SAÚDE
Ministério da Saúde lança Mês de Vacinação dos Povos Indígenas para proteção de 72 mil indígenas em todo o país
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O Ministério da Saúde dá início ao Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para intensificar as coberturas vacinais em territórios de todo o Brasil. As ações vão até o dia 24 de maio, com previsão de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados. O lançamento foi realizado no DSEI Bahia, no município de Banzaê, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o evento, foram anunciados R$ 8,8 milhões para reforçar assistência aos indígenas no estado.
O MVPI faz parte da Semana de Vacinação das Américas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e tem como meta intensificar a vacinação em áreas indígenas. Como um gesto simbólico de incentivo à vacinação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha vacinou membros da comunidade indígena contra a influenza. As ações do MVPI vão até o dia 24 de maio em todo o Brasil.
“O dia de hoje marca o lançamento do Mês de Vacinação nas Américas e, em abril, iniciamos a imunização de toda a população incluída no público prioritário. Anunciamos também que, no próximo dia 10 de maio, um sábado, o Ministério da Saúde voltará a realizar o Dia D Nacional de Vacinação em todo o país. Infelizmente, o governo anterior acabou com o Dia D da vacina por ser contrário à vacinação. Nós somos a favor da vida”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Na ocasião, o ministro também ressaltou a redução dos casos e óbitos por malária e anunciou a retomada integral do orçamento da saúde indígena, com foco na qualificação e equipagem das unidades de atendimento.
O MVPI acontece em todos os 34 DSEIs situados nas cinco regiões do país. São mais de 2,5 mil trabalhadores e trabalhadoras da saúde envolvidos nessa ação. A vacinação deste público exige grande esforço, pois residem em áreas de difícil acesso terrestre, acesso fluvial limitado em períodos de estiagem e áreas com acesso estritamente aéreo. Para o MVPI 2025, a previsão é de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados, com a aplicação de cerca de 96 mil doses de imunizantes, que integram o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, 962 aldeias serão contempladas.
Confira as vacinas disponibilizadas
- Hepatite A e B;
- Penta (DTP/Hib/Hep B);
- Pneumocócica 10 valente;
- VIP (Vacina Inativada Poliomielite);
- VRH (Vacina Rotavírus Humano);
- Meningocócica C (conjugada);
- Febre amarela;
- Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba);
- Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela);
- DTP (tríplice bacteriana);
- BCG;
- HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano);
- Influenza; e
- Covid-19;
- Varicela (monovalente)
- Meningocócica ACWY (MenACWY – Conjugada); e
- Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)
Fortalecimento da assistência aos povos indígenas na Bahia
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinaram, nesta sexta-feira (25), um protocolo de intenções e parecer técnico para a construção de 38 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), entrega de cerca de 70 sistemas de abastecimento de água e 10 ambulâncias do SAMU 192, aquisição de insumos hospitalares, equipamentos e medicamentos. Com um investimento de R$ 8,8 milhões, medida busca atender às principais demandas do Distrito Sanitário Especial Indígena Bahia (DSEI) e deve beneficiar cerca de 34,7 mil indígenas aldeados no estado.
Na Bahia, a rede de atenção primária conta com 24 Unidades Básicas de Saúde (UBSI), 9 Polos bases, 38 Equipes Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) nas 148 aldeias, que prestam assistência a 34 etnias, distribuídas em 32 municípios.
“É uma grande satisfação estarmos aqui hoje, em parceria com o estado da Bahia, para anunciar a construção de novas UBSIs, a implantação de equipes de atendimento especializado e o envio de medicamentos e equipamentos — reforçando nosso compromisso com o cuidado à saúde dos povos indígenas da região. Enquanto o estado será responsável pelas obras, o governo federal investirá na contratação de mais profissionais de saúde, agentes indígenas e equipes multiprofissionais para atuarem nessas unidades”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao destacar os benefícios dos acordos firmados.
Promoção de saúde e equidade aos povos indígenas da Bahia
Nos dias 25 e 26 de abril, o DSEI Bahia e a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia vão ofertar ações de promoção à saúde a comunidade Cajazeira que reside no município de Banzaê. A população terá acesso a atendimento odontológico, exames de Raio-X e Ultrassonografia, exames laboratoriais, testagem rápida de ISTs, mamografia, preventivo e orientações nutricionais.
Camilla Nunes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Ministério da Saúde protocola na Conitec pedido de análise para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS
O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pedido de análise para a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1). A medida representa mais um passo da pasta, que, desde 2025, articula com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a mobilização de empresas nacionais e internacionais interessadas em registrar análogos de GLP-1, além de incentivar estudos sobre eficácia.
Em ofício encaminhado à Conitec, a proposta prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da condição no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.
O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.
A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.
O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente.
Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026, fruto direto da estratégia de fomento do Ministério e da Anvisa, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo.
Estudos em andamento
O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.
A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



