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Inscrições abertas para o curso Estratégias de Detecção Precoce do Câncer e sua Aplicação na Atenção Primária à Saúde

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Trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) já podem se inscrever na 2ª edição do curso “Estratégias de Detecção Precoce do Câncer e sua Aplicação na Atenção Primária à Saúde”. As inscrições podem ser feitas até as 16h (horário de Brasília) do dia 22 de abril no site do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional (Proadi) do SUS.

O conteúdo aborda o papel estratégico da atenção primária à saúde (APS) no controle do câncer, incluindo a detecção precoce, a organização do rastreamento e das linhas de cuidado na rede. Além disso, contempla temas como promoção do cuidado integral, na tomada de decisão compartilhada e na redução de intervenções desnecessárias com base em evidências científicas.

Para a diretora do Departamento de Promoção da Saúde (Depros) do Ministério da Saúde, Angela Fernandes Leal da Silva, qualificar as equipes é fortalecer o cuidado na atenção primária e isso faz diferença na vida das pessoas. “Quando nossas trabalhadoras e trabalhadores estão preparados, ampliamos a detecção precoce do câncer e garantimos respostas mais rápidas e resolutivas no território. Esse curso chega exatamente para isso: apoiar o fazer das equipes, organizar os fluxos e dar mais segurança no acompanhamento do cuidado”, explica.

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 No total, são 1.200 vagas abertas. O curso é online, gratuito, com tutoria e tem carga horária de 70 horas. As aulas vão ocorrer entre os dias 9 de junho e 10 de novembro de 2026.

 A formação contribuirá para aprimorar a atuação em rastreamento, diagnóstico precoce e monitoramento de casos suspeitos dos cânceres rastreáveis na atenção primária à saúde.

Conteúdo programático completo

  • O câncer, a integralidade do cuidado e o papel da APS.
  • Quem são e onde estão as pessoas que adoecem e morrem por câncer no Brasil?
  • A saúde, os corpos e a sexualidade.
  • Controle do câncer: o papel estratégico da APS e seus desafios.
  • Conceitos e recomendações da detecção precoce.
  • Detecção precoce: conceitos e evidências.
  • Prevenção quaternária e as recomendações para o diagnóstico do câncer de próstata.
  • Recomendações para a detecção precoce: câncer de mama, câncer do colo do útero, câncer colorretal, câncer de boca, câncer de pulmão, câncer de pele.
  • Práticas profissionais essenciais para a detecção precoce.
  • Práticas de saúde: comunicação e decisão compartilhada.
  • Práticas educativas e participativas na detecção precoce do câncer.
  • Boas práticas e busca de evidências para a detecção precoce.
  • Como organizar a detecção precoce na APS?
  • Organização da detecção precoce: cadastro, sistemas de informação e monitoramento.
  • Organização do rastreamento.
  • A organização do diagnóstico precoce e o encaminhamento seguro.
  • A RAS e as linhas de cuidado para o controle do câncer.
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A iniciativa faz parte do projeto Detecta-APS, uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Serviço:
Curso Estratégias de Detecção Precoce do Câncer e sua Aplicação na Atenção Primária à Saúde
Inscrição até 22 de abril, às 16h (horário de Brasília)
Período das aulas: de 9/6 a 10/11/2026
Modalidade: 100% online e gratuito

Acesse o edital e faça sua inscrição

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde e Fiocruz investem em laboratório no Ceará para terapia contra o câncer

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta terça-feira (29), no Palácio da Abolição, em Fortaleza (CE), da assinatura do Memorando de Entendimento para a criação do segundo laboratório modular destinado ao desenvolvimento da terapia celular CAR-T no Brasil. A iniciativa reúne Fiocruz, Secretaria de Saúde do Ceará (SES-CE), Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil) e Universidade Federal do Ceará (UFC) e integra a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso a terapias avançadas contra o câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).

