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Ministério da Saúde realiza cirurgias oftalmológicas em indígenas do Vale do Javari

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Nesta terça-feira (2), o Ministério da Saúde finalizou mais uma ação do Programa Agora Tem Especialistas (ATE), desta vez, no Território Indígena Vale do Javari. Ao todo, 33 pacientes indígenas do povo Kanamari foram beneficiados com cirurgias oftalmológicas.

“Com o ATE, o Ministério da Saúde contribui diretamente para a redução da demanda reprimida por atenção especializada nas aldeias e diminui a necessidade de deslocamentos de grandes distâncias para centros urbanos. Queremos fortalecer cada vez mais a rede de atenção à saúde nos territórios e garantir que os povos originários tenham acesso à saúde com respeito às especificidades culturais”, pontuou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

Os procedimentos foram realizados no Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGUT), no Amazonas, e ocorreram através de parceria do Ministério com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Vale do Javari e a Associação Médicos da Floresta (AMDAF).

Esta é a segunda etapa da ação. A primeira ocorreu entre os dias 1º e 6 de setembro, nos polos-base Massapê e Morada Nova, quando foram realizados os atendimentos clínicos e a triagem dos pacientes que agora concluíram a parte cirúrgica.

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Durante a primeira fase do mutirão voltado ao território do Vale do Javari, foram registradas 866 consultas médicas nas especialidades de oftalmologia, ginecologia, obstetrícia, pediatria e clínica geral. Também foram realizados 138 exames, entre ultrassonografias obstétricas, ultrassonografias transvaginais e exames de prevenção do câncer do colo do útero, além da distribuição de óculos.

Intérpretes indígenas

O Território Indígena Vale do Javari é um dos maiores do país e abriga cerca de 25 povos e grupos étnicos, incluindo a maior presença de povos indígenas isolados do mundo. A região é marcada por grandes distâncias entre aldeias e centros urbanos, acesso predominantemente fluvial e aéreo, além de barreiras linguísticas que dificultam o acesso regular a serviços de média e alta complexidade.

Além da equipe médica em oftalmologia, a ação contou com intérpretes indígenas, que asseguraram a comunicação adequada entre profissionais e pacientes, e com equipe administrativa responsável pelo registro da produção assistencial, organização dos atendimentos e apoio logístico.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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