TECNOLOGIA
Empresa apresenta protótipo de síntese e purificação de e-Metanol ao MCTI
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu, nesta quarta-feira (9), representantes da empresa GoVerde na sede da pasta, em Brasília. Durante o encontro, o diretor de desenvolvimento da companhia, Leandro Guerrero, apresentou um protótipo de síntese e purificação de e-Metanol, composto renovável que pode substituir os combustíveis fósseis.
A empresa propõe a construção de uma fábrica na região Nordeste para a produção do primeiro metanol verde da América Latina. “Nosso objetivo é a produção em escala industrial. Nós temos parceria com uma empresa alemã que já produz o metano verde e que vai nos transferir sua expertise tecnológica para conseguirmos fazer o melhor trabalho”, afirma o diretor de desenvolvimento da empresa.
“O projeto dialoga diretamente com a nossa agenda governamental de desenvolvimento. Por conta das nossas universidades e dos nossos pesquisadores, nós temos toda a disposição e domínio científico e tecnológico para trabalhar nesse projeto que é tão importante”, disse a ministra.
O e-Metanol, também conhecido como metanol verde ou álcool metílico, é um composto químico que pode ser utilizado como combustível líquido de baixo carbono e é uma alternativa aos combustíveis fósseis, além de suas funções como solvente e anticongelante. Ele é produzido a partir do hidrogênio de maneira renovável e que não gera emissão de poluentes.
Além da parceria internacional, o projeto da GoVerde ainda conta com o apoio do professor de engenharia química e coordenador do Laboratório de Combustíveis da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Florival Carvalho para o desenvolvimento do conhecimento técnico do protótipo. Segundo Guerrero, o protótipo já foi apresentado a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e deve ser protocolado em uma chamada até o fim do mês para receber apoio.
Também participaram da reunião o CEO da empresa, Ricardo Junqueira, e o diretor Financeiro, de Crédito e Captação (DRFC) da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Márcio Stefanni.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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