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MCTI anuncia R$ 84 milhões no Ceará para qualificação em inteligência artificial e inovação

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Com investimento de R$ 84 milhões, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nessa quinta-feira (25), em Fortaleza (CE), três novos projetos de Residência em Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). As iniciativas vão preparar milhares de brasileiros para atuar em áreas estratégicas, aproximando estudantes, pesquisadores, universidades e empresas dos desafios tecnológicos que já moldam o presente e definirão o futuro do país.

O lançamento ocorreu durante o evento +TIC Ceará e integra as ações do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) para ampliar a formação de profissionais qualificados e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções tecnológicas. Os projetos abrangem inteligência artificial generativa, aprendizado de máquina, computação em nuvem, tecnologias imersivas, desenvolvimento de jogos digitais e aplicações voltadas à indústria.

Durante a cerimônia, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que investir em pessoas é o caminho para garantir autonomia tecnológica ao país. “Essas iniciativas têm um objetivo comum, que é formar talentos, reduzir o déficit de profissionais qualificados e preparar o Brasil para dominar as tecnologias portadoras de futuro”, afirmou.

Ao comentar os novos investimentos, a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará, Sandra Monteiro, ressaltou que as iniciativas fortalecem uma política construída de forma colaborativa e ampliam o alcance do ecossistema de inovação cearense. “As políticas públicas na área de tecnologia da informação e da inteligência artificial estão avançando para além do Ceará. Estamos transpondo os nossos limites”, disse.

Os programas

As iniciativas lançadas pelo MCTI abrangem diferentes áreas estratégicas da transformação digital e combinam formação técnica, pesquisa aplicada e aproximação com o setor produtivo. Juntos, os projetos ampliam a qualificação de profissionais em inteligência artificial, desenvolvimento de software, tecnologias imersivas e inovação para a indústria, criando oportunidades para estudantes, pesquisadores e empresas em todo o país. Conheça os programas:

Academia de Talentos com Capacitação e Residência em IA – O projeto vai formar 4 mil participantes em tecnologias consideradas estratégicas para a inteligência artificial, como IA generativa, grandes modelos de linguagem (LLMs), agentes autônomos, aprendizado de máquina e computação em nuvem. Além da formação inicial, metade dos alunos seguirá para trilhas especializadas e 120 residentes participarão de imersões em empresas parceiras por seis meses. A iniciativa também prevê a capacitação de formadores, a articulação com 60 empresas e a criação de uma Rede de Talentos em IA, fortalecendo a formação de profissionais qualificados e ampliando a conexão entre instituições de ensino, pesquisa e setor produtivo em todo o país.

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Programa Industr.IA – Com R$ 58 milhões em investimentos, o programa vai aproximar universidades, instituições de pesquisa e empresas para desenvolver soluções de inteligência artificial aplicadas a desafios concretos da indústria brasileira. A iniciativa mobilizará grupos de pesquisa das cinco regiões do país, fortalecendo a cooperação entre academia e setor produtivo e ampliando o uso da ciência e da inovação para aumentar a competitividade da indústria nacional. Elaborado em parceria com o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop), o projeto reforça o protagonismo das instituições de ensino e pesquisa no desenvolvimento tecnológico do país.

Residência Tecnológica no Desenvolvimento de Software Gráfico em Tempo Real – O projeto vai capacitar 500 estudantes do interior do Ceará para atuar em áreas como jogos digitais, animação, modelagem 3D, computação gráfica e tecnologias imersivas. Após a formação inicial, 50 participantes serão selecionados para uma residência tecnológica com desenvolvimento de projetos em parceria com empresas do setor. A iniciativa fortalece a economia criativa e digital, amplia a formação prática de profissionais e promove inclusão social ao destinar 50% das vagas a afrodescendentes e beneficiários de programas sociais.

Resultados de programas já concluídos

Ainda no evento também foi apresentado o balanço de programas de residência tecnológica apoiados pelo MCTI.

O EmbarcaTech, voltado à formação em sistemas embarcados e Internet das Coisas (IoT), recebeu investimento de aproximadamente R$ 56,7 milhões e capacitou cerca de 6 mil estudantes, incluindo 600 residentes bolsistas, fortalecendo a formação de profissionais para áreas como indústria, saúde, educação e segurança.

Também foram apresentados os resultados do Capacita Brasil, programa que contou com investimento de aproximadamente R$ 35,1 milhões para qualificar 8,4 mil estudantes e jovens em áreas como ciência de dados, computação em nuvem, desenvolvimento de software, redes 5G e programação, além de competências voltadas ao empreendedorismo e à inserção no mercado de trabalho.

Ao comentar os resultados dos programas e os novos investimentos anunciados, a ministra Luciana Santos destacou que o objetivo é preparar o Brasil para liderar as tecnologias emergentes. “Essas iniciativas têm um objetivo comum, que é formar talentos, reduzir o déficit de profissionais qualificados e preparar o Brasil para dominar as tecnologias portadoras de futuro”, destacou.

Na avaliação do reitor do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Wally Menezes, o balanço reflete uma política de longo prazo que tem ampliado o acesso à educação, à pesquisa e à inovação em todo o país. “Vale muito a pena investir em educação. Nós não podemos parar nunca e jamais de investir em ciência. Para se garantir soberania, precisamos construir juntos”, enfatizou.

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Com os novos projetos, o MCTI amplia a estratégia de formação de talentos para a transformação digital, contribuindo para que o Brasil fortaleça sua capacidade científica, tecnológica e industrial em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.

Para o diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do MCTI, Hugo Valadares, o país vive um momento decisivo para ampliar sua capacidade de desenvolver tecnologias próprias e formar profissionais especializados em inteligência artificial.

