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Governo do Brasil aumenta recursos para hospitais universitários em 100% e garante mais atendimentos à população

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O Governo do Brasil aumentou em 100% os recursos federais destinados aos hospitais universitários para garantir mais atendimentos e fortalecer o atendimento da atenção especializada à população. Com a implementação do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (PRHOSUS) e do Agora Tem Especialistas, o investimento de 2025 atingiu R$ 4,4 bilhões, enquanto em 2022 o valor repassado às unidades foi de R$ 2,2 bilhões. Como parte da estratégia de reestruturação dessas instituições, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Camilo Santana, inauguraram, nesta quarta-feira (25), novas áreas do Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar), no interior de São Paulo.

Com a ampliação do hospital, que integra a rede federal de ensino e assistência do SUS, a população do município paulista e região será beneficiada com 52 novos leitos, um hospital-dia (destinado à assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial para realização de procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade), duas novas salas cirúrgicas, novos equipamentos de saúde, além de uma nova unidade de nefrologia. Para isso, o HU-UFSCar contou com R$ 25,6 milhões do Novo PAC Saúde (que faz parte do investimento total de R$ 1,4 bilhão do PRHOSUS nos 45 hospitais universitários), além de R$ 5,8 milhões da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e R$ 2,5 milhões de emenda parlamentar.

“O que está acontecendo aqui hoje é o Brasil que vocês precisam continuar sonhando, acreditando que é possível. Tudo isso é feito quando a gente está tomado da vontade de tomar decisões em prol daqueles que mais necessitam”, disse o presidente Lula. “Então, olha o que está acontecendo aqui hoje é apenas um retrato do Brasil que a gente pode fazer. É difícil, mas se a gente não tentar, a gente não faz”, destacou.

Ao lado do presidente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “ao investir nos hospitais universitários, o Brasil reafirma uma escolha: fortalecer o SUS a partir das universidades públicas, porque aqui se formam profissionais cidadãos, aqui nasce a inovação e aqui vidas são salvas todos os dias. Essa é a prova de que o governo do presidente Lula realmente prioriza a saúde e a educação. Com o Agora Tem Especialistas e o PRHOSUS, o Ministério da Saúde traz um novo modelo de financiamento, com um grande objetivo de reduzir tempo de espera por consultas, exames e cirurgias”, disse.

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Novo setor de Hemodiálise

Inaugurada hoje no HU-UFSCar, a unidade de nefrologia – que é uma das especialidades prioritárias do programa Agora Tem Especialistas – possui capacidade para 1.040 atendimentos mensais, incluindo consultas, exames, cirurgias e preparo para transplantes. A ampliação tem potencial para beneficiar até 24 municípios e cerca de 993 mil pessoas, contribuindo para a redução do tempo de espera no SUS e o fortalecimento da rede regional de saúde.

Com a nova estrutura, será possível atender até 144 pacientes em hemodiálise, garantindo cuidado integral aos pacientes com doença renal crônica, desde o atendimento ambulatorial até procedimentos de maior complexidade, como biópsias, implantação de cateteres, procedimentos cirúrgicos, diálise peritoneal, hemodiálise e preparo para transplantes.

Antes da implantação dos novos serviços, os pacientes da região precisavam se deslocar para outras cidades a fim de se submeterem a tratamentos, especialmente na área de nefrologia. Com as novas estruturas, o HU-UFSCar oferece atendimento integral mais próximo.

Foto: Ricardo Stuckert /PR
Foto: Ricardo Stuckert /PR

Mais leitos e melhor estrutura hospitalar

Com a entrega das obras, o HU-UFSCar passará a contar com 135 leitos no total e mais 145 profissionais que serão convocados pela EBSERH. Entre os 52 novos leitos, estão:

  • 32 leitos para clínica médica e cirúrgica, com capacidade para 140 internações mensais, permitindo que pacientes recebam atendimento seguro e contínuo;
  • 10 leitos de UTI de clínica médica e cirúrgica, com 51 internações mensais, oferecendo suporte intensivo para casos graves;
  • 10 leitos do Hospital Dia, com capacidade para 180 atendimentos/internações mensais, proporcionando acompanhamento diário para tratamentos menos complexos, mas essenciais para a recuperação dos pacientes.
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Além disso, foram entregues duas novas salas cirúrgicas e o bloco administrativo, que abriga um núcleo de simulação e um auditório, ampliando a capacidade assistencial e garantindo condições melhores de trabalho para os profissionais.

A iniciativa também fortalece o papel do hospital como campo de formação para profissionais de saúde. A nova estrutura ampliará a oferta de vagas em residências médicas e multiprofissionais, além de beneficiar estudantes de graduação e cursos técnicos, contribuindo para a qualificação da força de trabalho do SUS.

Novo PAC Saúde

O Novo PAC destinará, ainda, R$ 17,5 milhões para o município de São Carlos (SP). Para 2026, estão previstos combos de UBS, kit de teleconsulta e a implantação de um acelerador linear. As medidas visam ampliar a capacidade de atendimento na atenção básica e especializada, contribuindo para o fortalecimento da rede do SUS no município. Já foram destinados recursos para a implantação de um CAPS e de duas Unidades Básicas de Saúde, além da entrega de duas ambulâncias do SAMU.

Entenda o PRHOSUS

O Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais visa garantir atendimentos de média e alta complexidade com mais qualidade, eficiência e segurança. Para isso, atua no aperfeiçoamento da infraestrutura, na expansão do número de leitos, na aquisição de equipamentos e na contratação de profissionais.

Essas iniciativas contribuem para garantir mais qualidade no atendimento, além da redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, consonante com o objetivo do programa Agora Tem Especialistas.

Desde 2024, o PRHOSUS investiu R$ 4,5 bilhões nos hospitais universitários, o que representa um adicional de cerca de 50% por ano.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

“Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

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A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

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Tratamento no SUS

O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

“Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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