TECNOLOGIA
Presidente da Finep defende ciência como instrumento de justiça territorial
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No primeiro dia da 77ª Reunião Anual da SBPC, realizada de 13 a 19 de julho de 2025 na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife (PE), o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, ressaltou que ciência e inovação são essenciais para enfrentar desigualdades regionais no Brasil. A Finep é patrocinadora oficial do evento e também traz um estande na ExpoT&C, com projetos que a empresa apoiou.
Sua fala ocorreu na mesa-redonda coordenada por Renato Janine Ribeiro (SBPC/USP), com a participação de Denise Pires de Carvalho (CAPES), Ricardo Galvão (CNPq) e Maria José de Sena (UFRPE).
A apresentação, intitulada “Territórios e Ciência: Diversidades e Desigualdades – Como são tratadas pelas políticas públicas?”, reforçou que considerar a ciência apenas como motor econômico limita seu impacto transformador. O presidente defendeu que as políticas de CT&I sejam inclusivas e territoriais, abrangendo todas as regiões do país de forma justa e equitativa.
Elias destacou investimentos da Finep e do FNDCT: mais de R$14 bilhões aplicados em universidades e ICTs nos últimos 15 anos, com apoio a todas as universidades federais e à maioria das estaduais. Ele também evidenciou o aumento significativo dos recursos destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste nos dois últimos anos, com mais de mil projetos contratados. “Esses investimentos são fundamentais para promover um desenvolvimento equilibrado e sustentável em todo o país”, afirmou Elias.
Entre os projetos mencionados estão o barco voador para a Amazônia, centros de bioeconomia, soluções energéticas para microrredes isoladas e pesquisas com DMT para depressão. Também destacou a chamada de R$ 100 milhões, lançada em 2024, para viabilizar parques tecnológicos em estados ainda não contemplados.
O presidente concluiu que políticas públicas de CT&I devem dialogar com as realidades locais, rejeitando modelos centralizadores. “Integrar regiões desiguais exige valorizar suas potencialidades, e não simplesmente reproduzir a lógica do centro sobre a periferia”, citou Elias, referindo-se a Celso Furtado, renomado economista brasileiro.
Na parte da manhã, junto com a ministra do MCTI, Luciana Santos, do presidente da SBPC, Renato Janine, e outras autoridades, Elias participou da abertura da ExpoT&C, feira de tecnologia da SBPC, e visitaram os estandes do MCTI e da Finep, junto com a diretoria da Financiadora.
Com informações da Finep
TECNOLOGIA
Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia
Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.
“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas.
A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas.
O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.
“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete.
De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga.
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