TECNOLOGIA
MCTI, BNDES, Finep e Eletrobras unem esforços para transformar o Rio de Janeiro em hub de IA e data centers
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A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, participou nesta terça-feira (1º/7), no Rio de Janeiro, do seminário “Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial”, promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Durante o evento, foi assinado um protocolo de intenções para o desenvolvimento do projeto Rio IA Siri, que busca posicionar a cidade como um hub de data centers e inteligência artificial na América Latina.
O seminário antecede a 17ª Cúpula de Líderes do BRICS e reuniu, além da ministra Luciana Santos, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck e o diretor do BNDES, Nelson Barbosa. A programação discutiu governança, políticas públicas, infraestrutura sustentável e perspectivas do uso da IA no Brasil e no mundo.
Em sua fala, a ministra Luciana Santos destacou o compromisso do governo em colocar a inteligência artificial a serviço de um projeto nacional, que una inovação e justiça social. Ela ressaltou a importância do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 e já conta com cerca de 31% das ações propostas concluídas ou em andamento.
“O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação está comprometido em colocar a inteligência artificial a serviço de um projeto nacional, de crescimento com justiça social e equidade. Isso exige visão estratégica, coordenação entre setores e investimentos robustos”, afirmou a ministra do MCTI.
A ministra Esther Dweck destacou que o avanço digital pode ser uma ferramenta poderosa para reduzir desigualdades e alavancar o desenvolvimento econômico e social do Brasil. “Essa revolução tecnológica tem um potencial positivo muito grande, mas dependendo da forma como ela correr, pode acentuar ainda mais as desigualdades já existentes hoje”, disse.
Ela também mencionou a importância de coordenar ações entre o setor público e o privado, para garantir que o Brasil não fique para trás na nova revolução tecnológica e que aproveite as oportunidades estratégicas no cenário global.
Projeto Rio IA Siri
O protocolo de intenções assinado no evento une BNDES, MCTI, Finep, Eletrobras e a Prefeitura do Rio para desenvolver o projeto Rio IA Siri. A iniciativa busca consolidar a capital fluminense como um centro estratégico de data centers e IA no continente, estimulando a economia local e fortalecendo a capacidade tecnológica do Brasil.
O diretor do BNDES, Nelson Barbosa, ressaltou que o Brasil já superou grandes desafios no passado, como a crise do petróleo nos anos 1970, e que pode novamente liderar transformações tecnológicas com políticas públicas persistentes e investimentos em capital humano.
“Fizemos isso no passado, podemos fazer isso no futuro. Em todos esses casos, foi importante ter a persistência de política pública, porque o sucesso leva alguns anos e, sobretudo, combinar investimento não só em infraestrutura física, mas também em capital humano”, afirmou o Diretor.
Além de atrair data centers e investimentos, o protocolo prevê o apoio à formação e capacitação de profissionais especializados, fortalecendo a base nacional de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. O MCTI atuará no apoio à formação de recursos humanos qualificados para a implantação de data centers, em sintonia com o PBIA. Adicionalmente, as empresas fabricantes de equipamentos para data centers, beneficiárias da Lei de TICs, ampliarão os investimentos em pesquisa e desenvolvimento com o aumento da produção.
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MCTI e MTE lançam edital de R$ 100 milhões para inovação em economia solidária em todo País
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançaram, nesta sexta-feira (3), edital que destina R$ 100 milhões para projetos de inovação tecnológica para a economia solidária. Os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), serão destinados a incubadoras tecnológicas de cooperativas populares (ITCPs) vinculadas a universidades e institutos federais, no âmbito do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc).
O edital prevê o financiamento de projetos com valores de R$ 1,5 milhão a R$ 3 milhões e duração de até dois anos. As propostas deverão contemplar ações de desenvolvimento e difusão de tecnologias sociais para apoiar empreendimentos econômicos solidários, incluindo atividades de assessoria técnica, formação e extensão universitária de desenvolvimento territorial.
Os projetos selecionados serão executados por agências de inovação e incubadoras tecnológicas vinculadas a instituições de ensino superior e à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O Proninc reúne iniciativas de apoio às incubadoras tecnológicas de cooperativas populares, promovendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e empreendimentos da economia solidária. O programa contempla ações de desenvolvimento de tecnologias sociais e fortalecimento da capacidade técnica desses empreendimentos.
A secretária de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes) do MCTI, Germana Pires Coriolano, ressaltou que o edital simboliza a retomada de políticas públicas voltadas à economia solidária e ao desenvolvimento inclusivo. “A ciência acontece quando a universidade trabalha ao lado de uma cooperativa para melhorar a produção, quando uma tecnologia social ajuda uma comunidade a gerar mais renda ou quando o conhecimento acadêmico encontra soluções para desafios concretos vividos pelas pessoas. É exatamente essa ciência, comprometida com o desenvolvimento dos territórios, que nós estamos fortalecendo hoje”, afirmou.
Durante a cerimônia, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a economia solidária deve ser compreendida como estratégia permanente de desenvolvimento. “A retomada do programa priorizou a reconstrução da economia solidária enquanto estratégia de inclusão produtiva, sendo a inovação tecnológica uma ferramenta frente aos problemas reais de logística e infraestrutura dos trabalhadores pobres. E, ao mesmo tempo, integrando o conhecimento sistematizado das universidades com o conhecimento popular dos territórios, o MTE e o MCTI estão colocando a ciência e a tecnologia a serviço da inclusão produtiva”, frisou.
O edital na Bahia aloca R$ 100 milhões para incubadoras populares do Estado via Universidade Federal da Bahia (UFBA) em tecnologias de inovação. Desde 2013, o MCTI retomou as políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social e ampliou os investimentos em ciência e tecnologia. Somente na Bahia, mais de R$ 1,3 bilhão foi investido de 2023 a 2025 para fortalecer pesquisa, inovação formação de recursos humanos e infraestrutura científica.
Segundo a gerente do Departamento Regional Centro-Oeste da Finep, Julieta Palmeira, a financiadora fortalece a capacidade das universidades e institutos federais de transformar conhecimento científico em soluções voltadas às demandas da população, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento territorial e melhoria da qualidade de vida.


