TECNOLOGIA
MCTI fortalece cooperação com o Paraná em projetos de inovação e transformação tecnológica
TECNOLOGIA
O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) assinou, nesta quarta-feira (3), um memorando de entendimento com a Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná (PR). O documento marca o início da cooperação para ampliar projetos conjuntos nas áreas científica, tecnológica e acadêmica. O CTI Renato Archer é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e referência nacional em soluções tecnológicas aplicadas à indústria, à saúde e ao setor público.
As ações previstas no acordo abrangem diversas áreas, com destaque para saúde avançada; tecnologias para a saúde; inteligência artificial; sensores voltados à agricultura de precisão; e iniciativas que fortalecem ambientes promotores de inovação. Entre as possibilidades contempladas no memorando, estão o desenvolvimento de projetos conjuntos; o compartilhamento de expertise técnica; a criação de soluções aplicadas a demandas públicas; e o apoio à formação de ambientes, como parques tecnológicos e laboratórios abertos, impulsionando o ecossistema de inovação do Paraná.
A ministra do MCTI, Luciana Santos, avaliou que “a aproximação entre o CTI Renato Archer e o governo do Paraná fortalece nosso compromisso de transformar conhecimento em soluções que melhoram a vida das pessoas. Essa sinergia mostra que estamos no caminho certo”.
De acordo com a diretora do CTI Renato Archer, Juliana Daguano, os próximos passos incluem a discussão de propostas específicas dentro dessas áreas prioritárias e a formalização da parceria entre as instituições. “O memorando abre caminho para uma cooperação estruturada, que pode resultar em iniciativas de alto impacto para a sociedade”, destacou.
Segundo o secretário da Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, a parceria permitirá um importante avanço no desenvolvimento de novas tecnologias. “É um passo importante para o Paraná e para o Brasil. Vamos trabalhar juntos para levar cada vez mais tecnologia e inovação que impactam a vida das pessoas”, comemorou.
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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia
Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.
“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas.
A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas.
O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.
“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete.
De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga.
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