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Nova estratégia nacional aposta em ciência para proteger corais ameaçados

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O Brasil ganhou um reforço importante na defesa de seu ecossistema marinho. Trata-se da Estratégia Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável dos Recifes de Coral (ProCoral), instituída pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, e também assinada pela ministra do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, visando proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos recifes de coral e dos ambientes recifais naturais no país, especialmente diante das ameaças das mudanças climáticas.

Pelo decreto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) será responsável por formular e implementar políticas de CT&I voltadas à proteção, recuperação e uso sustentável dos recifes, integrar esforços de pesquisa e desenvolvimento tecnológico e definir prioridades científicas alinhadas aos eixos da estratégia. Essas ações vão orientar estudos e tecnologias capazes de fortalecer a resiliência dos corais frente às mudanças climáticas.

“O ministério terá uma atuação de forma estratégica na pesquisa e na inovação, definindo prioridades que garantam a proteção e a valorização dos recifes de coral”, disse a ministra Luciana Santos.

A coordenadora-geral de Ciências para Oceano e Antártica no MCTI, Andrea Cruz, explicou a importância da medida assinada pelo Governo Federal.  “Gerar e organizar esse conhecimento científico significa garantir biodiversidade, segurança alimentar, proteção costeira e qualidade de vida para populações humanas, além de preservar um dos ecossistemas mais valiosos e ameaçados do planeta”, enfatizou 

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Desenvolvida em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima que coordenará a implementação e realizará o monitoramento e a avaliação da iniciativa, a ProCoral terá o Plano de Ação concebido através da elaboração do segundo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais).

“O PAN Corais, que vai operacionalizar a ProCoral, prevê metas científicas claras, com relatórios baseados em ciência”, ressaltou Andrea Cruz. “O MCTI tem um papel-chave na ProCoral porque é o órgão que vai garantir que toda a estratégia seja fundamentada em ciência, dados e inovação tecnológica”, complementou a coordenadora-geral.

Andrea ainda reforçou que ao coordenador a década da ciência oceânica no Brasil, a pasta reafirma o compromisso na execução de políticas públicas baseada em ciência em prol do desenvolvimento sustentável do oceano.

 O que são os recifes de coral?

Formados pela acumulação de esqueletos calcários de corais e algas marinhas, os recifes de coral são estruturas vivas essenciais para a vida marinha, abrigando uma vasta gama de espécies e desempenhando um papel crucial na proteção costeira e na economia. Considerados os ecossistemas marinhos mais biodiversos do planeta ao lado das florestas tropicais, enfrentam uma crise sem precedentes. Embora ocupem apenas 0,1% do fundo oceânico, abrigam cerca de 25% das espécies marinhas conhecidas, desempenhando papel vital na proteção costeira, na segurança alimentar e na economia local.

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No Brasil, esses ecossistemas são ainda mais relevantes por serem os únicos do tipo em todo o Atlântico Sul, com alto grau de endemismo e uma extensão que se estende do Maranhão ao Espírito Santo.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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