CUIABÁ
Programa AMOR realiza ‘Dia D’ de vacinação contra a covid-19 na comunidade rural Nova Esperança
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Seguindo a determinação do prefeito Emanuel Pinheiro de democratizar o acesso e garantir a imunização completa de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19, a equipe do programa AMOR – Assistência Médica e Odontológica Rural esteve no último sábado (12) na Escola Municipal de Educação Básica do Campo (EMEBC) do Nova Esperança, na zona rural de Cuiabá. A mesma equipe já esteve no local no dia 5 de fevereiro, quando foi realizado o primeiro mutirão com vacinação de 89 crianças com a primeira dose. Neste segundo Dia D, foram aplicadas 70 doses.
Jetro Naor Albino de Souza, 12 anos, estudante do 7º ano na EMEBC Nova Esperança, foi com o pai, o professor Eliseu Xavier de Souza, garantir sua primeira dose. Na casa dele, pai, mãe, avó e irmã mais velha já estavam todos imunizados. “Dá uma satisfação e tranquilidade”, disse o pai dele sobre ter a família inteira vacinada. A iniciativa da escola e do programa AMOR de levar a vacina durante o final de semana também foi aprovada. “Com certeza facilitou muito o processo o fato da vacinação ser aqui pertinho da comunidade”, comentou Eliseu.
Quem também aproveitou o sábado para pôr em dia a caderneta de vacinação dos filhos foi a cuidadora de idosos, Suzana Martins de Brito, mãe de Nielly Maisa Fernandes Martins, 6 anos; Davidson Luan Martins, 10 anos e David Kauan Martins, 11, todos alunos da EMEBC. “Eu fico feliz porque é uma imunização que eles estão recebendo contra essa doença terrível, para não ter chance para esse coronavírus”, disse, destacando que na casa dela também moram seu pai, sua mãe, seu esposo e seu irmão e que todos, incluindo os filhos, agora estão com duas doses de vacina aplicadas.
De acordo com o diretor da EMEBC Nova Esperança, Flávio Rodrigo Pimenta de Oliveira Miranda, um levantamento realizado por ele junto aos alunos e pais para verificar quantos ainda não haviam se vacinado detectou que 60% ainda não tinha tomado nenhuma dose. A partir daí, surgiu a parceria com o programa AMOR para fazer a vacinação aos finais de semana, uma vez que a imunização é realizada nas visitas de rotina da equipe de saúde, mas não estavam sendo suficientes para atingir a meta. “Temos essa parceria maravilhosa com o programa AMOR. É um trabalho excepcional! Essa ação é importante para trazer segurança para a comunidade e também é uma questão de justiça social porque muitos não têm acesso, não têm condições de ir lá na cidade”, explica.
Conforme o enfermeiro do programa AMOR, Marcelo Coelho, a vacinação (tanto da covid-19 quanto de outras doenças) é feita no Nova Esperança sempre no serviço de rotina, mas, vendo a dificuldade dos moradores, foi aberta a oportunidade de vacinar também aos sábados. “A gente faz a vacinação no atendimento de rotina. Mas como aqui é uma das comunidades mais populosas, vimos essa necessidade de fazer a campanha também fora da rotina”, afirma.
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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados
Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.
Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.
A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.
Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.
A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.
Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.
“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”
A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.
A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.
“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”
A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.
O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.
“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”
No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



