SAÚDE
Versão em português do manual de resposta a surtos já está disponível
SAÚDE
O Ministério da Saúde traduziu para o português o Manual de Resposta Nacional a Surtos da Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). O material consolida conhecimentos técnicos e orientações essenciais para apoiar respostas a surtos, epidemias e pandemias em diferentes contextos e cenários de risco.
O documento representa um avanço importante na preparação e na capacidade de resposta do Brasil e de outros países de língua portuguesa, reunindo orientações técnicas e operacionais baseadas nas melhores práticas consolidadas pela Rede GOARN em mais de duas décadas de atuação internacional.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, ressalta que a preparação e a resposta eficazes a surtos e emergências sanitárias dependem da atuação conjunta de governos, instituições acadêmicas, organismos internacionais e comunidades. Segundo ela, o Manual de Resposta Nacional a Surtos representa um recurso estratégico fundamental, capaz de fortalecer as capacidades nacionais, padronizar procedimentos e apoiar a tomada de decisão rápida e coordenada. “Além de consolidar diretrizes técnicas essenciais, o manual promove a integração do Brasil a uma rede internacional solidária e preparada, ampliando a cooperação e o intercâmbio de experiências”, afirma.
A publicação reúne diretrizes sobre coordenação de parceiros, vigilância epidemiológica, diagnóstico laboratorial, manejo clínico, prevenção e controle de infecções, além de comunicação de risco e engajamento comunitário. Também apresenta exemplos práticos e modelos de governança adaptáveis a diferentes realidades nacionais e locais.
Estratégia
O diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública, Edenilo Baltazar Barreira Filho, ressaltou que o manual é um instrumento estratégico para fortalecer a preparação e a resposta a surtos, ao mesmo tempo em que incentiva a integração entre instituições, a troca de experiências e a construção de confiança social. “Enfrentar emergências de saúde requer coordenação, cooperação internacional e aprendizado conjunto — princípios fundamentais para o fortalecimento do SUS e da segurança sanitária global”, afirma.
O Manual de Resposta Nacional a Surtos está disponível no site da OPAS/OMS e na Plataforma de Conhecimento da GOARN, servindo como referência para gestores, profissionais de saúde e instituições envolvidas na preparação e resposta a emergências sanitárias.
João Moraes
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Pesquisa Nacional de Saúde Mental realiza coleta de dados em 197 municípios
A primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental (PNSM-Brasil) está na etapa de coleta de dados em campo e já realizou atividades em 197 municípios de 26 unidades federativas. Ao todo, foram alcançados 619 setores censitários em diferentes regiões do país. O levantamento reúne informações sobre as condições de saúde mental da população adulta, fatores associados ao sofrimento psíquico, desigualdades sociais e acesso aos serviços de cuidado.
Até 28 de agosto, foram realizadas 1.011 entrevistas completas, segundo a equipe técnica responsável pelo estudo. O plano amostral prevê a abordagem de 1.626 setores censitários e 16.260 domicílios, com expectativa de aproximadamente 10 mil entrevistas válidas ao final da coleta. A pesquisa considera a população com 18 anos ou mais, tendo como referência, para a definição da população e do desenho amostral, os parâmetros adotados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A seleção dos participantes ocorre por amostragem probabilística, em etapas que envolvem municípios, setores censitários, domicílios e moradores.
A pesquisa é coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), responsável pela execução técnico-científica do estudo. A coleta de dados iniciou em março de 2026.
Informações sobre saúde mental
A pesquisa investiga a ocorrência de transtornos mentais na população adulta e sua relação com diferentes condições sociais e econômicas. Entre os aspectos analisados estão experiências de violência, situações traumáticas, desigualdades sociais e vulnerabilidades econômicas.
O levantamento também busca identificar barreiras relacionadas ao acesso aos serviços de saúde mental. As informações produzidas poderão subsidiar análises sobre as necessidades de cuidado da população e contribuir para o planejamento e o monitoramento de ações de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os dados poderão ainda apoiar o acompanhamento de indicadores de saúde mental e a organização da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando as características e necessidades identificadas na população brasileira.
Segundo Letícia Cardoso, diretora de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, os dados da pesquisa poderão ampliar o conhecimento sobre a situação de saúde mental no país e contribuir para o planejamento das ações de cuidado.
“A pesquisa também poderá servir como linha de base para o acompanhamento de indicadores de saúde mental ao longo do tempo, contribuindo para a organização da rede de cuidado e para as estratégias de vigilância em saúde mental no país”, afirma.
Coleta de dados
A coleta é realizada por equipes que visitam os domicílios selecionados pela amostra. Entre os desafios identificados durante o trabalho de campo estão a recusa de participação e a necessidade de esclarecer dúvidas sobre a pesquisa.
Parte dos moradores abordados relata desconhecer o levantamento e busca confirmar a legitimidade da atividade antes de responder à entrevista. A preocupação em fornecer informações pessoais a entrevistadores também pode estar relacionada ao contexto de golpes e fraudes. Os pesquisadores observam ainda que o estigma associado aos temas de saúde mental pode influenciar a disposição de algumas pessoas em conversar sobre suas experiências.
Durante a abordagem, os moradores recebem informações sobre a pesquisa e sobre a atividade realizada pelas equipes. O reconhecimento do levantamento por serviços de saúde, gestores locais, lideranças comunitárias e meios de comunicação pode contribuir para esclarecer dúvidas sobre a coleta realizada nos municípios selecionados.
Análise dos dados
Após a conclusão da coleta de dados, as informações serão submetidas a procedimentos de consistência, ponderação amostral e análise estatística.
A pesquisa pretende produzir informações nacionais que permitam analisar diferentes aspectos da saúde mental da população adulta, incluindo a ocorrência de transtornos mentais, fatores associados ao sofrimento psíquico, condições sociais e econômicas e acesso ao cuidado.
João Moraes
Mistério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde



