TECNOLOGIA
MCTI e CNPq lançam edital para apoiar eventos nacionais e internacionais de empreendedorismo e inovação
TECNOLOGIA
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participa nesta quarta-feira (23), às 14h, na sede do MCTI, do lançamento da chamada de Apoio a Eventos de Promoção do Empreendedorismo e da Inovação no Brasil. O edital do MCTI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai investir quase R$ 3 milhões na realização de eventos nacionais e internacionais voltados ao fomento do empreendedorismo e da inovação no país.
O objetivo do edital é conectar os atores do ecossistema de inovação e estimular novas iniciativas empreendedoras além de fortalecer o ambiente de inovação. O evento também conta com participação do presidente substituto do CNPq, Olival Freira Junior, e do secretário de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do MCTI, Daniel Almeida, e terá transmissão ao vivo no canal do YouTube do MCTI.
Podem ser apoiados eventos regulares de grande porte, organizados por entidades científicas, tecnológicas ou de inovação com histórico mínimo de três edições. Entre os formatos contemplados estão congressos, conferências, seminários, fóruns e encontros temáticos. Os eventos nacionais podem ser financiados em até R$ 150 mil. Para os internacionais, o valor limite é de R$ 200 mil.
O edital possui duas rodadas de submissão de propostas: A primeira já está aberta e vai até 16 de maio. A segunda começa em 4 de agosto e termina em 18 de setembro. Os eventos da primeira etapa devem ser realizados no segundo semestre de 2025, enquanto os da segunda rodada devem ser feitos no primeiro semestre de 2026.
Confira a íntegra da chamada no site do CNPq.
Serviço
Lançamento da Chamada de Apoio a Eventos de Promoção do Empreendedorismo e da Inovação no Brasil
Data: 23 de abril de 2025, às 14h
Local: Sala dos Conselhos, 5º andar da sede do MCTI: Esplanada dos Ministérios, Bloco E, Brasília-DF
Transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=ERDjt_lcmBs
TECNOLOGIA
Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia
Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.
“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas.
A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas.
O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.
“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete.
De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga.
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