SAÚDE
SUS incorpora nova apresentação de tratamento para hepatite C crônica para crianças
SAÚDE
O Ministério da Saúde aprovou a incorporação de tratamento para a hepatite C em crianças de três a menores de 12 anos em uma nova versão. O medicamento sofosbuvir 200 mg/velpatasvir 50 mg tem apresentação granulada. Isso facilita a aceitação por crianças que tenham dificuldade de engolir comprimidos. A decisão foi tomada em dezembro pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), e foi publicada no Diário Oficial da União.
A hepatite C é uma doença silenciosa que ataca o fígado. Se a infecção crônica pela hepatite C não for tratada de forma oportuna, a criança pode apresentar complicações, como cirrose ou câncer quando for adulta.
A ausência de formulações adequadas para crianças dificultava o acesso, atrasando o início do tratamento e trazendo riscos à saúde que poderiam ser evitados. Agora, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer um medicamento seguro e eficiente que ajuda a curar a doença ainda na infância, a fim de garantir que todos tenham o mesmo direito aos tratamentos mais modernos.
O tratamento com o novo medicamento dura 12 semanas, com apenas uma dose por dia. O medicamento possui menos efeitos colaterais e tem amplo espectro genotípico para o vírus da hepatite C.
A coordenadora-geral de Vigilância das Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Tiemi Arakawa, reforça a importância dessa inovação. “Nosso objetivo é curar a hepatite C ainda na infância para evitar doenças graves no futuro. Esse novo medicamento na apresentação granulada é fácil de tomar e muito seguro. Com ele, queremos garantir que todas as crianças tenham acesso ao melhor tratamento disponível no SUS”, afirma.
O SUS disponibiliza diagnóstico e tratamento da hepatite C. Com o tratamento adequado, a hepatite C tem cura.
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua: SUS realizou mais de 700 mil atendimentos
Nesta quarta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra 701.682 atendimentos realizados pelas equipes de Consultório na Rua (eCR) em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram outros 330.583 atendimentos.
A data é lembrada em 19 de agosto em memória das vítimas do episódio conhecido como Massacre da Sé, ocorrido na madrugada de 19 de agosto de 2004, na Praça da Sé, em São Paulo. O episódio tornou-se referência na mobilização pela garantia de direitos e de políticas públicas destinadas à população em situação de rua.
Atualmente, o Ministério da Saúde cofinancia 337 equipes de Consultório na Rua, que reúnem mais de 3,2 mil profissionais e estão presentes nas 27 unidades da Federação. As equipes atuam nos territórios onde essa população vive e circula, com ações de vacinação, testagem, atendimento em saúde, acolhimento e acompanhamento multiprofissional.
As equipes podem ser compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros profissionais. A atuação ocorre de forma articulada com as equipes de Saúde da Família e de Saúde Bucal e com os demais serviços da Rede de Atenção à Saúde.
Entre as condições que demandam atenção estão tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), transtornos mentais e problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O atendimento também considera as vulnerabilidades sociais.
“Grande parte dessas pessoas vivenciou rompimentos de vínculos familiares e passa por sofrimentos psíquicos relacionados às condições precárias de moradia. Isso exige das equipes de Consultório na Rua uma escuta qualificada e um cuidado integral e intersetorial, com o objetivo de promover a autonomia dessas pessoas”, destaca o coordenador de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Fernando Pessoa de Albuquerque.
Política Nacional
Em junho deste ano, entrou em vigor a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua), que estabelece princípios, diretrizes, responsabilidades dos entes federativos e prioridades para a organização das ações e dos serviços de saúde destinados a essa população no SUS.
A política estabelece parâmetros para a atuação das Redes de Atenção à Saúde, a coordenação e a continuidade do cuidado e a articulação com outras políticas públicas destinadas à população em situação de rua.
Rede de cuidado
Entre os dias 10 e 12 de agosto, profissionais, gestores, pesquisadores, estudantes, integrantes de movimentos sociais e representantes da sociedade civil participaram do 9º Encontro Nacional da Rede de Consultórios na Rua, em Foz do Iguaçu (PR).
A programação reuniu debates, troca de experiências e apresentação de práticas de cuidado desenvolvidas nos estados e territórios, além de discussões sobre acesso, acolhimento e continuidade do atendimento em saúde à população em situação de rua.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



