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Ministério da Saúde investe mais de R$ 193 milhões para reforçar atenção primária e especializada no Rio Grande do Sul

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, realizou, nesta sexta-feira (8), um conjunto de entregas para fortalecer o SUS no Rio Grande do Sul. Por meio dos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde, a região recebe investimentos que chegam a R$ 193 milhões. O investimento contempla 30 micro-ônibus do Caminhos da Saúde para garantir o transporte de pacientes que moram em regiões distantes, 13 Unidades Odontológicas Móveis e quatro ambulâncias do SAMU 192. A população gaúcha recebeu ainda sete salas de cirurgias, um tomógrafo e um novo acelerador linear para tratamento oncológico. Durante a agenda em Canoas (RS), Padilha assinou ainda uma ordem de serviço para a construção da Policlínica em São Leopoldo (RS).

“É um investimento muito importante para Canoas e para todo o Rio Grande do Sul. Com essas entregas, vamos acelerar o atendimento, reduzir o tempo entre o diagnóstico e o tratamento e garantir mais dignidade aos pacientes. Estamos entregando, por exemplo, os veículos do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde para assegurar o transporte de pacientes para tratamentos oncológicos e de hemodiálise. Agora, o Governo do Brasil assume esse transporte de forma estruturada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Além das entregas, o valor total destinado ao estado também engloba R$ 86,8 milhões já repassados pelo Governo do Brasil para fortalecer a reconstrução da rede de saúde no Rio Grande do Sul. Ao todo, são 10 obras concluídas e outras 56 em execução em 33 municípios afetados pelas inundações provocadas pelas fortes chuvas de 2024. Entre as intervenções, estão obras de grande porte em seis hospitais, quatro Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Mais assistência para o SUS em Canoas

Em Canoas, no Hospital Universitário do município, o ministro da Saúde entregou cinco salas de cirurgia geral e duas salas de cirurgia oftalmológica, que somam R$ 10,6 milhões. Os espaços já serão usados entre os dias 11 e 13 de maio para a realização de um mutirão de cirurgias de catarata, com previsão de realizar 700 procedimentos e 2 mil consultas. Com investimento de R$ 2,1 milhões, a unidade também foi contemplada com um tomógrafo, que tem capacidade para realizar 70 exames especializados por dia.

Foto: Walterson Rosa/MS 
Foto: Walterson Rosa/MS 

 As novas salas de cirurgia vão possibilitar sair de 200 cirurgias para mais de 1.200 cirurgias por mês nessa estrutura. Fizemos todos os investimentos com equipamentos modernos do Ministério da Saúde. Já para o custeio da unidade, o Governo Federal passa a investir R$ 150 milhões por ano, uma ampliação de 80% do recurso”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para intensificar a Rede de Atenção às Urgências, o município de Canoas recebeu mais quatro ambulâncias do SAMU 192. Com investimento de aproximadamente R$ 1,17 milhão, os veículos vão proporcionar mais agilidade no atendimento e capacidade de resposta do serviço, garantindo mais segurança e assistência à população.

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Rio Grande do Sul é o quarto estado contemplado pelo Caminhos da Saúde

Os 30 micro-ônibus do programa Agora Tem Especialistas conta com investimento de R$ 16,4 milhões, e vão beneficiar pacientes das cidades de Santa Vitória do Palmar, São José do Norte, São Lourenço do Sul, Camaquã, Erval Seco, Santo Antônio da Patrulha, Ipê, São Francisco de Paula, Triunfo, Encruzilhada do Sul, Hulha Negra, Palmeira das Missões, Quaraí, Santo Ângelo, São Borja, Taquara, Santo Antônio das Missões, São Paulo das Missões, São Pedro do Sul, Tupanciretã, Bagé, Ciríaco, Coronel Pilar, Entre Rios do Sul, Itaara, Nova Roma do Sul, Novo Cabrais, Pelotas, Ponte Preta e Rio Grande.

Foto: Walterson Rosa/MS 
Foto: Walterson Rosa/MS 

A iniciativa faz parte da estratégia nacional de fortalecimento do SUS e garante transporte adequado e seguro para pacientes que precisam se deslocar para consultas, exames e tratamentos especializados em outros municípios. O Rio Grande do Sul é o quarto estado a receber os veículos, reforçando o compromisso do Governo Federal com a redução das desigualdades regionais no acesso à saúde.

