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MCTI participa da abertura da COP30, em Belém

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Foi dada a largada para as discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém (PA), até 21 de novembro. A abertura ocorreu nesta segunda-feira (10) e o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) marcou presença com a ministra Luciana Santos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, na era da desinformação, esta será a conferência da verdade. “Os obscurantistas rejeitam não só as evidências científicas, mas também os progressos do multilateralismo. Eles controlam algoritmos, semeiam o ódio e espalham o medo. Atacam as instituições, a ciência e as universidades. É momento de impor uma nova derrota aos negacionistas”, disse.

No mesmo sentido, Luciana Santos afirmou que a ciência é necessária para o enfrentamento às mudanças climáticas. “Com a COP, ficará claro que não é possível enfrentar as mudanças climáticas sem ciência, tecnologia e inovação. Viva o Brasil, viva a COP30, viva o enfrentamento do aquecimento global.”

Em 6 e 7 de novembro, ocorreu a Cúpula de Líderes, reunião que une os principais chefes de Estado e antecede a conferência. O encontro atua como um indicador do que será tratado durante as duas semanas de COP. Neste ano, será debatido principalmente a aceleração da transição energética, o fortalecimento do financiamento climático e a proteção das florestas tropicais.

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“Durante a cúpula, que eu participei ao lado do presidente Lula, nós pudemos colher muitos investimentos para o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, o que possibilita um investimento em uma área muito importante de combate aos efeitos da emissão dos gases que poluem o meio ambiente”, cita a ministra Luciana Santos.

O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, sigla em inglês) é um financiamento climático que recompensa via investimento global países que preservam suas florestas tropicais.

Após a cúpula, na COP30 são feitas mesas de negociações, onde os compromissos deverão sair do imaginário e se transformar em planos concretos, com metas, prazos e recursos.

Casa da Ciência

Durante a COP, o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), unidade de pesquisa vinculada ao ministério, vai se transformar na Casa da Ciência do MCTI. “O museu será um ponto de convergência entre ciência, tecnologia, inovação e saberes tradicionais, com foco em soluções concretas para o enfrentamento das mudanças climáticas”, afirmou a ministra.

Aberto ao público, o local terá a apresentação de projetos, palestras, atividades e exposições sobre ciência e as soluções climáticas. Veja a programação completa.

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“A instalação simbólica do MCTI aqui em Belém é também um gesto concreto de compromisso com a Amazônia, com a ciência e com o futuro do nosso planeta”, finalizou a chefe da pasta.

Pró-Amazônia 2025

Nos próximos dias, o MCTI vai anunciar o lançamento do edital do Pró-Amazônia 2025, uma das principais iniciativas de apoio à ciência e inovação na região. O programa receberá investimento de R$ 650 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Nesta edição, será lançado o edital de Fundos de Investimento em Bioeconomia e Sustentabilidade (FIPs), que investe em empresas inovadoras que recebem apoio estratégico para o crescimento e a sustentabilidade.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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