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Com apoio do MCTI, simpósio internacional discute violência, informação e direitos da mulher
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O Rio de Janeiro (RJ) será palco, de 9 a 11 de junho, do II Simpósio Internacional sobre Violência, Informação e Direitos da Mulher. Em formato híbrido, o encontro vai reunir pesquisadoras e pesquisadores do Brasil e do exterior para ampliar o debate sobre como os ecossistemas informacionais impactam as diferentes formas de violência de gênero, a partir do tema Interseccionalidade, Direitos Humanos e Ecossistemas Informacionais. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A idealizadora do evento e professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Bruna Lessa, explica que o objetivo do simpósio é ser um espaço de trocas de ideia e formulação de novos ideias. “A expectativa é que a realização do II Simpósio no Brasil aprofunde o debate em suas múltiplas dimensões, consolidando o evento como um espaço internacional de reflexão científica, intercâmbio acadêmico e produção de subsídios teóricos e metodológicos para a formulação de políticas públicas, práticas informacionais inclusivas e estratégias de enfrentamento à violência de gênero”, afirma Bruna.
Alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (Igualdade de Gênero) da Agenda 2030 da ONU e em diálogo com a proposta brasileira do ODS 18, o Simpósio busca aprofundar o debate acadêmico e contribuir para o fortalecimento da atuação da ciência brasileira na promoção da equidade.
Para o MCTI, a participação do Ibict reforça o compromisso institucional com a produção de conhecimento voltado ao enfrentamento das desigualdades e à promoção dos direitos das mulheres, consolidando a transversalidade do tema no campo científico.
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MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.


