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Melhor em Casa celebra 14 anos com encontro nacional e evidencia a força do cuidado domiciliar

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Em comemoração aos 14 anos do Programa Melhor em Casa, o Ministério da saúde (MS) promoveu um encontro online nacional que reuniu equipes técnicas, gestores e profissionais das diferentes regiões do país. O encontro, conduzido pela Coordenação-Geral de Atenção Domiciliar (CGADOM/SAES/MS), foi marcado por trocas qualificadas e relatos emocionantes e reforçou o papel do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) como uma estratégia que combina humanização, eficiência técnica e forte vínculo com as famílias brasileiras.

Criado em 2011 e já presente em 984 municípios, o programa se consolidou como uma política madura, capaz de reorganizar fluxos assistenciais, ampliar acesso e transformar a experiência do cuidado no território. Para celebrar a data, 206 municípios enviaram vídeos e depoimentos que destacaram a continuidade do cuidado, a melhoria da qualidade de vida e a contribuição do SAD para a redução da superlotação hospitalar.

Um dos eixos centrais apresentados foi o trabalho das equipes multiprofissionais, reconhecidas como o grande diferencial da estratégia. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e outros profissionais atuam de forma integrada, ofertando cuidado amplo, resolutivo e centrado nas necessidades reais de cada paciente.

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“O trabalho ser sempre multiprofissional faz enorme diferença. A equipe vai ao domicílio e consegue olhar para vários aspectos ao mesmo tempo, oferecendo um cuidado integral, humanizado e profundamente resolutivo”, afirmou Mariana Borges, Coordenadora-Geral de Atenção Domiciliar/SAES.

O encontro reuniu depoimentos de equipes multiprofissionais de todas as regiões do país, demonstrando a maturidade e a força do Melhor em Casa ao longo de seus 14 anos. Os relatos evidenciaram como o cuidado domiciliar transforma a vida de pacientes e famílias ao oferecer acolhimento, segurança e atenção qualificada no ambiente familiar, ao mesmo tempo em que estrutura equipes, integra a Rede de Saúde e amplia a resolutividade no território. De forma unânime, os profissionais ressaltaram que o cuidado no lar vai além da técnica: envolve respeito ao espaço da família, escuta sensível e construção de vínculos que favorecem a adesão ao tratamento, ampliam a autonomia e reconhecem o cuidador como peça essencial da estratégia.

Do ponto de vista da rede, o SAD contribui para reduzir reinternações, diminuir infecções hospitalares, desafogar emergências e otimizar custos. Em cidades como Cascavel (PR), o serviço já foi descrito como “o segundo maior hospital do município” pela alta resolutividade. Em Porto Velho (RO), o programa foi apontado como indutor de um novo paradigma, tornando o domicílio apto para cuidados complexos, como antibiótico venoso, manejo ventilatório e reabilitação.

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O MS também apresentou os desafios para os próximos anos, entre eles ampliar a operação 24h/7 dias, qualificar os sistemas de informação e avançar na desospitalização em diferentes perfis de cuidado. Mesmo diante desses pontos a aprimorar, o Webinário foi marcado por um forte sentimento de pertencimento e celebração, reforçando o compromisso coletivo com o fortalecimento e a evolução da Atenção Domiciliar no país.

Por fim, Mariana Borges destacou o impacto do programa: “O Melhor em Casa é uma estratégia custo-efetiva e centrada no paciente. Amplia a capacidade resolutiva da rede, fortalece a integralidade do SUS e devolve ao lar o que há de mais valioso: cuidado qualificado, humano e digno. ”

Patrícia Coelho
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde instala unidade móvel e reforça atendimento em saúde em Dourados (MS)

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O Ministério da Saúde inaugura, neste sábado (25), uma unidade móvel na aldeia Bororó II, localizada na Reserva Indígena de Dourados (MS). A iniciativa contará com a presença da secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (Sesai/MS), Lucinha Tremembé, e do diretor do departamento de Saúde da Família, José Eudes Barroso, reforçando o compromisso do Governo do Brasil com o enfrentamento da chikungunya no município. A nova estrutura representa mais uma ação estratégica para garantir atendimento próximo e qualificado às populações indígenas.