Com essa entrega, o Ministério da Saúde alcança a marca de 133 veículos distribuídos em todo o país dentro do programa, que prevê a entrega de 3,3 mil veículos para apoiar o transporte de pacientes do SUS. O Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde é uma das estratégias para reduzir o tempo de espera por atendimento e ampliar o cuidado integral à população, especialmente em regiões onde a distância ainda é um obstáculo para o acesso a tratamentos como câncer, hemodiálise e consultas especializadas.

Unidades Odontológicas Móveis

As 13 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) entregues pelo Ministério da Saúde vão ampliar o acesso à saúde bucal em municípios do interior gaúcho. Foram contempladas as cidades de Hulha Negra, Tabaí, Segredo, Rio Pardo, Pantano Grande, Maximiliano de Almeida, Itatiba do Sul, Iraí, Gramado Xavier, Dilermando de Aguiar, Cacequi, Boqueirão do Leão e Barra do Guarita, com uma unidade para cada município. Os recursos federais totalizam R$ 5,19 milhões.

Novo PAC Saúde em São Leopoldo

A assinatura da Ordem de Serviço da Policlínica de São Leopoldo, realizada nesta sexta-feira (8), marca um novo momento para a saúde regional. Com investimento de R$ 30 milhões, o município terá uma nova policlínica que atenderá 15 cidades da região, ampliando o acesso a consultas, exames e atendimentos especializados. A unidade vai fortalecer a continuidade do cuidado em saúde para pessoas de todas as idades, além de contribuir para a redução de complicações de doenças crônicas e de hospitalizações.

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Expansão do tratamento oncológico em Porto Alegre

Na capital gaúcha, Padilha entregou oficialmente um acelerador linear ao Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A nova estrutura amplia a capacidade de atendimento oncológico pelo SUS, com mais precisão nos tratamentos radioterápicos, redução do impacto em tecidos saudáveis e maior agilidade nas sessões, permitindo atender mais pacientes. O equipamento de alta tecnologia recebeu custeio federal de R$ 12,6 milhões.

Durante a agenda, o ministro também visitou os cinco novos leitos de UTI Pediátrica da instituição, que estão em funcionamento pelo SUS desde abril. A ampliação elevou de 15 para 20 o número de leitos disponíveis, um aumento de 30% na capacidade de atendimento intensivo infantil no hospital.

Mais Médicos Especialistas

O HCPA também passou a integrar o Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E), com a realização de atividades de ensino, pesquisa, mentoria clínica especializada e imersão teórico-prática para médicos especialistas. As ações ocorrerão nos formatos presencial e remoto, com início previsto para junho de 2026. O projeto faz parte do programa do Governo do Brasil, que tem o intuito de reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias especializadas no SUS.

Foto: Walterson Rosa/MS 
Foto: Walterson Rosa/MS 

No Rio Grande do Sul, também participam como instituições mentoras o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HU-UFPel/HUBrasil), o Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM-UFSM/HUBrasil) e o Hospital Moinhos de Vento (HMV). Atualmente, o PMM-E conta com 1.350 médicos especialistas.  Esses profissionais atuam em 318 municípios brasileiros. As 51 instituições mentoras do PMM-E do Brasil são entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos credenciadas pelo Ministério da Saúde, responsáveis por oferecer mentoria clínica e atividades de aprimoramento aos médicos participantes.

Regulamentação da profissão de sanitaristas

Durante a agenda no Rio Grande do Sul, o ministro também entregou as carteiras profissionais de sanitarista a Stela Nazareth Meneghel, Kinberlyn Pereira Rodrigues, Pedro Ripoli do Canto e Silva e Liane Beatriz Righi. A profissão foi regulamentada no último dia 7 de abril e representa um avanço estratégico para o fortalecimento do SUS, ao ampliar e consolidar políticas públicas de saúde, como vigilância epidemiológica, planejamento em saúde e gestão de serviços.

O Decreto nº 12.921, regulamenta a Lei nº 14.725, de 16 de novembro de 2023, de autoria do ministro Padilha quando deputado, e formaliza o registro profissional. De acordo com o texto, o Ministério da Saúde será responsável pelo registro.

Veja como a campanha Agora Tem Especialistas amplia o cuidado no SUS

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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