TECNOLOGIA
Paraíba propõe centro de excelência em computação quântica com apoio do MCTI
TECNOLOGIA
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu na manhã desta sexta-feira (27), o governador da Paraíba, João Azevedo, para tratar de uma parceria estratégica para instalação de um centro de computação quântica no estado. A proposta envolve a aquisição de um computador desenvolvido por uma empresa chinesa, com transferência de tecnologia e formação de pessoal especializado.
“A Paraíba já tem tradição e competência na área tecnológica. Agora, queremos dar um salto e sediar um centro de referência em computação quântica, com uma proposta estruturada e integração ao esforço nacional que o MCTI está liderando”, afirmou o governador.
O projeto prevê um investimento inicial de R$ 75 milhões, com recursos a serem compartilhados entre os governos federal e estadual. Segundo João Azevedo, a proposta surgiu após missão à China, onde foi identificada a possibilidade de trazer um equipamento já funcional, com apoio técnico e transferência de conhecimento.
“Estamos tratando de um centro de pesquisa de verdade. Não é só instalar uma máquina. É formar pessoas, integrar à rede nacional e abrir novas fronteiras para a ciência no Nordeste”, explicou.
A ministra Luciana Santos destacou a importância da descentralização da infraestrutura científica e tecnológica brasileira, hoje concentrada majoritariamente nas regiões Sul e Sudeste.
“Não podemos aceitar um sistema de ciência e tecnologia que reproduz desigualdades históricas. A proposta da Paraíba é música para nossos ouvidos, porque nos ajuda a levar equipamentos robustos e conhecimento avançado para outras regiões do país”, afirmou a ministra.
Ela também reforçou a importância da cooperação entre Brasil e China, que inclui parcerias em satélites, inteligência artificial e ciência de dados. “Pode ser uma via estratégica para fortalecer a soberania tecnológica do Brasil”, completou.
Visão estratégica e desafios
A reunião contou com a presença do secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, que defendeu a integração da proposta paraibana à iniciativa nacional em construção.
“Já estamos em diálogo com o time técnico da Paraíba para garantir que essa proposta se articule com os centros de pesquisa que atuam com computação quântica no país, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o SENAI e a Unicamp”, disse Daniel.
O secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, lembrou que a proposta paraibana foi bem recebida durante os trabalhos do grupo técnico nacional sobre tecnologias quânticas.
“A Paraíba participou ativamente do GT e apresentou sugestões consistentes. Agora estamos finalizando o Plano Nacional, e a proposta apresentada pelo governador pode ser incorporada. Já existe no Plano a previsão de termos, sim, um computador quântico no Brasil”, afirmou Henrique. “É fundamental apoiar tanto a infraestrutura quanto as pesquisas na área da física, algoritmos e aplicações em inteligência artificial”.
Turismo científico
A reunião também abordou um segundo eixo do projeto paraibano: o turismo científico no entorno do Radiotelescópio BINGO (Baryon Acoustic Oscillations from Integrated Neutral Gas Observations), instalado no Sertão. A proposta é transformar o equipamento num ponto de visitação interativo, conectado a outros atrativos como o Vale dos Dinossauros, a Cidade da Astronomia e museus da região.
“Estamos criando um circuito de turismo completamente diferente. O visitante vai poder conhecer o BINGO, vivenciar um planetário, entender a ciência por trás do rádio telescópio e ainda explorar a riqueza arqueológica de Sousa e Cajazeiras”, explicou o governador João Azevedo.
A infraestrutura já está em fase de implementação, com asfaltamento do acesso, painéis solares para abastecimento energético e estudos para implantação de uma usina de biogás.
“Estamos comprometidos em transformar o BINGO num polo de desenvolvimento científico e turístico. Essa é uma das formas mais efetivas de aproximar a população da ciência e gerar desenvolvimento regional”, afirmou Daniel Almeida.
A reunião terminou com o compromisso de aprofundar os estudos técnicos e definir um cronograma de implementação conjunta, com foco na articulação nacional e no fortalecimento da ciência no Nordeste
TECNOLOGIA
MCTI lança FormP&D 2026 e Lei do Bem registra recorde de R$ 51,6 bilhões
Investimentos em pesquisa e desenvolvimento resultam em novos produtos, fortalecem a competitividade das empresas, estimulam a criação de empregos qualificados e ampliam a capacidade tecnológica do País. Para acompanhar esse movimento e aperfeiçoar uma das principais políticas de incentivo à inovação empresarial no Brasil, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou, nesta terça-feira (2), em Brasília (DF), o FormP&D 2026. O documento on-line é utilizado pelas empresas beneficiárias da Lei do Bem para declarar suas atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
A nova versão do sistema traz atualizações que modernizam os processos de avaliação, ampliam a integração de dados, aperfeiçoam a governança e conferem mais clareza ao preenchimento das informações referentes ao ano-base 2025. As mudanças buscam facilitar a prestação de informações pelas empresas e ampliar a capacidade do governo de acompanhar a evolução dos investimentos privados em inovação.
