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Universidades e Instituto Federal são premiados por iniciativas de equidade de gênero na ciência

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A primeira edição do Prêmio Mulheres e Ciência celebrou instituições que estão fazendo a diferença na promoção da equidade de gênero no ambiente acadêmico e científico. Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), o prêmio destacou iniciativas que vêm transformando a realidade de muitas mulheres dentro das universidades e institutos de pesquisa.

O reconhecimento foi dividido em três categorias: Estímulo, Trajetória e Mérito Institucional. Entre os destaques na categoria Mérito Institucional estão a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Essas instituições mostram que políticas de inclusão e diversidade são essenciais para um ambiente acadêmico mais justo e representativo.

Universidade Federal Fluminense: compromisso com a representatividade feminina

A Universidade Federal Fluminense (UFF), presente em 10 municípios do Rio de Janeiro, vem consolidando um trabalho pioneiro na equidade de gênero. A criação do Grupo de Trabalho Mulheres na Ciência, em 2018, foi um passo fundamental para estruturar políticas institucionais voltadas para a inclusão e combate às violências de gênero. Esse compromisso se fortaleceu com a Comissão Permanente de Cuidado de Gênero, em 2022, e a Coordenação de Equidade e Inclusão, em 2023.

“Quando inscrevemos nosso projeto no prêmio, mostramos justamente esse percurso: como passamos de um GT, em 2018, para uma comissão estruturada, que hoje atua de forma interseccional com outras frentes da universidade. Nosso trabalho busca articular ações institucionais que promovam uma universidade mais equitativa, diversa e inclusiva”, afirma Paula Land Curi, coordenadora da Comissão Permanente de Cuidado de Gênero da UFF.

Érika Frazão, coordenadora de Equidade e Inclusão da mesma universidade, acrescenta: “A equidade de gênero é um eixo central da nossa atuação. Trabalhamos para ampliar a presença de mulheres em cargos de gestão e combater as violências dentro da universidade. Hoje, a UFF tem a maioria dos cargos de liderança, vinculados à Reitoria, ocupados por mulheres, o que fortalece ainda mais essas pautas dentro da instituição”.

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Além dessas ações, a UFF inovou ao criar cotas para pessoas trans na graduação e pós-graduação e participou da elaboração do Marco Referencial para Igualdade de Gênero, do British Council, reafirmando seu papel de referência na construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo.

Para Érika, o prêmio é um reconhecimento fundamental do trabalho coletivo realizado. “É uma conquista que não pertence a uma ou duas pessoas, mas a todas as mulheres – cis e trans – que estão construindo essa mudança dentro da UFF”, afirma.

Universidade Federal do Ceará: políticas que garantem oportunidades reais

A Universidade Federal do Ceará (UFC) também foi premiada por suas políticas de equidade, institucionalizadas com a criação da Divisão de Equidade, Diversidade e Inclusão (DEDI), em 2023. A iniciativa nasceu do projeto “Mulheres na Ciência”, realizado com apoio do Imperial College London e do Consulado Britânico. “A UFC vem avançando na inclusão, diversidade e excelência acadêmica. A criação da DEDI representa um marco dentro desse compromisso”, destaca Diana Azevedo, coordenadora da iniciativa.

A universidade investe na permanência e ascensão de mulheres nas áreas de ciência e tecnologia. Projetos como “Filhas de Edwiges” e “Mulheres de Aço” incentivam jovens pesquisadoras a seguirem carreira acadêmica. Além disso, a UFC promove cursos de formação antirracista e implementou medidas de apoio à maternidade de estudantes. Em 2025, lançará seu Plano de Equidade, Diversidade e Inclusão, consolidando ainda mais esse compromisso.

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Diana deixa claro a relevância de iniciativas como a do prêmio. “A importância desse reconhecimento, em primeiro lugar, está no fato de valorizar os esforços ainda em um nível inicial. Do ponto de vista institucional, isso nos coloca a responsabilidade de dar consequência aos planos que já estão em andamentoo”, explica.

Instituto Federal do Rio Grande do Sul: inclusão e empoderamento

O Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) tem sido um exemplo de como políticas de equidade de gênero podem transformar vidas. A criação da Assessoria de Gênero e Sexualidade, em 2020, fortaleceu ações afirmativas que já vinham sendo desenvolvidas desde 2014. Essas políticas abriram caminhos para que meninas e mulheres tivessem mais oportunidades na pesquisa e na inovação.

“O reconhecimento do IFRS no Prêmio Mulheres e Ciência se deve ao trabalho consistente na inclusão e promoção da diversidade. Nossas alunas têm conquistado premiações nacionais e internacionais, inclusive em eventos de grande prestígio”, afirma Flávia Twardowske, representante do IFRS.

A instituição também se destaca por sua atuação no programa Mulheres Mil, que já beneficiou 550 mulheres em situação de vulnerabilidade social e tem mais 150 vagas em andamento. Além disso, o IFRS investe em capacitação sobre gênero e diversidade, criando um ambiente mais acolhedor e acessível para todas.

Avanços que inspiram e transformam

O Prêmio Mulheres e Ciência reforça a importância de ações concretas para a equidade de gênero no meio acadêmico. As iniciativas premiadas reconhecem os desafios enfrentados pelas mulheres na ciência e criam novas oportunidades para que elas ocupem espaços de liderança e inovação. O reconhecimento dessas universidades e do instituto serve de inspiração para que outras instituições avancem nessa agenda fundamental para o desenvolvimento científico e social do país.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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