O novo centro será implantado no Ceará a partir de um modelo descentralizado de produção que permite instalar laboratórios modulares próximos aos centros onde os pacientes são atendidos. A proposta é reduzir custos logísticos, diminuir o tempo entre a coleta e a reinfusão das células e criar uma estrutura que possa ser replicada em diferentes regiões do país. A primeira unidade foi instalada em maio deste ano, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

“O Brasil cresceu 30% em sua participação mundial em pesquisa clínica em 2025: saímos da 18ª para a 12ª posição. E vamos chegar entre os dez primeiros nos próximos anos, apostando na ciência. Um país como esse não pode abrir mão de participar, com toda a sua força e suas características, do desenvolvimento de terapias avançadas. Até porque essa participação é uma grande possibilidade de produzir acesso. Inovação sem acesso nem deveria se chamar inovação. Inovação sem acesso é injustiça, porque aumenta as disparidades entre quem tem acesso e quem não tem”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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A expansão para o Ceará está prevista no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Fiocruz e o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa para Ampliação e Modernização de Infraestrutura do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (PDCEIS). A estratégia prevê a descentralização da oferta, a internalização de etapas produtivas e a realização de estudos clínicos no Brasil, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Com a nova unidade, o Ceará poderá se consolidar como polo de desenvolvimento da terapia para atendimento de pacientes do Nordeste.

Além do ministro Padilha, participaram da solenidade o presidente da Fiocruz, Mario Moreira; a secretária estadual de Saúde do Ceará, Tânia Mara Silva Coelho; a coordenadora da Fiocruz Ceará, Carla Celedonio; o presidente da HU Brasil, Arthur Chioro; o vice-presidente da HU Brasil, Daniel Gomes Beltrammi; e o reitor da UFC, Custódio Almeida.

Tecnologia nacional

A terapia CAR-T utiliza linfócitos T, células de defesa do próprio paciente, que são coletados e modificados geneticamente em laboratório para receber um receptor capaz de reconhecer células cancerígenas. Depois de multiplicadas, as células modificadas são reintroduzidas no paciente, onde passam a identificar e atacar o tumor. A tecnologia poderá beneficiar inicialmente pessoas com leucemias e linfomas.

Nos centros que serão estruturados pela Fiocruz, será desenvolvida a tecnologia duoCAR-T triespecífica, que utiliza células capazes de reconhecer simultaneamente três diferentes antígenos associados ao câncer, ampliando os alvos que podem ser identificados pelo sistema imune.

A produção nacional também contempla o desenvolvimento do vetor lentiviral utilizado na modificação genética das células. A produção será realizada na planta de vetores virais de Bio-Manguinhos/Fiocruz, estrutura que foi utilizada no desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. A infraestrutura e a capacidade tecnológica construídas ao longo da política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) passam, assim, a apoiar também o desenvolvimento de terapias celulares avançadas.

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A estratégia busca reduzir a dependência de produtos importados e os custos associados à terapia, ampliando a possibilidade de acesso pelo SUS. Nos Estados Unidos, uma dose comercial de CAR-T pode custar entre US$ 350 mil e US$ 400 mil. No Brasil, o desenvolvimento nacional pretende criar capacidade tecnológica e produtiva para que terapias avançadas possam ser incorporadas ao sistema público.

Santa Casa de Sobral

Ainda no Ceará, o ministro Alexandre Padilha visitou a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, instituição sem fins lucrativos e com atendimento 100% pelo SUS. A unidade conta com 433 leitos, sendo 55 de UTI, contemplando neonatal, pediátrica e adulto. A estrutura inclui ainda leitos clínicos, cirúrgicos e obstétricos, além de hospital-dia.

A unidade de saúde está inserida em um território que reúne 55 municípios e uma população estimada em 1,7 milhão de habitantes. Entre janeiro e julho de 2026, a Santa Casa registrou 10.107 internações e 223.683 procedimentos ambulatoriais pelo SUS. Em setembro, a instituição passou a integrar a estratégia Agora Tem Especialistas, com previsão de 448 cirurgias para pacientes do SUS no Ceará.

Na atenção materno-infantil, a instituição possui habilitações da Rede Alyne, programa voltado ao cuidado integral e humanizado da gestante, da mulher no pós-parto e da criança. Em 2025, foram registrados 2.815 partos na unidade, consolidando sua atuação no cuidado às gestantes, puérperas e recém-nascidos da região.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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