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CTI Renato Archer inaugura Parque Tecnológico e fortalece o ecossistema de inovação de Campinas

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A cidade de Campinas, reconhecida por sua vocação para a ciência, inovação e tecnologia, recebe do Governo Federal um novo Parque Tecnológico. Localizado no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CTI-Tec foi oficialmente aberto nesta sexta-feira (4), reforçando o papel estratégico do município no desenvolvimento científico e na política de reindustrialização do país. A cerimônia contou com a presença da ministra Luciana Santos, da diretora-geral do CTI, Juliana Daguano, além de representantes da Finep e autoridades locais.

O CTI-Tec é o único parque tecnológico federal no Estado, e o primeiro prédio inaugurado será destinado a empresas emergentes em áreas correlatas às de atuação do CTI Renato Archer, incluindo startups a serem acolhidas na incubadora do CTI-Tec. O parque contará com novas etapas de implantação, que preveem a construção de outras facilidades, para que se fortaleça como um espaço de inovação.

Durante o discurso, a ministra enfatizou que esse é um dos principais compromissos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): promover essa transformação, e que o CTI-Tec representa um passo concreto nesse sentido.

“A inauguração das operações do CTI-Tec, do primeiro prédio do módulo tecnológico, é mais uma etapa dessa construção que ajuda a materializar o pensamento de estrutura em que ciência, tecnologia e inovação impulsionam o crescimento do Brasil e a melhoria da qualidade de vida da nossa população”.

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A diretora-geral do CTI, Juliana Daguano, disse que a cidade tem um papel de destaque na área de tecnologia e inovação com a presença de universidades, centros de pesquisas e, agora, mais um Parque Tecnológico.  “O CTI-Tec vem justamente somar forças nesse ecossistema. Nós temos instituições que são referências mundiais aqui em Campinas. Mas o que diferencia é nossa vocação como parque tecnológico, é atuar em saúde avançada, via tecnologia. A segunda, é o compartilhamento da expertise em pesquisa aplicada e a infraestrutura ímpar, dos laboratórios multiusuários”, ressaltou a gestora.

A ideia é que o CTI Renato Archer se torne um veículo para o apoio à geração de inovações em bens e serviços de interesse da sociedade brasileira, uma vez que o seu parque tecnológico deverá funcionar como um fator de aceleração a esse processo, a partir da proximidade entre os agentes e do compartilhamento de uma infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica complexa e moderna, no contexto do Marco Legal da Inovação.

“Nós concentraremos o apoio em iniciativas ligadas à saúde avançada e indústria 4.0, indo de temas que compreendem manufatura aditiva, impressão 3D, biofabricação, inteligência artificial, machine learning, míssil nanoeletrônico, sensores, internet das coisas e robótica, apenas para citar alguns dos temas que serão apoiados na nossa iniciativa”, pontuou o coordenador do CTI-Tec Fernando Ely.

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A comitiva, liderada pela ministra Luciana Santos, também visitou o local e conheceu as novas instalações do CTI Renato Archer.

“O CTI-Tec se insere em um contexto mais amplo de política pública. O nosso ministério, hoje, está plenamente integrado à Nova Indústria Brasil (NIB), uma iniciativa fundamental para a reindustrialização do país, com base na inovação”, destacou a ministra.

Investimentos

O projeto do CTI-Tec foi construído ao longo dos anos. Parte dos recursos foram aprovados em Chamada Pública do MCTI e da Finep, específica para parques tecnológicos. De 2023 até 2025, o MCTI, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e Finep, liberou mais de R$ 3 milhões.

Os recursos fazem parte de um montante que a pasta vem investindo nos últimos anos. Desde o início do governo foram R$ 760 milhões para apoiar parques tecnológicos e centros de inovação pelo Brasil.

