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MCTI firma parceria para ampliar capacitação tecnológica de mulheres em situação de violência

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Na busca por ampliação dos direitos e proteção das meninas e mulheres brasileiras, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) assinou na quinta-feira (28) um protocolo de intenções com o Instituto Maria da Penha (IMP) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).  

A colaboração busca estabelecer cooperação institucional para promover a autonomia econômica, a inclusão produtiva e a qualificação tecnológica de vítimas de violência doméstica e familiar. 

O acordo abre espaço para a construção científica nessa luta e cria uma base de cooperação entre as três instituições, destacando iniciativas relacionadas à formação em competências digitais, tecnologia da informação, inteligência artificial, inovação social, empreendedorismo e inserção produtiva. O protocolo também poderá subsidiar a estruturação do Programa Resgata Digital, proposta institucional de capacitação tecnológica e fortalecimento da autonomia financeira desse público. 

Durante a assinatura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou que a ciência e a tecnologia também devem contribuir para ampliar direitos e criar oportunidades para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade.  

“Com essa parceria, vamos avançar em pesquisas que aprofundem a compreensão sobre a inserção de mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho e desenvolver programas concretos de capacitação tecnológica, por meio da Lei de Informática, para garantir oportunidades e caminhos reais de emancipação e dignidade. A autonomia financeira é um dos passos para o enfrentamento do ciclo da violência”, concluiu a ministra. 

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O protocolo prevê a articulação entre as instituições para compartilhar conhecimentos, viabilizar estudos e diagnósticos, promover diálogos técnicos e identificar oportunidades para outras ações de cooperação relacionadas à inclusão produtiva, qualificação profissional e desenvolvimento de competências tecnológicas.  

Além de dialogar com legislações sobre inovação e enfrentamento da violência contra a mulher, o documento tem entre seus fundamentos o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, firmado em fevereiro de 2026. O documento reforça a necessidade de estratégias articuladas entre Poder Público e sociedade civil para ampliar a proteção, a autonomia e a garantia de direitos das mulheres. 

Pelo acordo, cada instituição contribuirá conforme suas competências. O MCTI atuará com sua expertise em ciência, tecnologia, inovação, transformação digital e desenvolvimento social. O Instituto Maria da Penha aportará sua experiência na promoção da conscientização, do empoderamento feminino e no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Já o IFCE contribuirá com sua atuação em educação profissional, científica e tecnológica, pesquisa aplicada, extensão e formação de recursos humanos.  

O documento tem vigência de 24 meses e não prevê transferência de recursos financeiros nem execução imediata de projetos. Seu objetivo é formalizar a cooperação entre as instituições e criar as condições para o desenvolvimento de futuras iniciativas de qualificação tecnológica e inclusão produtiva de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. 

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SNCT 2026

A assinatura do acordo conversa diretamente com o tema da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2026, que ocorrerá de 26 de outubro a 1º de novembro: Ciência Delas. Além disso, soma às demais prioridades da pasta em torno da valorização e reparação do espaço e da proteção dados às meninas e mulheres durante a trajetória história do País. 

A iniciativa reforça a centralidade de jornadas que demonstram como a produção científica liderada por elas amplia o impacto social da ciência, une conhecimento às necessidades da população e contribui para a construção de um sistema científico mais diverso, representativo e conectado com a realidade. 

Instituída em 2004 por decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a SNCT ocorre anualmente e é promovida pelo MCTI em parceria com universidades, instituições de pesquisa, agências de fomento, escolas, museus, governos locais, empresas e entidades da sociedade civil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Ciência leva soluções para a saúde, a produção de alimentos e a educação no Vale do São Francisco

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A ciência ganha novos caminhos para transformar a vida de quem vive no Semiárido. Nesta sexta-feira (26), em Juazeiro (BA), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou um conjunto de projetos que reúne inovação, desenvolvimento regional e inclusão social. As iniciativas vão desde o reaproveitamento da água e a geração de energia limpa nas propriedades rurais até uma plataforma digital para reduzir o tempo de espera de pacientes com câncer e a ampliação da educação científica nas escolas públicas. Ao todo, são mais de R$ 43 milhões em investimentos voltados ao Vale do São Francisco.  

Durante a cerimônia, a ministra Luciana Santos destacou que o desenvolvimento do país passa pela capacidade de transformar conhecimento em soluções concretas para a população. “Hoje estamos lançando ações que têm um mesmo objetivo: melhorar a vida das pessoas. Levar mais água, mais produção, mais saúde, mais educação e mais inovação para uma região que historicamente aprendeu a resistir, mas que hoje também é protagonista da ciência, da inovação e do desenvolvimento sustentável”, afirmou.  