“O Brasil tomou uma decisão. Nós não vamos apenas comprar tecnologia, nós vamos desenvolver a tecnologia, nós vamos formar pessoas de altíssima capacidade e vamos ser protagonistas no debate sobre inteligência artificial”, afirmou o diretor.

Ciência e tecnologia pela autonomia das mulheres

Durante a programação, a ministra Luciana Santos também participou da assinatura de um Protocolo de Intenções entre o MCTI, o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal do Ceará (IFCE). O acordo estabelece as bases para uma cooperação institucional voltada à promoção da autonomia econômica, da inclusão produtiva e da qualificação tecnológica de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Luciana Santos ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para mulheres em situação de vulnerabilidade.

“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. Porque a autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra.

A parceria prevê a articulação entre as instituições para estruturar futuras iniciativas de formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social e empreendedorismo, contribuindo para ampliar as oportunidades de inserção produtiva desse público. O protocolo também poderá subsidiar a construção do Programa Resgata Digital, iniciativa voltada ao fortalecimento da autonomia financeira de mulheres por meio da capacitação tecnológica.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ministra Luciana Santos lança iniciativa do MCTI e da Embrapa que levará tecnologia social a sete estados do Nordeste

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A água que sobra dos dessalinizadores, normalmente descartada por ser muito salgada, pode passar a ser fonte de produção de alimentos, geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar no Semiárido. Essa é a proposta do projeto Sal da Terra, lançado nesta sexta-feira (26), em Petrolina (PE), pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Desenvolvida pela Embrapa Semiárido, a proposta surgiu de uma encomenda tecnológica realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes). O projeto recebeu investimento de R$ 21 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Ao longo de três anos, a iniciativa será implantada em comunidades atendidas pelo Programa Água Doce, iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), localizadas em sete estados do Nordeste — Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte — e vai levar tecnologias para que a população rural aproveite de forma sustentável a água salobra e o concentrado salino produzido pelos sistemas de dessalinização.

Durante o lançamento, Luciana Santos afirmou que o projeto mostra como a ciência pode responder a problemas concretos da população. “Estamos falando de um projeto que representa bem o papel da ciência no Brasil, que é converter conhecimento em solução concreta para melhorar a vida das pessoas. Transformar, pelo conhecimento brasileiro, o rejeito salino gerado pelos sistemas de dessalinização em oportunidade produtiva, promovendo o uso sustentável da água, a segurança hídrica e alimentar, a geração de renda e o fortalecimento da agricultura familiar.”

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A diretora-executiva de Inovação, Negócios e Transferências de Tecnologias da Embrapa, Ana Margarida Castro Euler, afirmou que o projeto atende necessidades atuais de todo o globo. Para ela, a gestão dos recursos naturais, da inclusão socioprodutiva e da bioeconomia são indispensáveis no desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação diante às mudanças climáticas.

“Esse projeto é fundamental para adaptação ao clima, para convivência com a seca, para produção de uma fruticultura. Para uma produção de alimentos que não só alimenta todos nós, brasileiros, mas o mundo inteiro”, disse.

Desafio ambiental

Em muitas comunidades do Semiárido, a água disponível no subsolo é salobra — contém uma concentração de sais que a torna imprópria para o consumo humano. Para garantir água potável, são utilizados sistemas de dessalinização, que separam a água dos sais por meio de membranas filtrantes.

O processo, no entanto, produz dois resultados: de um lado, a água própria para consumo; de outro, um concentrado salino, conhecido como rejeito da dessalinização. Quando descartado sem tratamento, esse material pode provocar salinização do solo e contaminação de áreas ao redor dos dessalinizadores.

É justamente sobre esse desafio que atua o projeto Sal da Terra. Em vez de tratar o concentrado salino como um resíduo, a iniciativa desenvolve tecnologias para incorporá-lo a sistemas produtivos adaptados às condições do Semiárido.

Na prática, o Sal da Terra vai implantar e recuperar 50 Unidades Produtivas de Agricultura Biossalina, com assistência técnica e capacitação para cerca de 700 agricultores familiares, técnicos e extensionistas e desenvolver pesquisas voltadas ao cultivo de plantas adaptadas à salinidade, produção de bioinsumos, criação de tilápias, cultivo de microalgas e aprimoramento de sistemas de irrigação para regiões com escassez de água.

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Segundo a ministra, o projeto demonstra que investimentos em ciência podem gerar impactos econômicos, sociais e ambientais para a população. “O que antes era um problema ambiental passa a ser parte da solução. É isso que a ciência faz, amplia horizontes. E, no Semiárido, essa capacidade é decisiva.”

FNDCT impulsiona soluções para o Semiárido

O Projeto Sal da Terra integra a estratégia do MCTI de ampliar os investimentos em pesquisa aplicada voltada aos desafios sociais e ambientais do país. Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou que o fortalecimento do FNDCT permitiu retomar investimentos estruturantes em ciência e tecnologia.

“É importante lembrar que o FNDCT, hoje fundamental para impulsionar projetos como este, tinha sido esvaziado no governo anterior e foi integralmente recomposto por decisão política do presidente Lula. Essa foi uma escolha estratégica para o Brasil, que recolocou a ciência, a tecnologia e a inovação no centro do desenvolvimento nacional.”

Em Pernambuco, entre 2023 e 2025, o MCTI já destinou R$ 1,1 bilhão para ações de ciência, tecnologia e inovação. O valor é quase três vezes superior ao registrado entre 2019 e 2022. No mesmo período, foram contratados 15 projetos com a Embrapa, por meio da Finep e do FNDCT, totalizando R$ 100 milhões em investimentos.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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