“O Parque Tecnológico do CTI Renato Archer é um espaço de conexão e oportunidade. Nós vivemos tempos de transformação tecnológica acelerada, impulsionadas por inovações que envolvem o presente e o futuro, e o MCTI, que está completando 40 anos, tem se destacado ao longo da sua história como protagonista de um apoio a esse movimento inovador”, afirmou Luciana Santos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Governo do Brasil lança edital de arborização e mapeamento de ilhas de calor

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O Governo do Brasil anunciou a destinação de R$ 19 milhões para o financiamento de projetos de arborização e da plataforma Geocau de mapeamento de calor. Os anúncios ocorreram durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes, em Brasília (DF). As ações integram o projeto CITinova II, estruturado por meio de uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério das Cidades.

Nos últimos 11 anos, o mundo tem enfrentado os períodos mais quentes da história, segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO). Esses impactos são sentidos mais intensamente nas cidades. Por isso, o edital ArborizaCidades alocará os R$ 19 milhões a partir do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e do Fundo Clima. A chamada pública é direcionada a municípios com população de 20 mil a 750 mil habitantes, com teto de R$ 2 milhões por projeto e prazo de execução de 36 meses.

Na área de monitoramento, o sistema Geocau foi desenvolvido com a Embrapa Agricultura Digital. A plataforma cruza dados de temperatura com a malha de setores censitários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permitindo a visualização de ilhas de calor em todos os municípios brasileiros. Como suporte, o governo lançou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, composta por cinco volumes. A publicação contou com o trabalho de 580 autores e colaboradores de cerca de 90 instituições de todo o Brasil.

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Impactos climáticos

A coordenadora-geral de Ecossistemas e Biodiversidade (CGEB), Claudia Morosi Czarneski, relatou a centralidade das áreas urbanas no cenário climático. “É nelas que se concentra a maior parte da população, da atividade econômica e das emissões de gases de efeito estufa.” Segundo a coordenadora, os impactos climáticos, como enchentes e ondas de calor, afetam diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas.

Para mitigar esses efeitos, o governo utiliza Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Czarneski detalhou que “áreas verdes, corredores ecológicos, parques urbanos, arborização e sistemas naturais de drenagem são exemplos de intervenções que geram múltiplos benefícios: reduzem riscos, melhoram a qualidade de vida, fortalecem a resiliência e contribuem para a mitigação das mudanças climáticas”. Ela acrescentou que a expansão dessas áreas e a arborização podem reduzir as temperaturas e combater ilhas de calor.

Financiamento e articulação

A viabilização econômica das propostas é um dos eixos do projeto CITinova II. A coordenadora definiu a iniciativa como uma ação que “reconhece a complexidade dos desafios urbanos e busca integrar planejamento, governança e financiamento para promover transformações estruturais”.

Sobre a mobilização de capital, Claudia pontuou a necessidade de fortalecer mecanismos financeiros nacionais. “Isso significa mobilizar recursos e criar condições para que projetos com foco em clima e biodiversidade sejam estruturados de forma adequada, tornando-se financiáveis e atrativos”. O objetivo é apoiar estados e municípios na incorporação das temáticas de clima desde a concepção das iniciativas.

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O Encontro do Programa Cidades Verdes e Resilientes é promovido pelo MMA, em parceria com Ministério das Cidades, MCTI, Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e Cool Coalition, além do apoio da C40, GCoM, WRI, ICLEI, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde e CCFLA. Atualmente, o programa tem a adesão de 1,3 mil municípios (23% do total nacional) e a iniciativa AdaptaCidades presta assistência técnica a 581 prefeituras, englobando 53 milhões de pessoas.

A programação também inclui o Programa Mutirão Brasil, com sessões técnicas sobre planejamento climático na Amazônia e gestão de resíduos, além da apresentação da Bússola Climática, ferramenta baseada em inteligência artificial para apoio à tomada de decisão climática com base em dados. Conforme concluiu Czarneski, “o enfrentamento do calor extremo e das mudanças climáticas exige ação coordenada, inovação e compromisso”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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