TECNOLOGIA
MCTI apoia capacitação em saúde digital com nova trilha gratuita da Escola Superior de Redes
TECNOLOGIA
Com foco na transformação digital do setor de saúde, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) apoia o lançamento da nova trilha de capacitação em saúde digital da Escola Superior de Redes (ESR), vinculada à Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). A iniciativa faz parte das ações da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), mantida pelo MCTI, e oferece cursos gratuitos e on-line para qualificação de estudantes, docentes, preceptores e profissionais da saúde.
A trilha inclui dois cursos que abordam temas como tecnologias digitais na prática clínica, políticas públicas em saúde digital, telessaúde, segurança da informação, avaliação de tecnologias e engajamento digital de pacientes.
Confira os cursos:
- Transformação digital em saúde: dos conceitos à prática (30h)
O curso oferece uma imersão nas principais mudanças que vêm redesenhando o setor, com conteúdos sobre saúde digital, privacidade de dados e LGPD, tecnologias aplicadas à prática clínica, telessaúde no Brasil, engajamento digital de pacientes e tendências para o SUS.
A carga horária é de 30 horas, distribuídas em seis módulos, e pode ser concluída ao longo de quatro a seis semanas, com dedicação média de uma a duas horas por dia.
- Saúde e tecnologia: caminhos para o futuro digital (15h)
Em formato de microlearning, o curso apresenta os fundamentos da saúde digital de forma prática e objetiva, incluindo a evolução das tecnologias, políticas públicas, avaliação de tecnologias em saúde (ATS) e redes de apoio, como a própria RUTE.
São cinco unidades de aprendizagem que somam 15 horas de capacitação.
Formação alinhada às políticas públicas
A nova trilha reforça o compromisso do MCTI em estimular a formação continuada de profissionais da saúde e fomentar o uso de tecnologias para ampliar o acesso, a eficiência e a qualidade dos serviços de saúde pública. As trilhas da ESR se alinham à estratégia de transformação digital do Estado brasileiro, conectando conhecimento técnico e inovação social.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas diretamente no site da ESR. Os cursos são gratuitos e acessíveis em todo o território nacional.
TECNOLOGIA
Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade
Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.
Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.
Projetos selecionados
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Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;
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Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc);
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Organização Baniwa e Koripako — Nadzoeri. Parceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);
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Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;
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Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara;
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Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.
Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.
Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.
O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.
Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades.
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