SAÚDE
Ministério da Saúde realiza primeira capacitação de profissionais da atenção básica para transição de insulina mais moderna
SAÚDE
A capital federal sediou, nesta quarta-feira (20/05), a 1ª Oficina Macrorregional de Multiplicadores para o aprimoramento da prática em insulinoterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa marca o início de uma série de capacitações promovidas pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), para apoiar a transição da insulina humana (NPH) para a insulina glargina, tecnologia análoga de longa duração considerada mais moderna e eficaz no tratamento de pessoas com diabetes.
O evento reuniu cerca de 70 profissionais de saúde do Distrito Federal, entre médicos, enfermeiros e farmacêuticos, em uma capacitação técnica e instrutiva voltada à formação de multiplicadores para o processo de transição das insulinas no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é que os participantes disseminem o conhecimento adquirido em seus locais de atuação e nas respectivas regiões de saúde, fortalecendo as equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e contribuindo para uma implementação segura, padronizada e eficiente da nova tecnologia.
“Estamos construindo juntos um momento histórico para o Sistema Único de Saúde. Enfrentamos, há anos, problemas de escassez de insulina no mundo todo, principalmente da insulina humana. Então, a gente hoje consegue dar um passo muito importante, juntos, na garantia de uma melhor insulinoterapia para o paciente brasileiro”, afirmou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri, ao destacar o caráter histórico da iniciativa e os avanços que a incorporação da insulina glargina representa para o SUS.
A secretária também ressaltou que a adoção da nova tecnologia acompanha uma tendência internacional, mas ganha uma dimensão ainda maior no contexto brasileiro. “Outros países já fizeram essa migração, só que nenhum deles tem um sistema de saúde como o SUS, que atende a mais de 200 milhões de pessoas e oferece insulinoterapia para todo mundo que precisar. Essa é uma janela de oportunidade muito importante para a gente construir esse momento histórico, de melhor tratamento, melhor insulinoterapia para os pacientes do SUS”, disse.
Oficinas
Ao todo, serão realizadas cerca de 130 oficinas em todas as regiões do Brasil até 30 de junho, que já contam com a adesão de todos os municípios. A ação integra um esforço coordenado entre o Ministério da Saúde e o Conasems para ampliar o acesso da população brasileira a tratamentos mais modernos e reduzir impactos causados pela escassez mundial de insulina humana.
O assessor técnico do Conasems, Elton Chaves, enfatizou que a modernização da insulinoterapia análoga no SUS está sendo conduzida de forma planejada e baseada em experiências anteriores bem-sucedidas. “Estamos implementando um conjunto de estratégias para realizar a transição tecnológica no SUS com uma abordagem segura e técnica, visando oferecer um cuidado superior aos pacientes”, destacou.
Representando a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, o coordenador de Atenção Primária à Saúde, Afonso Abreu, reforçou a importância da qualificação das equipes para o sucesso da estratégia. “Sem uma Atenção Primária à Saúde forte, qualquer transição perde o sentido. Essa transição representa segurança e efetividade no tratamento da pessoa com diabetes e reafirma o compromisso do SUS na qualificação do cuidado. Atualmente no DF, 50% a 60% da rede está capacitada, com meta de atingir 90% até o final de junho”, afirmou Abreu.
Calendário de oficinas
Os profissionais indicados pelos municípios serão informados pelo Conasems sobre o dia e horário das capacitações presenciais.
Além dos encontros presenciais, haverá qualificação virtual a partir da segunda quinzena de junho, com disponibilização de um curso autoinstrucional de 80 horas, sem limite de vagas por município. O objetivo é promover não apenas a atualização técnica para prescrição, dispensação e cuidado, mas também fortalecer a Atenção Primária e a Assistência Farmacêutica como eixo estruturante do cuidado contínuo, especialmente no acompanhamento de pacientes em insulinoterapia.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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Hackathon SUS reúne startups das regiões Centro-Oeste e Norte em etapa regional
O Ministério da Saúde realizou, nos dias 15 e 16 de julho, a etapa regional do “Hackathon SUS – Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, que vai selecionar e premiar startups de todo o país que desenvolvam soluções inovadoras capazes de enfrentar o câncer. O evento, sediado no Hospital Universitário de Brasília (HUB), reuniu os empreendedores selecionados das regiões Centro-Oeste e Norte, que participaram de visita técnica à unidade de oncologia do HUB, acompanharam palestras, tiveram treinamento personalizado e atividades de mentoria.