A ministra também ressaltou que a retomada dos investimentos em ciência e tecnologia tem permitido ampliar a presença do MCTI nos estados. Entre 2023 e 2025, o ministério investiu mais de R$ 1,3 bilhão na Bahia, fortalecendo universidades, institutos de pesquisa e projetos voltados ao desenvolvimento regional.  

Um dos destaques do evento foi a ampliação do Sistema Sara, tecnologia social desenvolvida pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa) para tratar o esgoto doméstico e reutilizar a água na produção agrícola.

A diretora substituta do Insa, Dilma Trovão, ressaltou que o Sistema Sara é resultado da aplicação do conhecimento científico às necessidades da população. “É uma tecnologia simples, mas profundamente transformadora. Desenvolvida por pesquisadores do instituto, ela trata a água utilizada nas residências para que possa voltar à produção agrícola, levando saneamento ambiental, fortalecendo a agricultura familiar e garantindo mais saúde e dignidade para quem mora no Semiárido”, afirmou. 

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A iniciativa transforma um problema ambiental em oportunidade para agricultores familiares, permitindo irrigar hortas, pomares e áreas de cultivo, além de ampliar a segurança hídrica e alimentar das comunidades rurais. O investimento de R$ 21 milhões permitirá a implantação de mais 41 unidades do sistema, das quais 23 já estão em execução, sendo 16 na Bahia.  

Desde sua criação, o Sistema SARA já beneficiou centenas de famílias em nove estados do Semiárido, contribuindo para eliminar o esgoto a céu aberto, aumentar a produtividade agrícola e fortalecer a adaptação às mudanças climáticas.  

Tecnologia para agilizar o tratamento do câncer

Na área da saúde, o MCTI anunciou investimento de R$ 1,2 milhão no Projeto Dant, que desenvolverá um ecossistema digital para apoiar a gestão Oncológica do Sistema Único de Saúde (SUS).

O coordenador do Projeto DANT, Manoel Messias, destacou que a proposta utiliza tecnologia para tornar o atendimento oncológico mais ágil e acessível. “Queremos desenvolver ferramentas que aproximem os pacientes do sistema de saúde, especialmente aqueles que vivem em áreas mais vulneráveis.  A expectativa é que essa experiência se torne referência para o SUS e mostre que a ciência e desenvolvimento tecnológico também nascem no interior do Brasil”, disse. 

A plataforma reunirá informações clínicas e epidemiológicas para qualificar a tomada de decisão dos gestores e integrar os diferentes níveis de atendimento, reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

A iniciativa beneficiará cerca de 2,1 milhões de pessoas em 53 municípios da Bahia e de Pernambuco atendidos pela Rede Interestadual de Saúde Pernambuco-Bahia (Rede PEBA).  

Mais ciência dentro das escolas

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A programação incluiu ainda a ampliação do programa Mais Ciência na Escola em Juazeiro. Durante o evento, foram anunciadas mais duas escolas contempladas, com investimento de R$ 200 mil destinado à implantação de laboratórios maker e à concessão de bolsas de iniciação científica, ampliando as oportunidades para que estudantes tenham contato com a pesquisa desde a educação básica.  

O coordenador do programa Mais Ciência na Escola na Bahia, Antonio Brotas, enfatizou que o principal legado da iniciativa permanece nas escolas. “O conhecimento fica com professores e estudantes, fortalecendo a educação científica e mostrando que a ciência é para todos”, ressaltou. 

Na Bahia, a iniciativa já atende 182 escolas, com investimento superior a R$ 18 milhões do MCTI. No município, 12 escolas participam do programa, envolvendo 120 estudantes bolsistas e 12 professores orientadores.

Inteligência de dados para fortalecer o campo

Fechando o conjunto de anúncios, o MCTI lançou o Sistema de Diagnóstico Rural Familiar, desenvolvido em parceria com o Instituto Federal da Bahia (Ifba), no Campus Irecê.

Para o coordenador do projeto Irecê, Jeime Nunes de Andrade, a iniciativa aproxima a agricultura familiar das tecnologias digitais. “Nosso objetivo é levar conceitos da agricultura de precisão para apoiar agricultores familiares com dados e inteligência artificial, aumentando a produtividade e fortalecendo a geração de renda no Semiárido”, finalizou.

A plataforma digital reunirá informações sobre solo, recursos hídricos, produção agrícola, criação de animais e dados georreferenciados, além de utilizar inteligência artificial para interpretar análises de solo e água e gerar recomendações de manejo.

A ferramenta apoiará agricultores familiares, equipes de assistência técnica e gestores públicos, contribuindo para aumentar a produtividade, ampliar o acesso ao crédito rural e orientar políticas públicas para cerca de 20 municípios do território de Irecê.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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