MATO GROSSO
Governo investe R$ 10 milhões em obras de revitalização e acessibilidade na sede do Detran
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 10 milhões em obras de revitalização e acessibilidade na sede do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), em Cuiabá. As melhorias realizadas, por meio do programa Mais MT, buscam oferecer mais conforto e bem-estar ao cidadão durante atendimento presencial.
Desde 2019, foram feitas diversas reformas, entre elas, nos blocos de atendimento ao público das diretorias de Veículos e Habilitação, que passaram por revitalização na pintura, parte elétrica, troca de piso, novos móveis e banheiro com acessibilidade. Também foi construída uma passarela coberta com piso tátil para facilitar o acesso entre os blocos.
O despachante Antônio João, que está frequentemente no Detran, elogiou as melhorias realizadas. “Trouxe realmente mais conforto para todos nós, pois o espaço ficou mais arejado, climatizado e amplo. E agora, com o agendamento do atendimento, ficou mais tranquilo e rápido, sem risco de aglomerações”, relatou.
Há mais de 20 anos a sede do Detran-MT, em Cuiabá, não passava por reformas em todo o complexo, que é dividido em 20 blocos, como o atendimento ao público nas diretorias de Habilitação, Veículos e Vistoria Veicular; bloco de espera dos testes práticos, Gerência de Fiscalização, Escola Pública de Trânsito, Presidência, Diretoria de Administração Sistêmica, auditório, almoxarifado, protocolo, restaurante, entre outros setores.

Além dos blocos de atendimento ao público, já foram entregues as obras de revitalização da Vistoria Veicular e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos de Cuiabá (Derrfva) da Polícia Judiciária Civil, que faz parte do complexo da sede do Detran.
Também estão prontas as calçadas do entorno da sede, que foram readequadas com sinalização tátil e rampas de acesso, de acordo com normas técnicas e legislações vigentes de acessibilidade.
A próxima fase será a revitalização dos demais blocos e a sinalização viária, que inclui as placas verticais de sinalização de trânsito, readequação das vagas de estacionamento de uso exclusivo, construção de faixas elevadas com sinalização tátil para travessia de pedestres, além da instalação de guarda-corpos em locais próximos à desníveis existentes, entre outras melhorias.
“Queremos proporcionar mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho aos nossos servidores, tornando a autarquia mais moderna e eficiente para a população”, destacou o presidente do Detran-MT, Gustavo Vasconcelos.

Serviços online
Além das reformas na sede, o Detran-MT também tem investido na desburocratização dos serviços, aumentando a oferta dos serviços na modalidade online. Atualmente, a Autarquia oferece mais de 20 serviços que podem ser realizados através do site do órgão (www.detran.mt.gov.br), no menu “Serviços Digitais”, ou pelo aplicativo MT Cidadão.
Por meio do site ou do aplicativo, o cidadão pode realizar diversos serviços de Habilitação e Veículos, como a emissão do Licenciamento, renovação da CNH, transferência de propriedade, primeiro emplacamento, segunda via do CRV e da CNH e muitos outros.
“Foram quase três anos de muito trabalho para modernizar não somente os serviços do Detran, mas também a nossa estrutura e ambiente de trabalho. Priorizamos a oferta de mais serviços de forma online para facilitar a vida do cidadão, e reformamos e revitalizamos todos os blocos de atendimento ao público para dar mais conforto aos cidadãos”, destacou Vasconcelos.

