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Em artigo na Folha de S.Paulo, Luciana Santos e ex-ministros destacam os 40 anos do MCTI

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Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, neste domingo (30), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e 12 ex-titulares da pasta de diferentes gestões destacam os 40 anos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI),  O texto traz um breve histórico da criação do MCTI em um período importante para a redemocratização do país e reforça a relevância da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento e soberania nacionais.

“A criação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e sua continuidade ao longo das décadas, representa a materialização do compromisso do Brasil com o futuro. Nesses 40 anos, o MCTI celebra um futuro em que a Ciência e a Tecnologia são mais do que um instrumento de progresso e soberania nacional e tecnológica, são um pilar fundamental para a construção de uma nação mais justa, democrática e próspera para todos”, apontou o artigo.

O texto ainda ressalta o avanço dos projetos estratégicos de C&T, o que só foi possível com a liberação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

“As perspectivas para a implementação dessa política de Estado se ampliaram significativamente com a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei que transformou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) em fundo financeiro e possibilitou a recomposição e liberação integral dos seus recursos”, registra o texto.

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“Isso permite ao ministério focar investimentos expressivos e crescentes na estruturação de novas bases tecnológicas para o desenvolvimento industrial do Brasil (a Nova Indústria Brasil, NIB) e na viabilização de grandes projetos de infraestrutura de pesquisa, como o supercomputador para IA, o Laboratório de Máxima Contenção Biológica (Orion), o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) e os satélites CBERS 5 e 6, entre outros”, completa.

Assinam a publicação a ministra Luciana Santos e os ex-ministros Paulo Alvim, Marcos Pontes, Gilberto Kassab, Celso Pansera, Aldo Rebelo, Clélio Campolina Diniz, Aloizio Mercadante, Sérgio Rezende, Roberto Amaral, Luiz Carlos Bresser-Pereira, José Israel Vargas e José Goldemberg.

Acesse pelo link o artigo “Ciência, tecnologia e inovação: um compromisso com o futuro do Brasil”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Brasil fortalece cooperação internacional para transformar compromissos climáticos em projetos financiáveis

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Transformar compromissos climáticos em soluções concretas para a população passou a ser uma das prioridades estratégicas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em meio ao avanço dos eventos extremos, da pressão sobre os sistemas produtivos e da necessidade de acelerar a transição ecológica, o governo brasileiro tem ampliado sua atuação internacional para fortalecer mecanismos capazes de conectar ciência, financiamento e tecnologia. 

Nesse contexto, o ministério conta com o apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) na construção de propostas técnicas para apoiar a implementação dos compromissos firmados durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30), em novembro de 2025, por meio do Programa de Implementação Tecnológica de Belém (BTIP, na sigla em inglês). A iniciativa integra o Mecanismo de Tecnologia da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e busca ampliar o uso de tecnologias climáticas em países em desenvolvimento. 

A atuação brasileira ganhou ainda mais relevância após o País assumir, pela primeira vez, a presidência do Comitê Executivo de Tecnologia da UNFCCC, órgão responsável por produzir análises e recomendações sobre desenvolvimento e transferência de tecnologias climáticas. O posto passou a ser ocupado pelo coordenador de Assuntos Científicos e Tecnológicos do Departamento de Clima do Ministério das Relações Exteriores, Pedro Ivo Ferraz da Silva. Segundo o diplomata, os estudos recentes elaborados pelo CGEE ajudam a estruturar os próximos passos da agenda climática internacional. 

“O Brasil tem trabalhado e refletido muito sobre como operacionalizar o BTIP. As publicações recentes do CGEE devem nos ajudar a pensar em quais mecanismos criar e quais arranjos de processos estabelecer para efetivamente colocar em prática o que foi decidido em Belém”, afirmou. 

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o BTIP representa uma nova etapa da agenda climática internacional, baseada na capacidade dos países de transformar conhecimento científico em soluções aplicadas e ampliar o uso de tecnologias climáticas. 

“Não existe enfrentamento da crise climática sem ciência, tecnologia e inovação. O que o Brasil está defendendo no âmbito do BTIP é que os países em desenvolvimento tenham condições reais de acessar tecnologias, fortalecer suas capacidades nacionais e transformar conhecimento em soluções concretas para proteger a população, gerar desenvolvimento sustentável e construir soberania tecnológica. A agenda climática do futuro passa necessariamente pela capacidade de implementar inovação em larga escala”, afirmou a ministra. 

Da assistência técnica à implementação 

Os estudos desenvolvidos pelo CGEE partem de um diagnóstico recorrente nas negociações internacionais sobre clima: fragmentação entre assistência técnica, financiamento, regulação e implementação de projetos. 

Segundo os documentos, a principal barreira para ampliar tecnologias climáticas não é a ausência de soluções técnicas, mas a dificuldade de transformar prioridades nacionais em projetos financiáveis e executáveis — processo conhecido como vale da morte da inovação climática. 

Para enfrentar esse desafio, o centro elaborou dois documentos voltados à operacionalização do BTIP. 

O primeiro é o Position Paper Operationalising the Belém Technology Implementation Programme From Mandate to Action: A Proposal for Integrated Implementation Position. O texto apresenta sugestões para estruturar mecanismos permanentes de coordenação, financiamento e implementação tecnológica climática. 

Programa de Implementação Tecnológica de Belém - BTIP (1).png
Ascom/MCTI

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O estudo propõe substituir modelos fragmentados de financiamento por portfólios programáticos de tecnologia, capazes de reunir projetos de diferentes setores e países em programas estruturados e financiáveis. A medida busca ampliar escala, reduzir riscos e atrair recursos internacionais. 

Nova arquitetura para ação climática 

O segundo documento, intitulado A New Architecture for Climate Technology Implementation: The Belém Technology Implementation Programme (BTIP) in Practice, apresenta uma análise sobre as mudanças institucionais aprovadas na COP30 e propõe uma estrutura integrada para acelerar a implementação tecnológica climática.  

O texto defende a transição de um modelo baseado em projetos isolados para uma arquitetura coordenada, orientada à implementação em larga escala e à integração entre inovação, financiamento e políticas públicas.  

MECANISMOS PARA ACELERAR A IMPLEMENTAÇÃO DE TECNOLOGIAS CLIMÁTICAS (1).png
Ascom/MCTI

Os documentos também reforçam a importância da cooperação Sul-Sul, da valorização de tecnologias desenvolvidas localmente e da inclusão de comunidades vulneráveis, povos indígenas, mulheres e juventudes nos processos de implementação climática. 

Ciência, clima e desenvolvimento 

A agenda climática tem sido tratada pelo MCTI como uma das áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional. Nos últimos anos, o ministério ampliou iniciativas ligadas ao monitoramento ambiental, transição energética, bioeconomia, inteligência artificial aplicada ao clima e fortalecimento da infraestrutura científica voltada à sustentabilidade. 

Segundo o CGEE, o objetivo do BTIP é justamente criar mecanismos permanentes capazes de integrar prioridades climáticas, financiamento e implementação tecnológica em larga escala, fortalecendo a capacidade dos países em desenvolvimento de executar projetos estruturantes alinhados ao Acordo de Paris. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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