos, ele representa dignidade, vida e esperança. Por trás de cada atendimento, existe uma história única. São relatos que revelam a força de um sistema que se reinventa todos os dias e é um patrimônio dos brasileiros.

Aos 73 anos, Graciela Binaghi, aposentada, encontrou no SUS não apenas tratamento, mas atenção e gentileza. Com carinho, guarda um bilhete escrito por uma atendente, que, segundo ela, simboliza o amor ao próximo que encontrou no SUS. “Eu devo minha vida ao SUS! Tenho amigas com plano que esperam meses por um atendimento. No SUS, raramente espero mais de um mês para uma consulta, e mesmo exames sofisticados não demoram mais do que demorariam em um plano particular”, conta.

Em 2017, uma dor de cabeça incessante levou Graciela ao Hospital das Clínicas de São Paulo, onde recebeu diagnóstico de arterite temporal, doença inflamatória rara que exige tratamento contínuo e acompanhamento rigoroso. A notícia trouxe alívio, mas também medo e incertezas.

Para garantir o tratamento, foi até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e, em apenas dois dias, conseguiu consulta com uma reumatologista, que a incluiu em um programa especial do SUS. Hoje, Graciela recebe gratuitamente uma medicação que custa cerca de R$ 100 mil por mês. Ela também faz acompanhamento em reumatologia, neurologia, dermatologia, odontologia e mastologia – tudo pelo SUS. “Depois que conheci de perto a estrutura do SUS, cancelei meu plano. Sem esse sistema, eu não estaria viva. Ele me devolveu a saúde e a esperança”, emociona-se Graciela.

Coragem diante do diagnóstico de câncer

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Durante a pandemia, Aparecida do Carmo (68), dona de casa, recebeu o diagnóstico de câncer de mama e foi atendida no Hospital da PUC Campinas e no Centro Boldrini, onde passou por duas cirurgias, além de quimioterapia e radioterapia. “Sem o SUS, eu jamais teria condições de pagar por tudo isso. O acolhimento foi tão especial que me deu forças para enfrentar cada etapa. Hoje, graças ao SUS, estou recuperada”, relembra Aparecida.

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Somente no primeiro semestre de 2025, o SUS realizou 1,8 milhão de mamografias bilaterais para rastreamento e 191 mil diagnósticas. Em 2024, foram 60 mil cirurgias oncológicas de mama, 39 mil sessões de radioterapia e 2,2 milhões de quimioterapias, somando R$ 1,2 bilhão investidos no tratamento da doença.

Da dor à liberdade: menos tempo de espera com apoio da rede privada

Para fortalecer o SUS e reduzir o tempo de espera por atendimentos especializados, o governo federal lançou, em maio deste ano, o programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa mobiliza toda a rede de saúde, pública e privada, para ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, garantindo que mais pessoas recebam tratamento no tempo certo.

Uma das inovações do programa é que os planos de saúde podem converter dívidas com a União em atendimentos para pacientes do SUS. Foi assim que Adriana Bezerra de Lemos (50), ambulante, realizou a cirurgia de retirada de pedras na vesícula em um hospital privado credenciado pelo Agora Tem Especialistas. “Depois de um ano sofrendo, finalmente consegui fazer a cirurgia. Agora eu posso trabalhar, viver sem dor e ter qualidade de vida. Sou muito grata a esse projeto que uniu o SUS e a rede privada”, conta.

Foto: arquivo pessoal
Foto: João RIsi/MS

Saúde que chega a comunidades remotas

O programa também leva atendimento a povos indígenas e comunidades de difícil acesso. Em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), foram realizados mutirões de saúde na Amazônia. Nas três primeiras ações, foram 16,2 mil atendimentos, entre consultas, exames e cirurgias.

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Um dos beneficiados foi Francisco Tananta, professor da etnia Tikuna. Ele sofria com pterígio, condição que prejudicava sua visão e sua atuação em sala de aula. “Antes da cirurgia, minha visão ficava embaçada, como se tivesse uma névoa. Hoje, já consigo enxergar claramente. Vi pessoas que estavam prestes a perder a visão saírem andando sozinhas, enxergando novamente. Foi emocionante. Esse projeto trouxe vida nova para mim e para a comunidade”, relata.

Foto: arquivo pessoal
Foto: AgSUS

“Sem o SUS, eu provavelmente não estaria aqui”

Em 2016, Marcelo Cruz da Silva (41) teve uma pneumonia, que resultou em uma insuficiência cardíaca. Pouco tempo depois, também foi diagnosticado com insuficiência renal e precisou realizar hemodiálise regularmente. Hoje, ele segue amparado pelo SUS e aguarda na fila por um transplante de rim e pâncreas. “Sem o SUS, eu provavelmente não estaria aqui. Meu plano tinha carência e só consegui atendimento imediato graças à rede pública”, afirma.

