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Investimento de R$ 100 milhões em pesquisa contempla áreas voltadas à saúde da mulher, câncer de mama e produtos de terapias avançadas

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O Ministério da Saúde formalizou um investimento de R$ 100 milhões voltado ao fomento a pesquisas estratégicas em áreas como saúde da mulher, câncer de mama, segurança materna, vacinas e Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão — Genomas Brasil, entre outras. O objetivo é fortalecer o desenvolvimento científico, tecnológico, a inovação e o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com foco em prioridades do Sistema Único da Saúde (SUS).

A iniciativa marca um avanço no campo da saúde de precisão, ao incentivar o desenvolvimento de estudos genômicos aplicados à oncologia. A integração de dados genéticos, clínicos e sociais promete impulsionar modelos de detecção precoce e ferramentas de apoio à decisão clínica, especialmente para os cânceres de mama e de colo do útero. Com essa abordagem, o Ministério da Saúde aposta em soluções inovadoras que combinam ciência, tecnologia e equidade para fortalecer a atenção integral à saúde das mulheres no SUS.

Três novas chamadas públicas, a serem lançadas ainda neste ano, serão destinadas a impulsionar a inovação, ampliar a capacidade de resposta do país a desafios sanitários e fortalecer a autonomia científica e tecnológica nacional.

O financiamento abarcará estudos com foco em câncer de mama, câncer de colo de útero, câncer colorretal e segurança materna, os mais incidentes na população feminina brasileira. As linhas de pesquisa contemplam o uso de tecnologias emergentes e genômicas para aprimorar o diagnóstico precoce, o rastreamento e o tratamento desses tumores no SUS, ampliando a precisão das análises e a personalização do cuidado oncológico.

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Também serão apoiadas pesquisas para o desenvolvimento de imunizantes inovadores contra doenças emergentes e endêmicas prioritárias, incluindo o aprimoramento de plataformas tecnológicas de produção de vacinas, o que reforçará a busca pela autonomia científica, tecnológica e sanitária do Brasil.

“O financiamento de pesquisas voltadas às áreas estratégicas e prioritárias para o SUS, como são os casos da saúde da mulher, da segurança materna, do câncer de mama e do Genomas Brasil, entre outras, são essenciais ao fortalecimento dos nossos centros de estudo e ao fomento à ciência com foco na atenção à saúde e à qualidade de vida das pessoas. Busca também novas possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento de doenças”, afirmou a titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Fernanda De Negri.

“Com este investimento, o governo federal reafirma seu compromisso com a inovação e a modernização do SUS, aprimorando a capacidade de resposta aos desafios sanitários, com garantia de acesso universal e equitativo à saúde de qualidade”, completou Fernanda De Negri.

Execução descentralizada

O recurso será executado por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit/Sectics), com ações planejadas para os próximos cinco anos. Para assegurar o investimento, foi assinado, em 08/10, um Termo de Execução Descentralizada (TED), instrumento da administração pública federal para descentralizar recursos financeiros para a execução de projetos e ações.

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“Investir em pesquisa é apoiar a inovação, fortalecer o SUS, promover decisões baseadas em evidências e consolidar a soberania científica e tecnológica do país”, afirmou Meiruze Sousa Freitas, diretora do Decit/Sectics.

Para a diretora, a iniciativa busca impulsionar a produção de conhecimento e soluções tecnológicas, fomentar novas inovações em saúde e combater a desinformação científica, promovendo a tradução e popularização do conhecimento e incentivando a educação científica entre gestores, profissionais e a sociedade.

Parceria estratégica com o CNPq

 O investimento de R$ 100 milhões será executado no âmbito de um TED celebrado entre o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). A cooperação, estabelecida desde 2004, tem sido essencial para o fomento à pesquisa científica e tecnológica de relevância para o SUS. Essa parceria possibilita a realização de editais temáticos, encomendas tecnológicas e o acompanhamento técnico-científico dos projetos financiados.

Com essa nova etapa de cooperação, o Ministério da Saúde reforça seu compromisso com o avanço científico e tecnológico, o fortalecimento da indústria nacional de saúde e a promoção de um SUS cada vez mais baseado em evidências e inovação.

“O CNPq é um parceiro estratégico para a saúde pública, pela sua capilaridade junto à comunidade científica e pela excelência na gestão de bolsas e projetos de pesquisa”, ressaltou Fernanda De Negri.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Encontro Nacional de Parteiras fortalece saberes ancestrais e avança na construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena

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Após três dias de diálogos, trocas de experiências e valorização dos saberes ancestrais, o 1º Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas foi encerrado com a construção coletiva de propostas que irão subsidiar a elaboração de dois guias orientadores voltados ao fortalecimento das práticas tradicionais de cuidado e à qualificação da atenção à saúde indígena. Promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento reuniu em Porto Velho (RO), de 9 a 11 de junho, representantes indígenas de diversas regiões do país, profissionais de saúde e instituições parceiras.

Para a secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, o encontro alcançou seu principal objetivo ao promover a escuta qualificada das parteiras e dos parteiros indígenas e fortalecer a participação desses detentores de saberes na construção das políticas públicas. “Foi um momento de compartilhamento de saberes ancestrais trazidos do chão da aldeia. Esse é mais um compromisso do governo brasileiro, reafirmando a escuta das detentoras e dos detentores de conhecimentos e saberes ancestrais”, destacou.

Entre os principais encaminhamentos do encontro estão a construção das bases para o Guia de Parteira para Parteira, voltado ao compartilhamento de boas práticas, rituais e orientações sobre o uso de kits de cuidado, e para o Guia destinado aos profissionais de saúde, que buscará apoiar as equipes na articulação entre os saberes tradicionais indígenas e a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

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Os documentos servirão como instrumentos de valorização dos conhecimentos ancestrais e de orientação para o trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde nos territórios. A iniciativa também representa um passo importante para a construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena elaborada coletivamente com os povos indígenas.

A iniciativa responde às demandas apresentadas pelos povos indígenas e reafirma o compromisso do Ministério da Saúde com o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de cuidado, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).

O encontro contou com a participação de representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Ao longo da programação, os participantes debateram temas relacionados à gestação, ao parto, ao puerpério, ao uso de ervas medicinais e aos cuidados com adolescentes desde a primeira menstruação, além de estratégias para fortalecer o diálogo intercultural na atenção à saúde indígena.

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Para o pesquisador do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e doutor em História das Ciências, Júlio César Schweickardt, a metodologia participativa adotada durante o encontro foi fundamental para garantir resultados concretos. “Finalizamos esse evento belíssimo e, além da escuta, conseguimos construir estratégias e propostas que subsidiarão a elaboração desses dois guias, que serão fundamentais para a valorização das parteiras e parteiros indígenas”, afirmou.

A parteira Walda Wajuru, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Porto Velho, destacou o sentimento de esperança deixado pelo encontro. “É um momento emocionante e de muita esperança, em que conseguimos visualizar um futuro de valorização de todas as parteiras e parteiros indígenas”, comemorou.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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