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Ministério da Saúde leva carreta oftalmológica do Agora Tem Especialistas para o município de Teixeira de Freitas (BA)

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Na terceira rodada de deslocamento das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, o município de Teixeira de Freitas (BA) recebe, pela primeira vez, uma unidade móvel de saúde oftalmológica do governo federal, que vai prestar atendimento médico especializado para a população de 12 municípios do extremo sul da Bahia, desde a avaliação inicial oftalmológica até a realização das cirurgias de catarata com implantação de lente intraocular dobrável e também o reposicionamento de lente intraocular. 

A carreta oftalmológica do Ministério da Saúde em Teixeira de Freitas atua para desafogar a demanda reprimida por atendimentos médicos de saúde ocular, ampliar o acesso aos serviços especializados e reduzir o tempo de espera por cirurgias de catarata da região do extremo sul do estado, a principal causa de perda visual reversível no país.    

Totalmente estruturada com consultórios médicos e salas de cirurgia, a unidade móvel de saúde oftalmológica, que também realiza mapeamento de retina e ultrassom ocular, está posicionada em frente à Policlínica Regional de Teixeira de Freitas. 

Os atendimentos são feitos por meio de agendamento realizado pela secretaria municipal de saúde dos pacientes do SUS que aguardam o serviço. Além de Teixeira de Freitas, pacientes de Alcobaça, Caravelas, Ibirapuã, Itamaraju, Itanhém, Jucuruçu, Lajedão, Medeiros Neto, Nova Viçosa, Prado e Vereda também serão beneficiados nos mais de 30 dias que a carreta permanecerá no município.  

Na Bahia, outras duas carretas de saúde da mulher estão realizando atendimentos em Abaré e Juazeiro, após terem permanecido por um ciclo de 30 dias em Paulo Afonso e Senhor do Bonfim. 

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Agora Tem Especialistas: assistência especializada em todo o território nacional 

As 41 carretas do Agora Tem Especialistas levam atendimentos de saúde da mulher, oftalmológicos e de exames de imagem até regiões onde a população enfrenta dificuldades de acesso aos cuidados médicos especializados, pouca oferta de serviços e de estrutura de saúde e alta demanda por assistência especializada, apontada pelos municípios.  

As unidades móveis começaram a atuar no Outubro Rosa e, desde então, vêm aumentando em número progressivamente e desafogando a demanda reprimida. Oito municípios tiveram a fila zerada para diagnóstico de câncer de mama, exames ginecológicos e oftalmologia: Ceilândia (DF), Patos (PB), Arapongas (PR), Humaitá (AM), Japeri (RJ), Santana do Ipanema (AL) e Garanhuns (PE). 

Até o final de 2026, o país contará com 150 unidades em funcionamento em locais de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde. Cada uma permanece nos territórios por pelo menos 30 dias.   

As 33 carretas de saúde da mulher oferecem consultas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, colposcopia e até biópsias para diagnosticar precocemente o câncer de colo de útero e de mama.  

Outras cinco carretas são especializadas em exames de imagem, como tomografias e ultrassonografia mamária bilateral, além de punção de mama por agulha grossa, biópsia/exérese de nódulo de mama e exame anatomopatológico de mama, que são fundamentais para o diagnóstico precoce de doenças e para auxiliar o profissional sobre os próximos passos do tratamento.  

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Além disso, as três carretas oftalmológicas contam com vários procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular, além de cirurgias de catarata. Em Ribeirão Preto (SP), cidade onde funcionou a primeira unidade móvel com atendimento oftalmológico, todos os pacientes que esperavam por cirurgia de catarata foram atendidos. Do total de 1.085 cirurgias realizadas, 720 pessoas que estavam sem enxergar tiveram a visão reestabelecida. 

Agora Tem Especialistas 

O programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde é uma iniciativa para apoiar estados e municípios e está voltado para a expansão da assistência e redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS através de várias ações, mobilizando a estrutura de saúde pública e privada em todos os cantos do país. 

Para aumentar a oferta de atendimentos do SUS, além de levar unidades móveis de saúde da mulher, de realização de exames de imagem e com serviços oftalmológicos, a iniciativa oferece a expansão do atendimento médico especializado com a realização de mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas para os finais de semana e o turno noturno, parceria com o setor privado, filantrópico e de planos de saúde para atendimento dos pacientes da rede pública e provimento de mais médicos especialistas, dentre outros. 

Letícia Belém 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos

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Nesta quarta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra 701.682 atendimentos realizados pelas equipes de Consultório na Rua (eCR) em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram outros 330.583 atendimentos. 

A data é lembrada em 19 de agosto em memória das vítimas do episódio conhecido como Massacre da Sé, ocorrido na madrugada de 19 de agosto de 2004, na Praça da Sé, em São Paulo. O episódio tornou-se referência na mobilização pela garantia de direitos e de políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

Atualmente, o Ministério da Saúde cofinancia 337 equipes de Consultório na Rua, que reúnem mais de 3,2 mil profissionais e estão presentes nas 27 unidades da Federação. As equipes atuam nos territórios onde essa população vive e circula, com ações de vacinação, testagem, atendimento em saúde, acolhimento e acompanhamento multiprofissional. 

As equipes podem ser compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. A atuação ocorre de forma articulada com as equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal e com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde. 

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Entre as condições que demandam atenção estão tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento também considera as vulnerabilidades sociais.  

“Grande parte dessas pessoas vivenciou rompimentos de vínculos familiares e passa por sofrimentos psíquicos relacionados às condições precárias de moradia. Isso exige das equipes de Consultório na Rua uma escuta qualificada e um cuidado integral e intersetorial, com o objetivo de promover a autonomia dessas pessoas”, destaca o coordenador de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Fernando Pessoa de Albuquerque. 

Política Nacional 

Em junho deste ano, entrou em vigor a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua), que estabelece princípios, diretrizes, responsabilidades dos entes federativos e prioridades para a organização das ações e dos serviços de saúde destinados a essa população no SUS. 

A política estabelece parâmetros para a atuação das Redes de Atenção à Saúde, a coordenação e a continuidade do cuidado e a articulação com outras políticas públicas destinadas à população em situação de rua. 

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Rede de cuidado 

Entre os dias 10 e 12 de agosto, profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes da sociedade civil participaram do 9º Encontro Nacional da Rede de Consultórios na Rua, em Foz do Iguaçu (PR). 

A programação reuniu debates, troca de experiências e apresentação de práticas de cuidado desenvolvidas nos estados e territórios, além de discussões sobre acesso, acolhimento e continuidade do atendimento em saúde à população em situação de rua. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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