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Ministério da Saúde publica manual para mapeamento de indígenas com deficiências

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A formulação de políticas públicas baseada em evidências dá um novo passo no atendimento à Pessoa Indígena com Deficiência (PIcD). Por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), o Ministério da Saúde publicou, um manual com instruções para o processo de sistematização dos dados destas pessoas indígenas no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi). A partir do mapeamento facilitado pelo manual público, o Governo Federal irá otimizar o acesso equitativo e universal da pessoa indígena com deficiência aos serviços e à inclusão em programas sociais, contribuindo para a justiça social.

O objetivo é fortalecer estratégias específicas que garantam acesso justo e adequado aos serviços de saúde, considerando as especificidades socioculturais dos povos indígenas e as suas necessidades singulares no campo da saúde. Publicado na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o “Manual para uso do módulo ‘Pessoas Indígenas com Deficiências’ no Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena” apresenta, de forma detalhada, como os profissionais de saúde do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena no SUS (SasiSUS) devem executar as funções do Módulo PIcD dentro do Painel Siasi.

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A diretora de Atenção Primária à Saúde Indígena da Sesai, Putira Sacuena, ressalta a importância dessa forma inovadora de atendimento, que leva em consideração as especificidades das necessidades dos indígenas com deficiências, que variam em decorrência da localização geográfica e meios de vida. “A gente pode citar como exemplo os indígenas que necessitam usar cadeiras de rodas. As rodas destas cadeiras, as câmaras de ar, devem ser específicas para aquele tipo de território, ou não vão atender bem às necessidades daquela pessoa. E esse é um detalhe que fará a diferença na saúde e na qualidade de vida da PIcD. Então, devemos celebrar essa grande conquista para a saúde indígena”, afirma Putira. Módulo PIcD – O Ministério da Saúde desenvolveu a primeira ferramenta do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada especificamente para a população com deficiência assistida pelo Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Com o novo módulo, dados e informações referentes às pessoas indígenas com deficiências (física, sensorial auditiva, sensorial visual, intelectual, psicossocial, mental e múltiplas) poderão ser incluídos, possibilitando a identificação das pessoas indígenas com deficiências nos bancos de dados demográficos, de morbidades e óbitos.

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Sílvia Alves
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Dia de Combate ao Fumo: Ministério da Saúde convida tocantinenses a compartilhar os desafios de parar de fumar

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No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), o Ministério da Saúde convida a população do Tocantins a falar sobre os desafios de parar de fumar. A ação “Conte o que o cigarro não mostra” convida fumantes, ex-fumantes, familiares e outras pessoas que convivem com o problema a compartilhar experiências sobre os efeitos do consumo de cigarro na sua rotina, na qualidade de vida e na saúde. Para participar, basta acessar a página #MinhaHistóriaSemFiltro no Portal da Saúde e preencher o formulário contando a sua história. As informações coletadas vão ajudar a definir novas imagens e mensagens que serão utilizadas nas embalagens de cigarros, além de contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas de combate ao tabagismo. 

As imagens estampadas nas embalagens de cigarros mostram algumas das consequências do tabagismo. Mas há impactos que nenhuma fotografia consegue retratar: as mudanças na rotina, na convivência com familiares e amigos, nas relações afetivas e no dia a dia de quem fuma e de quem convive com o tabagismo. São essas experiências, que não aparecem nas embalagens, que a ação busca conhecer por meio dos relatos da população.

 Com essa ideia, a ação abre um canal direto de escuta para fumantes, ex-fumantes, familiares e qualquer cidadão que queira contribuir. Cada depoimento ajuda o poder público a enxergar o tabagismo de forma mais ampla e humana, para além dos números. Ao compartilhar sua experiência, a população contribui diretamente para as próximas ações do Ministério da Saúde na área.

 Estado teve redução no número de fumantes

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Levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 2026 trouxe um alerta: após quase 20 anos de queda, o número de fumantes no Brasil voltou a crescer. Em 2024, 11,7% da população adulta fumava, segundo dados do Vigitel, inquérito nacional sobre fatores de risco para doenças crônicas. Apesar do avanço em relação ao início da série histórica – em 2006 eram 15,7% de fumantes – o percentual está acima dos 9,2% de fumantes registrados em 2023.

No Tocantins, os dados de Palmas mostram uma trajetória de redução do tabagismo ao longo dos anos. Na capital tocantinense, o percentual de adultos fumantes caiu de 13,3%, em 2006, para 5,5%, em 2023, uma redução de 7,8 pontos percentuais.

Busca por apoio no SUS aumentou 39%

 Mesmo diante dessa redução, a procura por apoio para parar de fumar aumentou no Tocantins, indicando a importância do acesso ao tratamento oferecido pelo SUS. Em todo o país, o também cresceu o número de pessoas que buscam por apoio e tratamento para parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do SUS – foram 2,1 milhões de pessoas atendidas em 2025. Esse número era 1 milhão em 2022.

No estado, foram 10.311 atendimentos realizados em 2025, contra 7.440 em 2022 — um aumento de cerca de 39%, segundo dados registrados pelo Ministério da Saúde.

O tratamento é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde e inclui acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado pelos profissionais de saúde, medicamentos para reduzir os sintomas da abstinência, como adesivos e gomas de nicotina e bupropiona. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde, onde o cidadão pode buscar informações sobre a oferta do tratamento em sua região.

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 O cuidado à pessoa tabagista envolve etapas de identificação e busca ativa, acolhimento, avaliação clínica e do grau de dependência, definição e implementação do plano terapêutico (individual ou em grupo) e monitoramento da evolução clínica, manejo de recaídas e reforço das estratégias de cessação.

Combate ao tabagismo no Brasil

O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência à nicotina e está associado a mais de 50 doenças, entre elas diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão e está relacionado a milhares de mortes prematuras todos os anos.

 O Brasil é reconhecido internacionalmente pela adoção de um conjunto abrangente de políticas públicas de controle do tabaco, alinhadas à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (CQCT/OMS). Entre as medidas estão a proibição da propaganda de produtos de tabaco, a restrição do fumo em ambientes coletivos fechados e a adoção de advertências sanitárias com imagens e mensagens nas embalagens de cigarros.

Conheça a campanha: Conte o que o cigarro não mostra

Conheça os dados do Vigitel 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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