SAÚDE
Dia Nacional de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida população a compartilhar experiências sobre o tabagismo
SAÚDE
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, o Ministério da Saúde reforça o convite para que fumantes, ex-fumantes, familiares e pessoas que convivem com o tabagismo compartilhem suas experiências por meio da iniciativa “#Minha História Sem Filtro – Conte o que o cigarro não mostra”. Os relatos podem ser enviados até novembro, por meio de formulário disponível na página da ação, que conta com o apoio da Anvisa.
A ação busca conhecer os impactos do tabagismo na rotina, na qualidade de vida, na saúde e nas relações familiares e sociais. As contribuições serão utilizadas para definir novas imagens e mensagens para as embalagens de cigarros e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de controle do tabaco.
Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.
Aumenta o número de pessoas que buscam apoio no SUS para parar de fumar
Levantamento do Ministério da Saúde divulgado neste ano trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.
Também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022 e de 351 mil em 2015. O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.
O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.
Combate ao tabagismo no Brasil
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.
O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros. Essas medidas atuam em diferentes frentes, desde a prevenção da iniciação até a proteção da população contra a exposição à fumaça e o estímulo à cessação.
Prevalência de fumantes é maior entre homens
A prevalência de fumantes entre homens caiu de 19,5%, em 2006, para 13,9%, em 2024. Contudo, em 2023, o percentual entre a população adulta masculina era de 11,6%. Entre as mulheres, o cigarro fazia parte da rotina de 12,4% delas, em 2006, e agora, em 2024, o percentual é de 9,5%. Em 2023, o índice era de 7,3% entre elas.
A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) passou de 2,3%, em 2019, para 2,4%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, passou de 7,4%, em 2019, para 10,1%, em 2024, o maior índice da série histórica para essa faixa etária. O avanço do uso de DEF, especialmente entre jovens, representa um desafio adicional para as ações de prevenção e controle do tabagismo no país.
Compartilhe sua experiência com o tabagismo e faça parte da iniciativa
Ministério da saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Unidade de cuidados continuados passa a atender pacientes do SUS em Curitiba
Uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC) com 60 leitos destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou o atendimento nesta sexta-feira (28), na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba (ISCMC). O serviço recebe pacientes regulados pelo município que necessitam dar continuidade ao tratamento após a fase de maior complexidade da internação hospitalar.
A unidade é destinada a pessoas clinicamente estáveis que ainda precisam de acompanhamento, reabilitação e cuidados de enfermagem, mas que não necessitam permanecer em leitos hospitalares de maior complexidade.
Durante a abertura da unidade, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou a importância da ampliação da capacidade assistencial e da organização dos fluxos de atendimento na rede.
“A ampliação da capacidade de cuidados continuados permite organizar melhor o fluxo de pacientes na rede, garantindo que cada pessoa tenha acesso ao cuidado adequado à sua necessidade. Ao mesmo tempo, contribui para que os leitos hospitalares de maior complexidade estejam disponíveis para quem realmente precisa desse tipo de atendimento”, destacou.
Entre os pacientes que podem ser encaminhados ao serviço estão pessoas em recuperação após acidente vascular cerebral (AVC), que podem dar continuidade ao tratamento com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento médico.
Financiamento
O funcionamento da unidade conta com recursos federais incorporados ao Teto Financeiro de Média e Alta Complexidade (Teto MAC) de Curitiba. O valor anual previsto para o serviço é de R$ 20 milhões, repassados à Santa Casa por meio da contratualização com a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.
A unidade recebeu o nome de Monsenhor Mário Sérgio Bittencourt de Carvalho, que atuou em comunidades da Arquidiocese de Belo Horizonte e foi provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.
Serviços de saúde no Paraná
Durante visita técnica realizada à Santa Casa de Curitiba, também foi destinado à prefeitura um veículo para utilização nos serviços de saúde do município.
Dez ambulâncias Tipo A estão sendo entregues aos municípios de Campina Grande do Sul, Curitiba, Arapongas, Araucária, Cambé, Campina da Lagoa, Campo Largo, Cantagalo, Castro e Colombo.
Também estão previstas dez Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) para os municípios de Tapira, Enéas Marques, Pinhalão, Ipiranga, Campo do Tenente, Porto Barreiro, Arapuã, Godoy Moreira, Jardim Alegre e Marquinho.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



