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Museu Goeldi será a Casa da Ciência do MCTI na COP30

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Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), vai se transformar na Casa da Ciência do MCTI. O espaço é dedicado à divulgação científica e ao diálogo com a sociedade.

Em Belém (PA), durante os dias 11 a 21 de novembro, a Casa da Ciência estará aberta ao público com projetos, palestras, atividades e exposições sobre a ciência e as soluções climáticas, buscando aproximar a sociedade aos conhecimentos científicos. O MCTI vai participar de cada ação e produzir debates importantes sobre a contribuição da ciência brasileira com o enfrentamento das mudanças climáticas.

Conexão entre a ciência, a Amazônia e a sustentabilidade

A ministra do MCTI, Luciana Santos, reforça que a Casa da Ciência representa o que o Brasil tem de melhor: a união entre o conhecimento científico, a inovação tecnológica e a sabedoria dos povos que vivem e cuidam da Amazônia.

“É um espaço aberto, democrático e inspirador, que mostra que a ciência é essencial para enfrentar as mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável para todos”, afirmou a chefe da pasta.

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O MCTI, transferido simbolicamente para o Museu Goeldi – na capital paraense –, apresenta a Casa da Ciência como um ambiente aberto de diálogo entre a tecnologia e a tradição brasileira. O diretor do MPEG, Nilson Gabas Júnior, entende como um gesto simbólico e poderoso receber a base da ciência na COP30 dentro de um dos centros científicos mais antigos e importantes do Brasil.

“Aqui, onde a Amazônia é estudada e celebrada há mais de 150 anos, a ciência volta a dialogar diretamente com o público, mostrando que o conhecimento é parte viva da floresta e da identidade do nosso povo”, contou. 

Anúncios importantes

Durante a COP30, o MCTI vai anunciar o lançamento do edital do Pró-Amazônia 2025. O programa, criado pelo ministério com os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), é uma das principais iniciativas de apoio à ciência e inovação na região. 

Será lançado também o edital de Fundos de Investimento em Bioeconomia e Sustentabilidade (FIPs), que, através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), investe em empresas inovadoras que recebem apoio estratégico para o crescimento e sustentabilidade. Os destes e de outros projetos serão divulgados na inauguração da Casa da Ciência, na terça-feira (11), às 10h.

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“A ciência é o instrumento mais poderoso que temos para compreender, preservar e regenerar o planeta. No Brasil, a ciência orienta nossas políticas públicas para enfrentar as mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e desenvolver uma economia de baixo carbono”, defende Luciana Santos.

Programação na Casa da Ciência

A Casa da Ciência oferecerá uma programação atrativa e diversificada para a população, com debates com especialistas nacionais e internacionais, projetos das unidades de pesquisa do MCTI e experiências interativas sobre o clima e a biodiversidade amazônica.

Confira a agenda completa:
https://www.gov.br/mcti/pt-br/centrais-de-conteudo/eventos/casa-da-ciencia 

Serviço

Casa da Ciência do MCTI

Local: Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG)

Data: 11 a 21 de novembro 

Abertura oficial: Terça-feira (11/11) – 10h

Entrada gratuita

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Projeto Entre Ciências seleciona seis propostas sobre sociobiodiversidade

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Como cuidar melhor da floresta, da terra e da biodiversidade? Parte dessa resposta está no diálogo entre diferentes formas de conhecimento. Com o objetivo de fortalecer a participação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares na produção de conhecimento sobre a sociobiodiversidade, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) vai selecionar seis iniciativas para o projeto Entre Ciências: Territórios de Saber em Diálogo.     

Foram avaliadas 60 propostas de arranjos de pesquisa colaborativa, envolvendo comunidades e academia, vindas de diferentes regiões da Amazônia e do Cerrado. Os trabalhos foram selecionados por uma comissão formada por especialistas e representantes das próprias comunidades, levando em conta não só critérios técnicos, mas também a diversidade dos territórios e protagonismo de mulheres, jovens e anciãos.  

Projetos selecionados 

  • Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá. Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Acre (Ifac) — Campus Rio Branco;  

  • Associação Quilombo Kalunga. Parceiro acadêmico: Universidade de Brasília (UnB) – Programa de Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Terras Tradicionais (Mespt) e Programa da Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc); 

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  • Organização Baniwa e Koripako — NadzoeriParceiros acadêmicos: UnB, Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade de São Paulo (USP);  

  • Associação de Mulheres Indígenas em Mutirão (Amim). Parceiro acadêmico: Instituto Federal do Amapá;  

  • Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica. Parceiro acadêmico: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) — Campus Almenara; 

  • Coletivo Mulheres Retireiras do Araguaia. Parceiro acadêmico: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao MCTI, e Instituto Juruá.  

Com os novos arranjos selecionados, o projeto passa a apoiar oito experiências em diferentes territórios, ampliando uma rede que conecta ciência dos povos e comunidades com a ciência acadêmica, cultura e meio ambiente.  

Para a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andrea Latgé, a iniciativa reforça a importância de integrar diferentes formas de conhecimento na produção científica. “O Entre Ciências mostra que o conhecimento também nasce nos territórios. Ao valorizar saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, fortalecemos uma ciência mais diversa e conectada aos desafios do País”, destaca.  

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O Entre Ciências aposta em uma ideia simples e poderosa: quem vive nos territórios também produz conhecimento. O projeto fortalece o papel de povos indígenas e comunidades tradicionais na pesquisa sobre biodiversidade, em temas prioritários para o próprio território, incentivando a parceria com atores acadêmicos comprometidos e com respeito às diferentes formas de conhecimento.  

Além do apoio aos projetos, a iniciativa oferece formação, bolsas para pesquisadores locais das comunidades, intercâmbios e suporte para a gestão de dados e informações produzidas pelas próprias comunidades. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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