Durante a abertura, o secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, destacou que as tecnologias destinadas ao SUS precisam atender a critérios relacionados à segurança, eficácia, custo-efetividade e conformidade com normas éticas e regulatórias. “A iniciativa é uma ação continuada de fomento à pesquisa e à aplicação prática das inovações no sistema público”.
O Hackathon SUS é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com uma rede de parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Avaliação técnica
O Hackathon SUS conta com 60 especialistas de todo o país envolvidos no processo de curadoria. Na etapa das regiões Centro-Oeste e Norte, os avaliadores analisaram o estágio de desenvolvimento das tecnologias e sua possibilidade de aplicação no Sistema Único de Saúde. “O que importa é ampliar o acesso, garantir um desfecho clínico favorável e, principalmente, preservar a dignidade do paciente na ponta”, afirmou o membro da comissão julgadora Davi Uemoto, da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (Abraidi).
O médico oncologista Gustavo Duarte, integrante da comissão, destacou o desenvolvimento de tecnologias nacionais. “O mais importante desse hackathon é o desenvolvimento de tecnologia do Brasil para o próprio Brasil. Estamos valorizando startups brasileiras. Pelas que eu avaliei, a disputa está bem equilibrada e há muitas pessoas interessadas em desenvolver soluções para os desafios da oncologia”, afirmou.
Tecnologias para os pacientes
As seis startups participantes – quatro da Região Centro-Oeste e duas da Região Norte – atuam em diferentes segmentos da saúde e apresentaram tecnologias destinadas tanto
voltadas para a atenção básica quanto à assistência especializada. As propostas incluem dispositivos para diagnóstico, ferramentas de apoio à decisão clínica e soluções voltadas a procedimentos cirúrgicos.
A startup finalista selecionada pela região Centro-Oeste foi a Biotech Tecnologia Genômica Especializada, de Goiânia (GO). A empresa apresentou uma plataforma portátil para diagnóstico molecular do HPV, capaz de realizar a triagem para os tipos do vírus associados ao câncer do colo do útero em cerca de 30 minutos. “Estamos desenvolvendo um dispositivo médico portátil, em formato de maleta, para diagnóstico in vitro. A tecnologia está alinhada à estratégia que o SUS vem implementando para a prevenção desse tipo de câncer, explicou Elisângela Lacerda.
Pela Região Norte, duas startups irão para a fase nacional uma é de Manaus (AM) e a outra de Porto Velho (RO). A BioSpin Nanotech, representada por Andrey Marcos Pinho da Silva e Thiago Martins, desenvolveu uma tecnologia baseada em nanofibras para cicatrização e regeneração de tecidos moles após cirurgias oncológicas. A proposta inicial prevê a aplicação da película em procedimentos relacionados ao câncer de mama no SUS.
A startup Smart Saag Inova Simples (I.S.), apresentou um dispositivo portátil com inteligência artificial para apoiar a pré-avaliação de pacientes com câncer de pele e outras doenças oncológicas. “Hoje a análise leva em torno de 30 dias. A nossa tecnologia pretende entregar esse pré-diagnóstico em dois minutos, utilizando imagens hiperespectrais e tomografias”, explicou David Lopes Maciel David.
Próximas etapas
Ao final de cada etapa regional serão selecionadas até 3 startups, totalizando até 15 classificadas para a fase nacional, prevista para início de dezembro. A Região Sudeste vai realizar a eliminatória nos dias 06 e 07 de agosto na cidade de São Paulo (SP). O evento na Região Nordeste está previsto para 10 e 11 de setembro em Recife (PE) e, a Região Sul fará a seletiva nos dias 06 e 07 de outubro em Curitiba (PR).
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde