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Durante a gestação, Gabriela Andrade (34) fez o acompanhamento na UBS Jardim Coimbra, em São Paulo. No sétimo mês, descobriu que a maternidade particular onde daria à luz havia fechado e recorreu ao SUS, onde recebeu acolhimento. “Fui respeitada e pude realizar meu sonho de um parto natural. A equipe foi incrível, me senti segura e cuidada em cada momento”, relembra Gabriela. Hoje, ela e o pequeno Henrique seguem acompanhados pela equipe da UBS.

Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Carolina Militão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde apresenta campanha com orientações sobre acesso a consultas, exames e cirurgias pelo SUS

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O Ministério da Saúde divulgou a Campanha Nacional de Atendimento Especializado, que reúne orientações sobre como buscar consultas, exames e cirurgias pelo SUS. O conteúdo apresenta o caminho para o atendimento especializado, desde a busca por atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) até o encaminhamento para os serviços disponíveis, por meio do Agora Tem Especialistas, criado pela Lei nº 15.233/2025. 

A ação é voltada a pessoas que precisam de avaliação, acompanhamento, exames ou procedimentos especializados. As informações ajudam a identificar quando buscar atendimento e explicam as etapas do cuidado na rede pública, incluindo consultas, exames, acompanhamento e procedimentos. 

Entre os sinais que merecem atenção estão mal-estar, dor de cabeça persistente e vista embaçada. Quem apresenta sintomas ou precisa realizar exames preventivos deve procurar uma UBS ou acessar os serviços disponíveis pelo Meu SUS Digital. 

Na UBS, o paciente é avaliado e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município faz o encaminhamento para o serviço adequado. Conforme a necessidade, o cuidado pode incluir consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar um diagnóstico, acompanhamento ou cirurgia. Quem tiver indicação de procedimento cirúrgico pode acompanhar pelo Meu SUS Digital a posição na fila e a confirmação da cirurgia. 

Na oncologia, a rede especializada oferece serviços de investigação, diagnóstico e tratamento, incluindo unidades habilitadas para assistência de alta complexidade e radioterapia. 

Como funciona o acesso 

Na UBS, o paciente passa por avaliação e, quando há indicação clínica, a central de regulação da secretaria de saúde do município encaminha o cidadão para o serviço especializado adequado. 

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O atendimento pode envolver diferentes etapas, conforme a necessidade de cada pessoa, como consulta com especialista, exames para investigar ou confirmar o diagnóstico, acompanhamento ou procedimento cirúrgico. 

Quem tiver indicação de cirurgia também pode acompanhar pelo Meu SUS Digital informações sobre sua posição na fila e a confirmação do procedimento. 

Pacientes que residem a mais de 50 km de um centro de tratamento têm à disposição transporte de ida e volta, com acompanhante, em vans, micro-ônibus e ambulâncias para casos mais delicados. São 3,3 mil veículos destinados a todos os estados do país. 

Telessaúde e Carretas da Saúde 

Entre os serviços disponíveis está a Telessaúde, que permite a realização de teleconsultas e telediagnósticos. A modalidade possibilita que parte do cuidado seja feita a distância, conectando pacientes e profissionais para investigação e acompanhamento de diferentes condições de saúde. 

Os Núcleos de Telessaúde do SUS estão presentes em 4,4 mil municípios de 27 unidades da federação, com atendimentos em 62 especialidades, incluindo diagnóstico remoto em tele-eletrocardiograma, dermatologia e oftalmologia. Ao todo, mais de 10,3 milhões de procedimentos foram realizados desde o início de 2025. A estrutura terá o reforço de 7 mil kits de equipamentos para teleatendimento em UBS de 4,5 mil municípios. 

A população também pode ser encaminhada para atendimento nas Carretas da Saúde do Agora Tem Especialistas, unidades móveis que oferecem serviços especializados em diferentes regiões do país. As carretas de exames de imagem realizam, por exemplo, tomografias e ultrassonografias. As unidades de oftalmologia oferecem avaliações, exames para doenças dos olhos e cirurgias de catarata. Já as voltadas à saúde da mulher realizam mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, biópsias e consultas com especialistas. 

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As unidades móveis atendem regiões onde há menor oferta de serviços especializados. Até o final do ano, serão 150 carretas circulando por todas as regiões do país, com novas especialidades disponíveis, como cardiologia e saúde bucal. As carretas realizaram mais de 1,2 milhão de procedimentos, com 458 mil pessoas atendidas em 4.249 municípios brasileiros, 76,2% do total de cidades do país. 

Atendimento em hospitais privados e filantrópicos  

Outra opção de atendimento especializado pelo SUS é o encaminhamento de pacientes para hospitais privados e filantrópicos que participam do Agora Tem Especialistas. A indicação e o encaminhamento são feitos pela regulação estadual ou municipal, e o atendimento é gratuito para o paciente. 

Os hospitais que aderiram ao programa podem receber créditos financeiros, que são trocados por abatimento de impostos federais. Atualmente, 312 instituições em 21 estados atendem pacientes em especialidades como cardiologia, oftalmologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e Terapia Renal Substitutiva. Ao todo, estão previstos cerca de 793 mil procedimentos.  

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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