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Vacinação contra sarampo e febre amarela é intensificada em locais de grande circulação na capital paulista

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A vacinação contra o sarampo e a febre amarela será intensificada no município de São Paulo a partir desta segunda-feira (12). A ação é realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a prefeitura da capital paulista, após a confirmação de dois casos importados de sarampo em abril e dezembro do ano passadoe tem como foco áreas de grande circulação de pessoas, como terminais rodoviários, estações de metrô, shoppings e aeroportos. 

A estratégia inclui o Dia D de mobilização para a população em geral, marcado para 24 de janeiro, além de ações direcionadas a públicos específicos entre os dias 19 e 23 de janeiro, como profissionais da segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro. O objetivo é ampliar a cobertura vacinal e reduzir o número de pessoas suscetíveis às doenças. 

Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a intensificação da vacinação é fundamental para a prevenção. “A vacinação é a principal ferramenta de proteção. Ao reforçar as ações em grandes centros urbanos, conseguimos interromper cadeias de transmissão e proteger a população de forma coletiva”, destacou. 

As ações integram o conjunto de medidas adotadas pelo Ministério da Saúde para bloquear a reintrodução do sarampo no Brasil. Desde 2024, o país é considerado livre da circulação endêmica do vírus pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Em novembro de 2025, o Brasil voltou a ser reconhecido por seus esforços para manter essa condição. 

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A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. Já a imunização contra a febre amarela é recomendada para pessoas de 9 meses a 59 anos. Para se vacinar, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um dos pontos de vacinação que estarão distribuídos pelo município em locais de grande circulação. As vacinas são gratuitas pelo SUS. 

Brasil mantém certificação de eliminação do sarampo 

O Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus do sarampo. Além do certificado de eliminação já conquistado, o país teve novamente reconhecidas, pela Comissão Regional de Monitoramento da OPAS/OMS, as ações que garantem a manutenção dessa condição, resultado do avanço da vacinação e da resposta rápida aos casos importados. 

Ao longo de 2025, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação contra o sarampo em diversas regiões do país, incluindo estados de fronteira com a Bolívia, Paraguai e Uruguai, considerados estratégicos devido ao maior risco de circulação do vírus.  

Ainda no ano passado, mais de 24 milhões de doses foram enviadas a todos os estados para proteger a população, das quais mais de 8 milhões foram aplicadas. Para São Paulo, foram enviadas 5 milhões de doses, com 1,7 milhão aplicadas até o momento. 

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Nas regiões de fronteira também foi adotada a chamada “dose zero”, aplicada em crianças de 6 a 11 meses como medida adicional de proteção em cenários de risco epidemiológico. Até o momento, 184,7 mil doses dessa estratégia foram aplicadas. O Brasil também doou mais de 640 mil doses da vacina contra o sarampo à Bolívia. 

Cenário epidemiológico 

Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados de sarampo, em sua maioria associados a viagens internacionais ou a contato com áreas de baixa cobertura vacinal. No estado de São Paulo, até dezembro, foram registradas 1,4 mil notificações da doença, sendo 359 no município, com dois casos importados confirmados. 

Em relação à febre amarela, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram confirmados 123 casos humanos no país, dos quais 63 no estado de São Paulo. No atual período de monitoramento (2025/2026), até o momento, não há casos humanos confirmados. 

Vanessa Aquino 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Dia D mobiliza crianças e adolescentes para atualizar a caderneta de vacinação

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O Dia D de Multivacinação acontece neste sábado (22) e mobiliza pais, mães, responsáveis e equipes de saúde de estados e municípios para intensificar a vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Ao longo do dia, Unidades Básicas de Saúde, pontos móveis e ações em locais públicos, como parques e espaços de lazer, estão abertos para receber as famílias. São mais de 20 doenças que podem ser prevenidas com as vacinas do calendário do SUS. A iniciativa faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro.

Durante a ação, pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação, em papel ou disponível no Meu SUS Digital para que os profissionais verifiquem a situação vacinal e indiquem as doses necessárias.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou a ação em Brasília (DF) e reforçou a mobilização em todo o país. “Todos os estados e municípios brasileiros responderam ao chamado do Ministério da Saúde para a atualização da imunização de crianças e dos adolescentes. Essa é uma campanha diferente porque ela não é de uma vacina, mas de todas que estão no calendário infantil. Leve o seu filho, leve a sua filha para se proteger”, ressaltou.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Na noite de ontem (21), Padilha também fez um pronunciamento em rede nacional para convocar a população para a vacinação e reforçar a importância de manter a caderneta atualizada, contribuindo para a prevenção e o controle de doenças imunopreveníveis.

Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

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Esta é a primeira edição da campanha com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.

A verificação da caderneta é especialmente importante para crianças que iniciaram um esquema vacinal, mas não receberam todas as doses previstas ou os reforços. A vacinação é seletiva: os profissionais de saúde conferem a situação de cada pessoa e aplicam somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto.

Abaixo, as vacinas disponíveis:

  • BCG;
  • Hepatite B recombinante;
  • Penta (DTP/Hib/HB)
  • Pólio inativada VIP;
  • Rotavírus humano;
  • Pneumo 10-v e 20-v;
  • Meningo C;
  • Influenza;
  • Covid-19;
  • Febre amarela;
  • Meningo ACWY;
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • Varicela;
  • DTP;
  • Hepatite A;
  • Pneumo 23-v;
  • dT;
  • HPV 4;
  • Dengue tetravalente. 

Vacinação contra o sarampo

Como parte da estratégia, a vacinação contra o sarampo foi intensificada nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses locais, a vacina está sendo ofertada para pessoas de 6 meses a 59 anos, conforme a situação vacinal e as orientações para cada faixa etária.

A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é adicional e não substitui as doses de rotina, previstas aos 12 e aos 15 meses. Para as demais faixas etárias, os profissionais de saúde verificam a idade e o histórico vacinal para indicar as doses necessárias.

Em 2024, o Brasil recebeu a recertificação da eliminação da circulação endêmica do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e mantém esse status. Durante o Dia D e até o fim da campanha, a vacinação contra o sarampo estará disponível em todos os estados, conforme a indicação para cada faixa etária e situação vacinal.

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Foto: Rafael Nascimento/MS

Abastecimento

Para a Campanha de Multivacinação deste ano, foram distribuídas 1,5 milhão de doses aos estados. No total, mais de 177 milhões de doses foram distribuídas no país para abastecimento da rede de vacinação.

Até o momento, foram registradas mais de 94,8 milhões de doses aplicadas das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Novo reforço contra a poliomielite

Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado no Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.

O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é importante que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.

Vacinação infantil

Dados divulgados em 14 de julho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam avanço no cenário da vacinação infantil no Brasil.

Segundo as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina Penta (DTP/Hib/HepB) — as chamadas crianças “zero-dose” — passou de 360 mil em 2023 para 255 mil em 2024 e 50 mil em 2025, uma redução de aproximadamente 86% em relação a 2024 e de quase 90% em relação a 2023. 

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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