MATO GROSSO
Governo de MT investe R$ 90,7 milhões para o desenvolvimento de Alto Araguaia
MATO GROSSO
Os investimentos do Governo de Mato Grosso no município de Alto Araguaia (420 km de Cuiabá) ao longo dos três anos e meio de gestão já somam mais de R$ 90,7 milhões, em recursos destinados para o fortalecimento da agricultura familiar, investimentos em educação, ações sociais e obras de infraestrutura.
Os maiores recursos empregados no município foram por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra), que tem executado o asfaltamento de 49,3 quilômetros de estrada na MT-100, no trecho que compreende o entroncamento com a BR-364/MT-299, próximo a Ponte Branca.

Obras de pavimentação da MT-100 em Novembro de 2021 – Foto por: Marcos Vergueiro/Secom-MT
Apenas nessa obra são empregados R$ 55 milhões, que resultarão em melhor trafegabilidade, auxiliando no desenvolvimento da região.
O Governo também investe R$ 5,9 milhões para a construção de duas pontes na região, sendo uma de 40 metros sobre o Rio Claro, e outra de 60,5 metros sobre o Rio Ariranha, na MT-465, entroncamento com a MT-100, na divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul. Dessas obras, a primeira já foi entregue para a população e a segunda está em fase de execução.
Por meio de convênios, a Sinfra ainda entregou uma aduela para substituição de uma ponte de madeira na região de Alto Araguaia, e investiu no asfaltamento de ruas dos bairros Nossa Senhora Aparecida/Vila Aeroporto. Também foi feita compra de material para a execução de asfalto. Juntos, esses convênios somaram pouco mais de R$ 3,4 milhões.
Nesta semana, o governador Mauro Mendes também assina autorização para formalização de R$ 16,4 milhões em convênios com o município. Os recursos são destinados para reforma de pontes de madeira, asfaltamento de ruas e avenidas da cidade e construção de 50 casas para famílias mais vulneráveis. Para isso, a Prefeitura ainda deve apresentar os projetos para serem analisados pela Sinfra e, caso aprovados, os recursos são liberados.
Saúde e educação
A Educação de Alto Araguaia também foi contemplada com a entrega de 84 aparelhos de ar condicionado para a escola estadual Maria Auxiliadora, o que representou investimento de R$ 204,5 mil. Também foi entregue, por meio de convênio, um ônibus de transporte escolar, ao custo de R$ 438 milhões.

Foto por: Christiano Antonucci/Secom-MT
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ainda destinou R$ 391,3 mil para a compra de computadores para os professores da rede estadual, bem como ajuda de custo para a contratação do serviço de internet. A medida foi adotada durante a pandemia da covid-19, quando as aulas estavam online. Outro investimento ainda foi realizado na Assessoria Pedagógica do município, que passou por reforma de R$ 62,5 mil.
Já a Secretaria de Estado de Saúde disponibilizou uma ambulância para o município, e repassou parte do montante necessário para a compra de outra ambulância. Dessa forma, foram R$ 180 mil investidos na saúde da cidade.
Mais investimentos
A área social também foi contemplada no município, com R$ 7 milhões de investimentos. Ao todo, foram 3 mil cestas básicas distribuídas, 1,9 mil cobertores entregues, 48 filtros de barro, e 414 famílias atendidas por meio do programa de transferência de renda Ser Família Emergencial. O governo ainda investiu na construção de 50 casas para famílias em situação de vulnerabilidade social, e repassou R$ 75 mil para a compra de um veículo para a Casa da Tia Nega, uma instituição social do município.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) fez a reforma e adequação da cadeia pública do município, enquanto a agência Desenvolve MT firmou empréstimo para empresas locais.
Ainda, os agricultores familiares foram contemplados com mais de R$ 600 mil em investimentos, feitos por meio da entrega de três patrulhas mecanizadas, compostas por trator, carreta, frade e ensiladeira, seis ordenhadeiras mecânicas, um tanque resfriador de leite, 250 doses de sêmen bovino e uma unidade de referência tecnológica (URT) para assistência técnica ao produtor de leite.
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Justiça em Números: Primeiro Grau do TJMT alcança 97% em índice de produtividade
Produtividade elevada, melhor aproveitamento dos recursos e redução da taxa de congestionamento levaram o primeiro grau do Poder Judiciário de Mato Grosso a registrar um avanço de 22 pontos perceptuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%, conforme o relatório Justiça em Números 2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O resultado coloca o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre os cinco tribunais brasileiros que alcançaram índice superior a 80% no IPC-Jus tanto no primeiro quanto no segundo grau, reforçando a eficiência da prestação jurisdicional no Estado.
O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros. O índice considera, entre outros fatores, produtividade, taxa de congestionamento, força de trabalho e recursos disponíveis para avaliar o desempenho de cada tribunal em relação aos demais do mesmo porte.
Para o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, o resultado reflete o compromisso permanente da Corregedoria com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional, por meio do acompanhamento das unidades judiciais, do monitoramento dos indicadores e do trabalho conjunto de magistrados e servidores.
“O avanço do IPC-Jus demonstra que a gestão orientada por indicadores, aliada ao empenho de magistrados e servidores, tem produzido resultados concretos para a sociedade. Nosso compromisso é continuar aperfeiçoando a prestação jurisdicional, tornando a Justiça cada vez mais eficiente, célere e acessível ao cidadão”, pontua o corregedor.
Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau diminuiu de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.
“O tempo de giro representa quanto tempo, em média, um processo permanece em tramitação. Reduzir um mês em um acervo de aproximadamente 750 mil processos significa entregar uma resposta mais rápida para milhares de jurisdicionados”, explicou o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.
Ainda segundo o documento, o tempo médio para a conclusão dos processos diminuiu tanto na fase de conhecimento, quando o juiz analisa as provas e profere a sentença, quanto na fase de execução, destinada ao cumprimento da decisão judicial. Na fase de execução, o prazo caiu de três anos e dois meses para dois anos e oito meses, uma redução de 15,8%. Já na fase de conhecimento, passou de um ano e cinco meses para um ano e três meses, queda de 11,8%.
“O processo funciona como uma engrenagem. Quando conseguimos reduzir o tempo em uma etapa, isso repercute nas demais fases, tornando toda a prestação jurisdicional mais célere”, afirmou Jorge Alexandre.
Outro indicador positivo apontado pelo relatório foi o crescimento do índice de conciliação dos processos de execução judicial no primeiro grau, que passou de 15% para 19%. “Isso reflete o fortalecimento da política de incentivo à solução consensual dos conflitos, reduzindo a litigiosidade e tornando mais célere a prestação jurisdicional”, diz o juiz auxiliar.
Para Jorge Alexandre, os resultados são fruto de um trabalho contínuo da Corregedoria no aprimoramento da gestão judiciária. Tanto no acompanhamento das unidades judiciais, no fortalecimento da atuação do Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), a ampliação da capacidade operacional da Central de Processamento Eletrônico (CPE) e o aprimoramento dos painéis de Business Intelligence (BI), ferramentas que auxiliam no monitoramento dos indicadores e na definição de estratégias para melhorar a prestação jurisdicional.
“É um trabalho realizado pelos magistrados e servidores, acompanhado de perto pela Corregedoria. Fazemos correições, acompanhamos mensalmente os indicadores e identificamos rapidamente os problemas para orientar as unidades. É uma gestão baseada em monitoramento constante e atuação preventiva”, detalha.
Autor: Larissa Klein
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT
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