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Mais Ciência na Escola em Pernambuco ganha reforço e dobra número de escolas atendidas
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O programa Mais Ciência na Escola em Pernambuco vai receber um reforço financeiro de R$ 7,5 milhões para ampliar as atividades. Com o recurso, o alcance dobra: mais 75 escolas serão atendidas e 750 estudantes impactados, em 23 municípios. Agora, com o investimento total de R$ 15 milhões, o programa vai envolver 150 escolas e 1,5 mil alunos. Nesta nova etapa no estado, a iniciativa é desenvolvida em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE) e faz parte da Rede Mais Ciência na Escola — UPE na Escola, as Mãos na Ciência.
“Quando esse projeto chega às escolas, ele não leva apenas equipamentos, mas possibilidades: a chance de uma menina se enxergar como cientista e a oportunidade de um jovem descobrir que pode transformar a sua realidade por meio do conhecimento. Com o programa, os estudantes passam a entender que o conhecimento também pertence a ele”, disse a titular do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, durante a cerimônia de lançamento da nova etapa do programa em Pernambuco, nesta quinta-feira (30).
Para a coordenadora da rede, Luciana Coutinho, quando a ciência, a tecnologia e a criatividade encontram a educação pública, a escola passa a fazer mais sentido. “Hoje não é apenas o lançamento de um projeto, mas o encontro entre a escola e o mundo. Entre o que somos hoje e o que podemos nos tornar. Quando falamos das escolas que fazem parte dessa iniciativa, não estamos falando de números, mas de pessoas, de histórias, de territórios”, afirmou.
O programa agora chegará aos municípios Buenos Aires, Carpina, Nazaré da Mata, Paudalho, Recife, Paulista, Camaragibe, Águas Belas, Canhotinho, Inajá, Lajedo, Garanhuns, Altinho, Arcoverde, Bonito, Capoeiras, Chã de Alegria, Gameleira, Ibimirim, Moreno, Pesqueira, Poção e Sanharó.
Segundo a ministra, o programa é uma escolha política, uma prioridade e um compromisso com o País. “A ciência não é feita por máquinas, mas por gente. Ela é feita por estudantes curiosos e professores comprometidos, por comunidades que resistem e reinventam suas formas de existir. Quando a ciência dialoga com a realidade local, ela deixa de ser abstrata e passa a ser ferramenta de transformação social. A ciência precisa estar onde o povo está”, afirmou a ministra.
Em 2025, o MCTI já havia lançado a primeira etapa do programa no Sertão, em parceria com o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE). No primeiro momento, foram 75 escolas atendidas e 750 alunos beneficiados com o programa em quatro regiões de desenvolvimento do estado.
A coordenadora regional da iniciativa e professora de química da UPE, Lidiane Lima, comemora a nova etapa. “O projeto vai não somente impactar a vida desses estudantes, como vai movimentar todo o ecossistema de Pernambuco, trazendo mais ciência, tecnologia e inovação”, disse.
Lançado em 2024, o programa tem o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica com a implementação de laboratórios Mão na Massa, espaços montados dentro das escolas públicas em que os estudantes colocam em prática ideias e criações inovadoras. A iniciativa ainda oferece formação de professores e bolsas para educadores e alunos.
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Plano Safra 2026/2027 amplia crédito para o agro e reforça papel da ciência e da inovação na modernização do campo
O Governo do Brasil lançou, nesta terça-feira (30), o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção agropecuária brasileira. O volume representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla recursos para custeio, comercialização e investimentos, além de novas condições de financiamento voltadas à modernização da atividade agrícola, ao aumento da produtividade e à incorporação de tecnologias no campo.
Entre as medidas destacadas durante a cerimônia está a linha de R$ 10 bilhões para máquinas e equipamentos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a inovação na agropecuária, estimular a renovação do parque de máquinas agrícolas e fortalecer a indústria nacional.
O novo Plano Safra destina R$ 384,9 bilhões às operações de custeio e comercialização e outros R$ 140,2 bilhões para investimentos. Os recursos poderão ser utilizados em iniciativas como irrigação, armazenagem, construção e ampliação de estruturas produtivas, recuperação de áreas, aquisição de máquinas e implementos agrícolas e incorporação de novas tecnologias ao processo produtivo. Também foram ampliados os recursos destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que passa a contar com R$ 72,6 bilhões para financiamento da produção.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, os resultados alcançados pela agropecuária brasileira refletem uma combinação entre investimento público, desenvolvimento científico e decisão política.
“Acabamos de participar de mais um anúncio do Plano Safra, esse que é um símbolo dos investimentos que fizeram com que este País fosse um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Isso é ciência, isso é tecnologia, isso é decisão política do presidente Lula.”
Durante a solenidade, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o objetivo do governo foi ampliar o volume de recursos ao mesmo tempo em que reduziu o custo do financiamento aos produtores. “Esse era o objetivo, aumentar o Plano Safra e reduzir os juros. Menor juros com maior volume de recurso para o Plano Safra.”
Alckmin também enfatizou que o desempenho recente da agropecuária brasileira está associado a um conjunto de políticas públicas de fortalecimento da infraestrutura logística, da indústria nacional, da abertura de mercados internacionais e da produção de insumos estratégicos, criando condições para ampliar a competitividade do setor e garantir maior segurança para os produtores rurais.
Ao apresentar o programa, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que o Plano Safra é resultado de uma política pública construída ao longo de décadas e que continua sendo o principal instrumento de financiamento da agricultura brasileira.
“O Plano Safra faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da agricultura nacional. Nesses três anos e meio de governo Lula, abrimos 642 novos mercados internacionais. Fortalecemos a nossa defesa agropecuária. Esses resultados não são por acaso. São fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições.”
Segundo o ministro, o fortalecimento da pesquisa agropecuária tem sido uma das bases dessa estratégia. Ele lembrou que o governo triplicou os investimentos destinados à Embrapa, reinseriu a empresa no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), autorizou concurso público após 14 anos sem novas contratações e ampliou os investimentos no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Esses resultados são fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições”, disse.
Ciência e inovação impulsionam a modernização do campo
O destaque dado à ciência, tecnologia e inovação integra o programa Move Brasil para Máquinas e Implementos Agrícolas e busca ampliar o acesso a equipamentos mais modernos, aumentar a produtividade e estimular a inovação na indústria nacional.
Ao apresentar as medidas do novo Plano Safra, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou a atuação conjunta entre a equipe econômica e o MCTI na construção dessa política.
“Nós vamos tratar de linhas de inovação junto à Finep. Aqui faço um agradecimento à ministra Luciana. Estamos trabalhando nessa linha de 10 bilhões para máquinas e equipamentos.”
Apesar de não integrar diretamente o Plano Safra, a modalidade de financiamento de máquinas agrícolas do Move Brasil é complementar às políticas de modernização do parque de máquinas do setor agropecuário e alimenta diretamente a capacidade de produção e estabilidade do público contemplado.


