SAÚDE
Ministério da Saúde apoia curso gratuito sobre cuidados em saúde mental em comunidades atingidas por enchentes
SAÚDE
O Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), apoia a oferta do curso gratuito “Capacitando pessoas para suporte eficaz em saúde mental durante e após desastres”. A formação é desenvolvida pelo Hospital Moinhos de Vento e integra o projeto Recomeçar RS, realizado em parceria com a pasta.
Com formato 100% on-line e autoinstrucional, o curso tem carga horária de 14 horas e busca ampliar a preparação para o cuidado em saúde mental diante de situações de desastres e emergências. Ao concluir todos os módulos, o participante recebe certificado.
A qualificação aborda os impactos que desastres e emergências podem provocar na saúde mental, além de apresentar estratégias de enfrentamento, formas de oferecer suporte às pessoas afetadas e orientações de autocuidado para quem atua junto às comunidades atingidas.
A iniciativa faz parte do Recomeçar RS: Promovendo a Saúde Mental em Comunidades Atingidas por Enchentes, projeto que acompanha a saúde mental de pessoas afetadas pelas enchentes e oferece apoio àquelas que apresentam sintomas de ansiedade e/ou depressão.
Proadi-SUS
Criado em 2009, o Proadi-SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde voltada ao fortalecimento e ao aprimoramento do Sistema Único de Saúde. O programa viabiliza projetos em áreas como capacitação de profissionais, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada, de acordo com demandas do Ministério da Saúde.
Atualmente, sete hospitais de excelência participam do programa. As iniciativas desenvolvidas no âmbito do Proadi-SUS contribuem para a qualificação de profissionais, pesquisas de interesse para a saúde pública, aprimoramento da gestão e desenvolvimento de soluções voltadas às necessidades do SUS e da população brasileira.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Café com Ciência debate estratégias para fixação de médicos na Atenção Primária
A permanência de médicos em regiões vulneráveis e distantes dos grandes centros continua sendo um dos principais desafios para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Mais do que ampliar benefícios financeiros, especialistas defendem a construção de políticas capazes de combinar incentivos econômicos, qualificação profissional e melhores condições de trabalho para garantir a fixação desses profissionais nos territórios onde são mais necessários.
O tema foi discutido na segunda edição do Café com Ciência, realizada na sexta-feira (25/9), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. Promovido pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), o encontro teve como objetivo debater a análise de custo-efetividade da fixação de médicos no Brasil e identificar estratégias para atrair e manter profissionais na APS, especialmente em territórios com maior dificuldade de provimento.
Entre os assuntos abordados estiveram os incentivos financeiros para a fixação de médicos na Atenção Primária e o uso da inteligência artificial na análise econômica do Programa Mais Médicos. A discussão considerou mecanismos capazes de contribuir para a permanência dos profissionais, levando em conta as diferenças entre os territórios e os desafios enfrentados por municípios afastados dos grandes centros urbanos.
Durante o encontro, o técnico da Coordenação-Geral de Planejamento, Avaliação e Dimensionamento de Profissionais para o SUS (DEGEPS/SGTES/MS), Ronielcio Ramos, ressaltou que incentivos financeiros, como auxílio-moradia, alimentação e ajuda de custo, são importantes para atrair profissionais, mas, isoladamente, não resolvem o desafio da permanência.
“A experiência do Programa Mais Médicos mostra que o incentivo financeiro é um elemento relevante, mas a decisão de permanecer em áreas mais vulneráveis depende também de perspectivas de desenvolvimento profissional, apoio institucional e condições adequadas para o exercício da medicina. Precisamos construir estratégias sustentáveis e equitativas, capazes de reconhecer os diferentes desafios enfrentados por quem atua longe dos grandes centros urbanos”, destacou Ramos.
Nesse contexto, o Programa Mais Médicos tem buscado integrar benefícios financeiros a uma proposta de formação contínua voltada aos profissionais que atuam em localidades vulneráveis e remotas. A estratégia busca fortalecer não apenas o acesso da população aos serviços de saúde, mas também a permanência de médicos em regiões historicamente marcadas pela escassez de profissionais.
Caroline Fogaça
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



