Texto, que passará por segunda votação, libera instalação sem necessidade de licença ambiental
ALMT aprova projeto que prevê dispensa de licenciamento para farmácias
POLITÍCA MT
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei 257/2022, de autoria do deputado estadual Faissal Calil (Cidadania). O texto prevê a dispensa do licenciamento ambiental para a instalação de farmácias convencionais, de manipulação e de fórmulas magistrais.
Segundo o projeto de lei, farmácia convencional é o comércio varejista de produtos farmacêuticos sem manipulação de fórmulas. Já a farmácia de manipulação ou farmácia magistral é o estabelecimento que prepara medicamento atendendo a uma prescrição médica individual e específica, ou de outro profissional da saúde, devidamente habilitado e registrado no Conselho de classe pertinente, que estabelece sua composição ou fórmula, forma farmacêutica, posologia ou modo de usar.
Atualmente, a Vigilância Sanitária exige a licença ambiental para fornecer o alvará de funcionamento, por conta do Decreto 7007, que regulamenta a lei 8791/07. A exigência torna ainda mais burocrática a instalação de uma farmácia em Mato Grosso. Para Faissal, a atividade é classificada como uma atividade de pequeno nível de poluição e não degrada o meio ambiente.
“A atividade desenvolvida pelo comércio varejista de produtos farmacêuticos não se enquadra na categoria de comércio de produtos químicos e perigosos. Apesar da comercialização de produtos químicos, esta não consiste em atividade potencialmente poluidora, uma vez que as vendas são restritas a produtos nas mesmas condições em que são adquiridos do fabricante, para uso individual e previamente determinado pelo médico”, afirma.
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Proposta de criação de carteirinha para pacientes de cannabis medicinal tramita na ALMT
Dois projetos com finalidades semelhantes, mas com pareceres diferentes, provocaram debate durante a reunião ordinária da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa realizada nessa terça-feira (27).
O Projeto de Lei nº 1404/2024, de autoria do deputado Elizeu Nascimento, do Novo, propõe a criação da Carteira de Identificação para Pacientes que utilizam Cannabis Medicinal, com o objetivo de facilitar a identificação de pessoas que fazem uso da substância para fins terapêuticos. A proposta, porém, recebeu parecer contrário na comissão e acabou sendo retirada de pauta para aprofundamento da discussão.
Na mesma reunião, no entanto, o Projeto de Lei nº 1612/2025, de autoria do deputado Max Russi (Podemos), que institui a Carteira de Identificação da Pessoa com Cardiopatia Congênita, recebeu parecer favorável.
O deputado Wilson Santos, do PSD, defendeu que o mesmo tratamento dado a outros projetos que instituíram carteiras de identificação para pacientes, como a carteira do autismo, por exemplo, seja aplicado ao projeto voltado aos pacientes que fazem uso da cannabis medicinal.
Para o deputado, a carteirinha dará mais segurança aos usuários, principalmente durante o transporte do medicamento.
Confira matéria completa no áudio abaixo.
Fonte: ALMT – MT
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