A unidade móvel federal passa a funcionar no território como ponto de atenção à saúde dentro da aldeia, com atuação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI). A iniciativa fortalece o cuidado integral, respeita as especificidades culturais e amplia o acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Com previsão de permanência de 90 dias na Reserva Indígena de Dourados, a estrutura reúne um consultório médico, uma sala de vacinação e um consultório multiprofissional, permitindo a oferta integrada de serviços de saúde.

“O Governo Federal não mediu esforços para que a gente efetivasse tudo que já foi dito aqui. O município decretou emergência e teve aporte financeiro de R$ 850 mil, para todo o grade Dourados. A gente conseguiu dar uma resposta e ela só foi possível porque temos profissionais comprometidos dentro do território. Que conhecem as lideranças, que conhecem os caciques, os pajés e conhecem como lidar. Digo isso porque sou profissional de território, sou profissional de saúde. Sei que se não tiver esse vínculo, essa confiança a gente não avança”, destacou a secretária Lucinha Tremembé.

A capacidade média chega a 50 atendimentos por dia, incluindo consultas, vacinação e acompanhamento multiprofissional. Para garantir o funcionamento da unidade, a equipe é composta por um médico, uma enfermeira, três técnicos de enfermagem e uma nutricionista, assegurando atendimento contínuo e qualificado à população indígena.

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Entre os serviços ofertados estão o atendimento médico para avaliação e manejo clínico dos pacientes; a coleta de exames laboratoriais, inclusive para triagem da chikungunya; a vacinação de rotina; a realização de testes rápidos para ISTs e glicemia; o acompanhamento de gestantes, crianças (puericultura) e vigilância nutricional; o monitoramento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão; e a realização de procedimentos básicos de saúde.

Vacinação reforça estratégia

A inauguração da unidade ocorre em um momento estratégico para o enfrentamento da chikungunya no território. No dia 17 de abril, Dourados recebeu doses da vacina contra a doença, em ação coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, o estado começou a receber 46,5 mil doses do imunizante, desenvolvido pelo Instituto Butantan — o primeiro do mundo contra a doença. Dourados foi contemplado com 43,5 mil doses, enquanto Itaporã recebeu 3 mil.

A vacinação está prevista para iniciar no dia 27 de abril, com estratégia baseada em microplanejamento local, priorização de áreas de maior risco epidemiológico e ações extramuros, incluindo mobilização comunitária. O público-alvo são pessoas de 18 a 59 anos com maior risco de exposição ao vírus, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Investimentos ampliam capacidade de resposta

Além da unidade móvel e da vacina, o Ministério da Saúde investiu R$ 28,4 milhões em ações emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a rede assistencial especializada em Dourados e região. A atuação da Força Nacional do SUS resultou em mais de 2,5 mil atendimentos clínicos, 130 remoções, 358 visitas domiciliares e 804 exames realizados. Também houve atenção à saúde do trabalhador, com atendimentos às equipes envolvidas.

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No início de abril, foram incorporados 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACE), que atuam diretamente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultrabaixo Volume (UBV) costal. A tecnologia empregada utiliza inseticidas de ação rápida, com efeito knockdown, capazes de interromper o ciclo de transmissão ao eliminar o mosquito adulto.

As equipes também atuam na remoção de resíduos e objetos que acumulam água parada, principais focos do Aedes aegypti. Até o momento, foram visitados 1,9 mil imóveis, o que resultou na retirada de 575 sacos de materiais inservíveis, ou seja, com potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti. Somam-se a essa força-tarefa 40 militares do Exército Brasileiro.

Além disso, foi iniciada a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia incorporada ao SUS para ampliar o controle do vetor. Das mil unidades destinadas ao município, 324 já foram instaladas nos assentamentos Santa Fé e Santa Felicidade, Jockey Clube, Vila Mariana, Parque das Nações I e II, Terra Dourada, Comunidade Vitória, Parque do Lago I e II e imediações. O dispositivo permite que o próprio mosquito transporte o larvicida para criadouros de difícil acesso, interrompendo o ciclo de reprodução.

Também foram distribuídas 2 mil cestas de alimentos. A previsão é que, até junho, sejam distribuídas 6 mil unidades, em conjunto com a Funai, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Defesa Civil.

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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