MATO GROSSO
Escuta Cidadã abre diálogo entre Judiciário e sociedade com foco no futuro
Na manhã desta quarta-feira (06), o movimento foi diferente no Complexo dos Juizados Especiais, em Cuiabá. Em vez de prazos, processos e rotinas formais, o espaço foi tomado por conversas, histórias e escuta. Começava ali a primeira oficina “Escuta Cidadã”, com um propósito simples e ao mesmo tempo desafiador: ouvir de verdade quem vive, usa e sente o sistema de Justiça no dia a dia.
A oficina teve como tema “Acesso à Justiça e Atendimento ao Cidadão” e reuniu pessoas de diferentes trajetórias. Servidores públicos de diversas esferas, representantes de instituições não-governamentais e integrantes da sociedade civil dividiram o mesmo espaço para falar sobre experiências reais, dificuldades, percepções e também sugestões de mudança.
A proposta faz parte da construção do Planejamento Estratégico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para os próximos anos. Porém, mais do que um documento, a iniciativa aposta em algo essencial: colocar o cidadão no centro da conversa.
Planejamento construído a partir da escuta
O coordenador de Planejamento do TJMT, Afonso Vitorino Maciel, explicou que a iniciativa nasce da necessidade de ouvir quem realmente utiliza o sistema de Justiça. “Sem dúvida, é um momento muito importante, porque envolve a sociedade mato-grossense, cidadãos e também instituições que fazem parte do sistema de Justiça, contribuindo diretamente para a construção do nosso Planejamento Estratégico 2027–2032. Mais do que trabalhar apenas com indicadores e metas, nós queremos ouvir. Este é um momento de diagnóstico, de colher avaliações, sugestões e percepções de quem vivencia a Justiça no dia a dia”, destacou.
Ele ressaltou que a proposta das oficinas vai além de opiniões individuais, buscando compreender o cenário de forma mais ampla. “Nosso objetivo não é só extrair contribuições individuais, mas também coletivas, para entender como o Judiciário está sendo visto pela sociedade. Não se trata apenas da decisão judicial, mas da entrega de serviços como um todo”, explicou.
Afonso também lembrou que o planejamento estratégico do TJMT é fruto de construção participativa. “Nós seguimos diretrizes nacionais, mas também temos a preocupação de adaptar esse planejamento à realidade de Mato Grosso, que é um estado grande, diverso e com características próprias. Por isso, a presença da sociedade aqui é fundamental”, afirmou.
Ao final, ele reforçou que tudo o que está sendo construído nas oficinas terá impacto direto no futuro da instituição. “Os resultados dessas escutas vão nos ajudar a aprimorar o planejamento estratégico do TJMT para os próximos anos, tornando a Justiça mais eficiente, mais acessível e mais conectada com as necessidades reais da população. A proposta é construir uma Justiça que faça mais sentido para quem está do outro lado, o cidadão”, concluiu.
Participação que amplia o olhar da Justiça
A presença de diferentes instituições fortaleceu o diálogo. O promotor de Justiça Ricardo Marques destacou a importância da construção conjunta. “É muito importante o Poder Judiciário convidar Ministério Público, OAB e Defensoria para participar desse planejamento estratégico. A escuta permite compreender pontos de vista diferentes e construir algo que alcance o máximo da coletividade”, afirmou.
O servidor público José Benedito Pontes Fernandes, que é deficiente visual, destacou que participar da oficina vai além do aprendizado técnico e é também uma forma de melhorar, na prática, o atendimento que presta à população.
“Para mim, estar aqui é muito importante, porque eu lido diretamente com o público. Quanto mais conhecimento eu tiver, mais clareza eu consigo passar para as pessoas, principalmente para quem também enfrenta dificuldades no acesso à informação. Isso me ajuda a atender melhor, com mais segurança e responsabilidade”, contou.
Já para Marcos Tulio Gattas, representante do Instituto Cultural das Etnias Ciganas em Mato Grosso e integrante do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Promoção da Igualdade Racial Nacional, o momento tem um significado ainda mais profundo. “Trazer a população cigana para dentro desse espaço é um grande avanço. A gente consegue mostrar nossas necessidades e contribuir com políticas públicas. Isso é inclusão de verdade”, destacou.
Escuta ativa para construir o futuro
André Tamura, facilitador da oficina e diretor da WeGov, startup focada em estimular ações inovadoras no setor público, destacou que a iniciativa representa um passo importante na forma como o Judiciário se relaciona com a sociedade. “A primeira coisa que eu preciso dizer é reconhecer a coragem do Tribunal em abrir um espaço como esse. As oficinas são pensadas justamente para escutar, de fato, os públicos com os quais o Judiciário se relaciona e entender como essas percepções podem impactar os próximos passos estratégicos”, afirmou.
Segundo ele, o ambiente criado nas oficinas permite algo que nem sempre acontece na rotina institucional: o diálogo genuíno. “Aqui não é uma palestra, nem um curso tradicional. É um espaço de escuta. A gente cria condições para que as pessoas compartilhem suas experiências reais, suas percepções, e isso gera insumos muito valiosos para pensar o futuro”, explicou.
Tamura ressaltou que o objetivo é reunir diferentes visões para construir um diagnóstico mais completo. “Durante esses encontros, vamos ouvir perspectivas diversas, identificar dores, barreiras e também oportunidades. Esse conjunto de informações vai ajudar a orientar as decisões e as estratégias do Tribunal daqui pra frente”, disse.
Ele também enfatizou a importância de colocar o cidadão no centro desse processo. “Quando a gente coloca o cidadão como protagonista da sua própria história, entendendo como ele acessa e se relaciona com a Justiça, o resultado tende a ser um serviço mais efetivo, não só do ponto de vista interno, mas principalmente na forma como isso é percebido pela população”, pontuou.
As conversas continuam nos próximos dias, sempre com novos temas e novas perspectivas. No dia 07 serão tratados os temas “Direitos, Inclusão e Proteção Social” e “Conciliação, Mediação e Solução de Conflitos”. Já no dia 08, as oficinas serão sobre “Justiça Digital e Sistema de Justiça” e “Futuro do Judiciário, Inovação e Sociedade”.
Autor: Ana Assumpção
Fotografo: Alair Ribeiro
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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