Ao destacar a importância da Lei do Bem para ampliar a competitividade da indústria brasileira, a ministra do MCTI, Luciana Santos, ressaltou a necessidade de transformar o conhecimento produzido no País em inovação e desenvolvimento econômico.
“O Brasil está entre os maiores produtores de pesquisa e desenvolvimento do mundo, mas ainda precisa avançar na transformação desse conhecimento em inovação, competitividade e crescimento econômico. A Lei do Bem é um instrumento fundamental para fortalecer essa conexão e estimular as empresas a investirem mais”, afirmou Luciana Santos.
A ministra também destacou o papel das políticas públicas de incentivo à inovação e os investimentos do Governo do Brasil. “O compromisso do presidente Lula com a ciência, tecnologia e inovação se traduz em investimentos concretos. Estamos reconstruindo capacidades do Estado brasileiro, fortalecendo instituições e criando condições para que o País avance em uma agenda de desenvolvimento baseada em sustentabilidade, inclusão social e soberania tecnológica”, completou.
Novo FormP&D amplia suporte e simplifica preenchimento
O novo FormP&D 2026 traz uma série de atualizações que simplificam o preenchimento das informações pelas empresas e aprimoram o acompanhamento das atividades apoiadas pela Lei do Bem. Entre as novidades estão uma nova área de suporte técnico ao usuário, a criação de um identificador único para cada projeto, a integração com bases de dados governamentais e a possibilidade de importar informações automaticamente por meio de planilhas em etapas específicas do formulário.
As mudanças também ampliam os instrumentos de orientação disponíveis para as empresas. O Guia do Usuário do novo FormP&D já está disponível no Portal da Lei do Bem. Uma nova edição do Guia Prático da Lei do Bem, prevista para julho, vai reunir orientações atualizadas em linguagem mais acessível, com exemplos, fluxos, checklists e explicações sobre os critérios utilizados na caracterização de projetos de inovação.
Ao apresentar as novidades, o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Daniel Almeida, destacou que as atualizações foram construídas a partir das contribuições recebidas do setor produtivo. “Recebemos vários inputs das empresas e das consultorias que utilizam a Lei do Bem. Algumas melhorias já conseguimos implementar agora e outras continuam em desenvolvimento. A ideia é fazer essa grande parceria para avançar continuamente na melhoria do instrumento.”
Entre as iniciativas previstas para os próximos meses estão o lançamento do Programa Embaixadores da Lei do Bem, que vai orientar empresas em todo o País, a ampliação dos mecanismos de avaliação simplificada para projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia e a implementação de novas soluções de inteligência artificial para apoiar usuários do sistema e equipes responsáveis pelas análises.
Recordes da Lei do Bem
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram o melhor desempenho da história da Lei do Bem. Em apenas um ano, os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento cresceram de R$ 41,93 bilhões para R$ 51,59 bilhões, alta de 23% e aumento de R$ 9,66 bilhões. O período também registrou recordes de participação empresarial, com 4.252 empresas beneficiárias, e de projetos de inovação, que chegaram a 14.877 iniciativas em 2024. A expansão foi acompanhada pelo crescimento da utilização dos incentivos fiscais, cuja renúncia estimada alcançou R$ 11,98 bilhões, reforçando a Lei do Bem como o principal instrumento de estímulo à inovação empresarial no País.
Para o diretor do Departamento de Apoio aos Ecossistemas de Inovação (Depai) do MCTI, Hideraldo de Almeida, os resultados refletem a consolidação da política como o principal instrumento de estímulo à inovação no Brasil, incentivando empresas a investir em tecnologia, competitividade e desenvolvimento científico. “Para que essa política pública continue evoluindo com transparência, eficiência e segurança, é fundamental também modernizar os nossos mecanismos de gestão e acompanhamento”, disse.
Lei do Bem fortalece capital humano
Os resultados da Lei do Bem também refletem a ampliação da força de trabalho dedicada à inovação dentro das empresas brasileiras. Em 2024, 52.222 profissionais atuaram exclusivamente em atividades de pesquisa e desenvolvimento, número significativamente superior aos 34.291 profissionais registrados em 2023.
A maior parte desse contingente era formada por 35.242 graduados e 7.953 pós-graduados, além de 2.835 mestres e 1.454 doutores dedicados a atividades de pesquisa. A força de trabalho também contou com técnicos e tecnólogos responsáveis por ações ligadas a laboratórios, prototipagem e desenvolvimento tecnológico, evidenciando o papel da Lei do Bem na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da capacidade científica das empresas brasileiras.
Os resultados de 2023 e 2024 consolidaram um novo patamar para a Lei do Bem. No período, a média anual de investimentos em pesquisa e desenvolvimento chegou a R$ 46,8 bilhões, quase o dobro da registrada entre 2019 e 2022. Com a modernização do FormP&D, o MCTI busca tornar o acompanhamento desses investimentos mais eficiente e aprimorar a produção de informações estratégicas para o desenvolvimento nacional.
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão
-
Gourmet2 anos atrás
Moqueca capixaba

