TECNOLOGIA
Aula inaugural no LNCC debate origens e novos rumos da Inteligência Artificial
TECNOLOGIA
O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC/MCTI) realizou, na última segunda-feira (9), a abertura do Ciclo de Seminários da Pós-graduação 2026. A aula inaugural apresentou a estrutura da nova disciplina “Inteligência Artificial” (GA-035), que passará a integrar o programa de Modelagem Computacional da instituição com uma proposta que une rigor técnico e análise histórica.
A nova disciplina está vinculada à linha de pesquisa “Ensino e História da Inteligência Artificial”, do grupo Futuros Turing. O objetivo central é capacitar os estudantes a avaliarem as metodologias de IA não apenas por sua funcionalidade atual, mas por meio de uma visão crítica sobre suas transformações culturais e econômicas ao longo das décadas.
Ministrada pelo tecnologista Bernardo Nunes Gonçalves, a palestra detalhou como o novo curso pretende diferenciar-se das abordagens tradicionais. O pesquisador explicou que, enquanto o ensino da área costuma focar no conceito moderno de “agentes inteligentes” consolidado nos anos 1990, a nova disciplina do LNCC retoma a definição clássica da década de 1950, inspirada nos trabalhos de Alan Turing sobre a imitação do comportamento humano.
Para Gonçalves, essa retomada histórica permite compreender melhor a evolução da área. “Coloca-se a questão de saber se a definição clássica não apresenta maior flexibilidade do que a moderna para explicar a capacidade da área de incorporar técnicas matemáticas e computacionais tão diversas”, pontuou o palestrante durante a apresentação no Auditório A.
O seminário foi aberto ao público e contou com transmissão ao vivo. A gravação da aula inaugural permanece disponível para consulta no canal oficial do LNCC no YouTube.
TECNOLOGIA
MCTI reforça apoio à ética na pesquisa durante 72ª Reunião Ordinária do Concea
A 72ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), debateu, nesta terça-feira (13), temas ligados à ética na pesquisa científica, regulamentação de biotérios e fortalecimento de métodos alternativos ao uso de animais em experimentação.
Durante a reunião, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, reforçou o apoio institucional do ministério às atividades do conselho e destacou a relevância do trabalho técnico desenvolvido pelos conselheiros e pelas Comissões de Ética no Uso de Animais (CEUAs). “Vocês merecem, sim, os nossos aplausos, porque é um trabalho árduo, um trabalho em que vocês se dão de corpo e alma. E de extrema importância”, afirmou a secretária durante participação no plenário.
Criado pela Lei Arouca (Lei nº 11.794/2008), o CONCEA é responsável por formular e zelar pelo cumprimento das normas relativas à utilização de animais em ensino e pesquisa científica no Brasil. O colegiado integra a estrutura do MCTI e atua na regulamentação, credenciamento e fiscalização de instituições que criam, mantêm ou utilizam animais para atividades científicas.
Ao longo dos últimos anos, o MCTI e o CONCEA vêm atuando conjuntamente em ações voltadas ao fortalecimento da ética na pesquisa animal, incluindo visitas técnicas a instituições de pesquisa, atualização de normativas e incentivo ao desenvolvimento de métodos substitutivos à experimentação animal.
Investimento em métodos alternativos
A secretária também destacou o lançamento da Chamada CNPq/MCTI nº 11/2026, voltada ao fortalecimento da Rede Nacional de Métodos Alternativos (Renama) e às Novas Metodologias de Abordagem (NAMs). O edital prevê investimento de R$ 50 milhões em projetos de pesquisa relacionados à substituição, redução e refinamento do uso de animais em atividades científicas.
“Esse edital envolveu o nosso conselho, responsável por estabelecer as diretrizes e testar a validade regulatória das inovações, e a Anvisa também, que incorpora as novas metodologias ao processo regulatório”, afirmou.
Segundo Andrea, o edital representa um avanço estratégico para a ciência nacional e busca ampliar a capacidade dos laboratórios brasileiros no desenvolvimento e validação de métodos alternativos reconhecidos pelo CONCEA.
Outro tema abordado foi o processo de licenciamento de biotérios e instalações de experimentação animal. Andrea afirmou que o ministério acompanha as discussões sobre adequação das estruturas de pesquisa e trabalha, em conjunto com o conselho, em um mapeamento nacional das instalações.
“A gente tem que fazer isso com muita parceria e lembrando que a legislação, a regulamentação é fundamental. A gente tem que ter pesquisa de qualidade, fundamentada, mantendo os cuidados dos animais e olhando também para a nossa realidade”, finalizou.
A secretária também colocou a estrutura do ministério à disposição para apoiar a realização do VI Simpósio do CONCEA, previsto para agosto deste ano. A reunião contou ainda com a participação da coordenadora da Secretaria-Executiva do CONCEA, Márcia dos Santos Gonçalves.
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